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Lição 9

Por que causas se dissolvem as tiranias e os reinos.

711. Assim, pois, como quase se disse, deve-se julgar que os princípios das transmutações acerca dos regimes políticos e acerca das monarquias são os mesmos. Pois, por causa da injustiça, e por causa do temor, e por causa do desprezo, muitos dos súditos se insurgem contra as monarquias. Das injustiças, porém, sobretudo por causa da injúria, e às vezes também por causa do espólio dos bens próprios. Ora, os fins são também os mesmos, como ali, tanto acerca das tiranias quanto acerca dos reinos. Pois grandeza de riquezas e de honra existe para os monarcas, coisas que todos desejam.

712. Das insurreições, porém, umas se fazem contra a pessoa dos governantes, outras contra o principado. As que se fazem por causa da afronta, contra a pessoa. Ora, existindo a afronta de muitas espécies, qualquer uma delas se torna causa de ira. Da maior parte, porém, dos irados, quase todos se insurgem por causa da punição, mas não por causa da excelência.

713. Como a insurreição contra os Pisistrátidas, por causa de haver molestado a irmã de Harmódio e de haver escarnecido de Harmódio. Pois Harmódio por causa da irmã, e Aristógiton por causa de Harmódio.

714. Insidiaram-se, porém, contra Periandro, o tirano que estava em Ambrácia, porque, bebendo ele junto com o rapaz, perguntou-lhe se já estava grávido dele.

715. E a insurreição contra Filipe, por Pausânias, porque permitiu que ele padecesse afronta sob Átalo.

716. E a insurreição contra Amintas, o jovem, por Derdas, porque zombou de sua estatura.

717. E a insurreição do eunuco contra Evágoras, o cíprio: porque, como a mulher recusou o filho dele, matou-o, por ter padecido afronta.

718. Muitas insurreições, porém, fizeram-se também porque alguns dos monarcas fizeram vergonha à pessoa de outrem.

719. Como também a insurreição de Crateias contra Arquelau: pois sempre se comportava com pesar em relação ao trato com ele; por isso, foi ocasião suficiente, ainda que menor, o fato de que não lhe deu nenhuma das filhas, embora lho tivesse prometido, mas, detendo a mais velha por causa da guerra contra a Síria e a Arábia, deu-a ao rei da Elímeia, e a mais jovem, ao filho de Amintas, julgando que assim ele em nada se oporia, nem aquele que era nascido de Cleópatra; mas o princípio do desafeto surgiu de comportar-se com pesar em relação ao favor venéreo.

720. Insurgiu também Helanócrates de Larissa pela mesma causa: pois, como aquele, servindo-se de sua juventude, não o levou consigo conforme prometera, julgou que a relação tinha sido feita por ultraje e não por desejo amoroso.

721. Faron, porém, e Heráclides de Ênos mataram Cótis, infligindo-lhe suplício.

722. Adamas, porém, afastou-se de Cótis, porque, sendo criança, foi castrado por ele, como quem havia sofrido uma injúria.

723. Muitos também, por terem sido afligidos no corpo com golpes, irados, uns destruíram os monarcas, outros os atacaram como quem havia sofrido injúria, e também aquilo que se refere aos principados e aos poderes régios.

724. Como em Mitilene, onde Mégecles, insurgindo-se com seus amigos, matou os Pentálidas que o cercavam e o espancavam.

725. E, mais tarde, Esmerdes matou Pêntilo, depois de ter recebido golpes e de ter sido arrastado por sua mulher.

726. E, da insurreição contra Arquelau, Decâmnico foi o chefe, tendo sido o primeiro a exasperar os insurgentes: a causa da ira era que Arquelau o entregou para ser flagelado pelo poeta Eurípides. Eurípides, por sua vez, indignou-se porque Decâmnico havia dito algo contra o mau cheiro de sua boca. E também muitos outros, por tais causas, uns foram mortos, outros sofreram ciladas.

727. Semelhantemente, também por causa do temor: pois este era uma das causas, tanto das constituições políticas quanto das monarquias: como Artabanes, temendo a Xerxes por causa da acusação relativa a Dario, porque havia enforcado um homem sem que Xerxes o tivesse ordenado, mas julgando que seria perdoado, como quem não se lembraria por causa do banquete.

728. Isto, porém, por causa do desprezo, como aquele que, vendo Sardanápalo cardando lã entre as mulheres, se insurgiu contra ele, se é verdade o que dizem os que contam a fábula; e, se não for verdade a respeito dele, a respeito de outro certamente será verdade. E Díon insurgiu-se contra Dionísio, o posterior, por causa do desprezo, vendo os cidadãos assim dispostos e a ele mesmo sempre embriagado.

729. E também alguns dentre os amigos se insurgem por causa do desprezo, pois, por confiarem, desprezam, como quem julga que serão esquecidos. E, julgando poder obter o principado, de certo modo se insurgem por desprezarem; pois, como potentes e desprezando o perigo, atacam facilmente por causa de seu poder, como os que conduzem os exércitos dos monarcas, como Ciro contra Astíages, desprezando tanto o modo de vida quanto o poder dele, porque seu poder havia se tornado inativo e ele mesmo se entregava aos prazeres. E Seutes, o trácio, sendo chefe do exército de Amádoco. Outros ainda se insurgem por vários destes motivos, tanto por desprezarem quanto por causa do lucro, como Mitrídates contra Ariobarzanes.

730. Sobretudo por esta causa atacam aqueles que são naturalmente audazes e recebem dos monarcas a honra militar: pois a virilidade, tendo poder, é audaz; e, por causa dessas duas coisas, fazem insurreições como quem há de prevalecer facilmente.

Depois de o Filósofo ter exposto algumas coisas acerca da monarquia, prossegue tratando das causas e princípios que a corrompem e que a conservam. E primeiro dos que a corrompem. Em segundo, dos que a conservam, ali: conservam-se, porém, etc. A primeira parte divide-se em duas. Na primeira, determina os princípios que as corrompem em geral. Em segundo, determina os princípios corruptores em especial, ali: corrompem-se, porém, etc. A primeira divide-se em duas. Na primeira, propõe os princípios da corrupção em geral. Em segundo, prossegue mais em especial, ali: das insurreições, porém, etc. Na primeira diz que, como foi dito antes, os princípios da transmutação e da corrupção das repúblicas são quase os mesmos que os princípios da transmutação e da corrupção das monarquias: pois o reino corresponde ao estado dos melhores; e, por isso, os que são princípios da corrupção do estado dos melhores são princípios da corrupção da monarquia régia. A tirania, com efeito, corresponde ao estado dos poucos e ao popular extremo; e, por isso, aquilo que corrompe estes corrompe a tirania. Ora, os princípios que corrompem as monarquias são três: o ultraje, o medo e o desprezo. Pois por causa do ultraje, do temor e do desprezo os súditos se insurgem contra as monarquias. Ora, os ultrajes às vezes se dão por injúria, a saber, a que recai na pessoa; outras vezes, porém, se dão pela subtração dos bens próprios. Do mesmo modo, as monarquias e as repúblicas antes mencionadas têm os mesmos fins. Pois, assim como nelas se busca a multidão e a grandeza das riquezas, assim também na tirania se busca a grandeza das riquezas e no reino a grandeza da honra. Ora, todos desejam essas coisas; e, por isso, às vezes se comete a injúria que causa a corrupção.

Em seguida, quando diz das insurreições, porém, prossegue tratando destas causas e princípios da corrupção das monarquias. E primeiro trata daqueles que são princípios de corrupção por si. Em segundo, acrescenta um princípio por acidente, ali: daqueles, porém, etc. A primeira parte divide-se em duas. Na primeira, determina as causas da insurreição. Na segunda, mostra quem mais se insurge por tais causas, ali: sobretudo, porém, etc. A primeira divide-se em três. Na primeira, declara de que modo às vezes se fazem insurreições contra os monarcas por causa da injustiça. Em segundo, de que modo por causa do temor, ali: semelhantemente, porém, etc. Em terceiro, de que modo por causa do desprezo, ali: isto, porém, por causa. A primeira divide-se em duas. Pois, primeiro, declara que às vezes se faz insurreição contra a monarquia por causa da injúria que é o ultraje. Em segundo, que é por causa da aflição do corpo, ali: muitos, porém, por causa. A primeira divide-se em duas. Na primeira, propondo a distinção da insurreição, atribui a razão pela qual os que foram atingidos pelo ultraje se insurgem contra o corpo. Na segunda, declara por meio de exemplos, ali: como os Pisistrátidas. Na primeira diz que às vezes as insurreições nas monarquias se fazem contra o corpo dos que governam, outras vezes contra o principado; e as que se fazem por causa do ultraje fazem-se contra o corpo. E isto é manifesto, pois, sendo muitas as partes do ultraje, qualquer delas é indutora de ira, como aparece no segundo livro da Retórica. Ora, os irados quase sempre são movidos mais pela punição pessoal do que pela deposição do principado; e, por isso, é manifesto que as insurreições que se fazem pelo ultraje são contra o corpo, não contra o principado.

Em seguida, quando diz como os Pisistrátidas, mostra-o por meio de exemplos. E primeiro trata do ultraje contra pessoa ligada, de que modo é causa de insurreição contra o corpo do monarca. Em segundo, do ultraje contra a própria pessoa, ali: muitas, porém. O primeiro ponto declara-o por meio de cinco exemplos, e por isso tem cinco partes. A segunda, ali: armaram ciladas, porém, contra Periandro. A terceira, ali: a que, porém, contra Filipe. A quarta, ali: e a que contra Amintas. A quinta, ali: e a que do eunuco, etc. Na primeira diz: assim foi dito que se faz insurreição contra a pessoa ligada à monarquia, como foi a insurreição contra os filhos de Pisístrato; pois, tendo eles inferido ultraje à irmã de Harmódio e, além disso, tendo interpelado o próprio Harmódio, Harmódio, por causa do ultraje à irmã, e Aristogíton, por causa de Harmódio, insurgiram-se contra eles. E assim fica manifesto que se fez a insurreição por causa do ultraje contra pessoa ligada.

Em seguida, quando diz armaram ciladas, apresenta o segundo exemplo; e diz que certos habitantes de Ambrácia armaram ciladas a um que se chamava Periandro: porque este Periandro, bebendo certa vez com os filhos deles, perguntou àqueles jovens se estavam grávidos por causa dele: pois talvez abusasse deles; e assim insinuava que havia abusado daqueles jovens; e por isso perguntava se estavam grávidos por causa dele; então, movidos pelo ultraje aos jovens, os outros insurgiram-se contra Periandro.

Em seguida, quando diz a que, porém, apresenta o terceiro exemplo; e diz que a insurreição que houve contra Filipe, rei da Macedônia, feita por um que se chamava Pausânias, deu-se porque Filipe permitiu que Pausânias sofresse ultraje de um certo Átalo, que estava ligado ao próprio Filipe seja por consanguinidade seja por ofício. Ora, este Filipe foi rei da Macedônia, pai de Alexandre Magno.

Em seguida, quando diz e a que contra Amintas, apresenta o quarto exemplo; e diz que Amintas foi morto por Derdas, porque se gabava de ter abusado da juventude dele e zombava dele pelo que havia sofrido.

Em seguida, quando diz e a que do eunuco, apresenta o quinto exemplo; e diz que Evágoras de Chipre insurgiu-se contra o rei eunuco, porque este havia escolhido a filha dele como concubina, e o matou. Assim, pois, aparece a partir destes exemplos que o ultraje feito à pessoa ligada é causa de insurreição contra a pessoa do monarca.

Em seguida, quando diz muitas, porém, declara que o ultraje feito à própria pessoa é causa de insurreição contra a pessoa do monarca. E primeiro propõe. Em segundo, prova por meio de exemplos, ali: como a que contra Crateu, etc. E a segunda parte divide-se em quatro, conforme declara por meio de quatro exemplos. A segunda, ali: insurgiu-se, porém, etc. A terceira, ali: Faron, porém. A quarta, ali: Adamas, porém. Na primeira diz que muitas insurreições se fizeram contra os monarcas, porque estes cometiam ultraje ou desonra contra a pessoa de alguém.

Em seguida, quando diz como a que, declara; e diz: assim foi dito que por causa do ultraje feito à própria pessoa se fazem insurreições; como foi a insurreição de Crateu contra Arquelau. Pois este Arquelau comportava-se de modo pesado para com Crateu ao falar e conviver com ele. A causa que se alegava, embora fosse proposta como suficiente, foi contudo menor e mais ocasional: a saber, que Arquelau, tendo prometido a Crateu dar-lhe uma de suas filhas, não quis dar-lhe nenhuma, mas deu a filha primogênita, depois da guerra que teve contra a Síria e a Arábia, a um certo rei que se chamava Eliba, e deu a filha menor ao filho de Amintas, crendo que, sendo este filho de Cleópatra, não lhe seria adversário. Esta, pois, era a causa que se alegava da insurreição; mas a causa principal e o princípio da inimizade e do afastamento dele foi que Arquelau queria induzi-lo à cópula.

Em seguida, quando diz insurgiu-se, porém, apresenta o segundo exemplo; e diz que Helanócrates de Larissa insurgiu-se contra o mesmo Arquelau pela mesma causa. Pois, como não o levasse consigo conforme prometera e abusasse de sua juventude, julgou que ele fazia isso por ultraje e não por amizade; e por isso insurgiu-se contra ele.

Em seguida, quando diz Faron, porém, apresenta o terceiro exemplo; e diz que Faron e Heráclides insurgiram-se contra Cótis de Ênos e, infligindo suplício ao pai, mataram-no. E isto foi por causa do ultraje que lhes fora feito pelo filho dele.

Em seguida, quando diz Adamas, porém, apresenta o quarto exemplo; e diz que Adamas afastou-se do monarca Cótis, porque, quando era criança, aquele Cótis o castrou, e então Adamas, por causa da injúria que havia sofrido, insurgiu-se contra ele.

Em seguida, quando diz muitos, porém, mostra que às vezes se faz insurreição por causa da aflição no corpo; e divide-se em duas partes. Na primeira propõe. Na segunda manifesta, quando diz: como Mégacles, etc. Na primeira diz que muitos que haviam sido afligidos nos corpos, suportando golpes ou feridas, insurgindo-se contra o próprio monarca, destruíram-no ou mataram-no. Outros, tendo sofrido injúria por tal aflição, atacaram o principado e o poder.

Em seguida, quando diz como Mégacles, manifesta o que disse; e divide-se em três, conforme manifesta por meio de três exemplos. A segunda, ali: e mais tarde, etc. A terceira, ali: e da insurreição contra Arquelau, etc. Na primeira diz: assim foi dito que se fazem insurreições por causa da aflição. Pois, como na ilha de Mitilene, Mégacles insurgiu-se contra alguns vizinhos seus que o cercavam, por terem posto as mãos sobre ele, batendo-lhe com clavas e espancando-o, motivo pelo qual, com seus amigos, os matou.

Em seguida, quando diz e mais tarde, apresenta o segundo exemplo; e diz que, depois, tendo Esmerdes sido espancado e ferido por Pêntilo, e tendo escapado por meio da mulher dele, insurgiu-se contra ele e o matou.

Em seguida, quando diz e da insurreição, apresenta o terceiro exemplo; e diz que Decâmnico foi o chefe e a causa principal da insurreição que se fez contra Arquelau, e foi o primeiro a exasperar e a comover aqueles que se insurgiram contra ele. Ora, a causa da ira pela qual os outros se insurgiram e ele mesmo se insurgiu foi que Arquelau o entregou para ser flagelado pelo poeta Eurípides, o qual, irado contra ele, se enfureceu porque Decâmnico dissera que ele tinha a boca fétida; movido por isto, Eurípides flagelou Decâmnico, o que foi causa da ira. Por isso ele mesmo se insurgiu contra Arquelau. Assim, pois, muitos se insurgiram por tais causas; e alguns deles foram mortos, outros sofreram graves ciladas e perturbações.

Em seguida, quando diz semelhantemente, porém, declara que às vezes se faz insurreição por causa do temor; e diz que, assim como se faz insurreição por causa da injúria, assim também às vezes se faz por causa do temor. Pois o temor é uma das causas da insurreição, como a injúria, contra os monarcas: como Artabanes quis afastar Xerxes do principado monárquico, porque o temia por causa do crime que havia cometido contra Dario, pois havia enforcado um conhecido seu, embora Xerxes não o tivesse ordenado, mas cria que este lhe perdoaria, não se lembrando do fato depois da refeição; mas, quando o recordou e quis puni-lo, temendo a punição, insurgiu-se contra ele.

Em seguida, quando diz isto, porém, declara que às vezes se faz insurreição por causa do desprezo. E primeiro faz isto em geral. Em segundo, mostra que também os amigos às vezes se insurgem por causa do desprezo, ali: e alguns dos amigos, etc. Diz, pois, primeiro, que às vezes se fazem insurreições por causa do desprezo, como aquele que, vendo Sardanápalo entregue aos prazeres e às comilanças, sempre brincando com as mulheres no palácio, jamais saindo para as batalhas nem exercitando-se nas caçadas (se isto é verdade a respeito dele, como dizem os que contam a fábula; e, se não for verdade a respeito dele, poderá contudo ser verdade a respeito de algum outro), insurgiu-se contra ele. Semelhantemente, Díon insurgiu-se contra Dionísio, que depois exerceu a tirania, porque o desprezou, vendo-o sempre embriagado e voluptuoso, e vendo que os cidadãos o desprezavam.

Em seguida, quando diz e alguns dos amigos, declara que os amigos, por causa do desprezo, às vezes se insurgem contra os amigos, porque os desprezam: pois, por confiarem neles e por lhes serem familiares, às vezes os desprezam, crendo que, por causa da amizade, esquecerão a injúria infligida. Pois a demasiada familiaridade gera o desprezo. E, porque creem poder obter o principado e porque desprezam, insurgem-se desprezando o perigo; por isso atacam facilmente: seja porque esperam obter, seja porque têm poder, não temendo o perigo, seja porque desprezam: como os chefes dos exércitos às vezes atacam os monarcas por esta causa: como Ciro, desprezando o modo de vida torpe e desonesto de Astíages e o poder que era inútil para as batalhas, vendo-o viver de modo voluptuoso e contra a razão, insurgiu-se contra ele. Semelhantemente também Seutes, chefe do exército, afastou-se de Amádoco, da província da Trácia, pela mesma causa, e insurgiu-se contra ele. Há ainda outros que se insurgem por vários destes motivos: tanto porque desprezam quanto por causa do lucro: como Mitrídates contra Ariobarzanes.

Em seguida, quando diz sobretudo, porém, declara quem mais se insurge por tais causas; e diz que sobretudo os que são naturalmente audazes, como aqueles em quem há abundância de calor e de espírito e que têm poder e foram feitos chefes dos exércitos pelos monarcas. Pois a inclinação para as obras viris, ou seja, para a audácia e o poder, torna o homem audaz em ato; e, por causa dessas duas coisas, como que julgando que hão de prevalecer, insurgem-se.