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Capítulo XXX — Constrói-se um mosteiro em honra de Santo Adalberto, e Romualdo prediz a morte de Otão III

Enquanto Romualdo ainda permanecia em Pereo, o imperador Otão, por sugestão dele, construiu ali um mosteiro em honra de Santo Adalberto e lhe anexou propriedades contíguas pertencentes à comunidade de Classe. Compensou esta última com propriedades reais situadas na Marca de Fermo.

Um dos discípulos de Romualdo foi constituído abade e reuniu-se ali uma comunidade de irmãos.

Romualdo começou a mantê-los sob rigorosa vigilância e ensinou-os a viver segundo a disciplina regular. Ordenou também ao abade que se retirasse para o eremitério e permanecesse ali durante toda a semana, vindo ao mosteiro aos domingos para visitar os irmãos.

O abade desprezou as ordens do santo homem e começou a viver segundo o mundo. Uma vez que o pé de sua conduta começou a escorregar do caminho da retidão, passou a desviar-se cada vez mais.

Quando Romualdo percebeu que não podia trabalhar ali conforme o ardor de sua vontade, dirigiu-se imediatamente ao rei e, como quem cobra uma promessa devida, começou a insistir energicamente para que Otão se tornasse monge.

O rei afirmou que faria aquilo que lhe era pedido, contanto que pudesse primeiro atacar Roma, que se rebelara contra ele, e, depois de vencê-la, regressar vitorioso a Ravena.

Romualdo respondeu:

“Se fores a Roma, não tornarás a ver Ravena.”

Advertiu-o assim, com toda clareza, de que a morte se aproximava. Como não conseguia fazê-lo desistir e estava certo da ruína do rei que se apressava rumo a Roma, Romualdo embarcou num navio e atravessou o mar até a cidade de Parenzo.

E o rei, conforme a profecia do bem-aventurado homem, mal começara a regressar de Roma quando foi acometido por uma enfermidade e morreu em Paterno.