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Capítulo LXXII — Constrói-se um santuário para o corpo incorrupto de Romualdo

Cinco anos depois da morte do santo homem, a Sé Apostólica concedeu aos monges permissão para erguer um altar sobre seu venerável corpo.

Certo irmão chamado Azo dirigiu-se então ao bosque para preparar uma pequena urna, que julgava suficiente para receber os ossos e o pó do santo homem.

Na noite seguinte, porém, um venerável ancião apareceu em sonho a um dos irmãos e perguntou-lhe imediatamente:

“Onde está o prior deste mosteiro?”

Como o irmão respondeu que não sabia, o ancião acrescentou:

“Ele foi ao bosque preparar uma urna; mas o corpo do bem-aventurado homem não caberá num recipiente tão pequeno.”

No dia seguinte, o prior regressou trazendo a urna que havia preparado.

O irmão que tivera a visão perguntou-lhe por que havia ido ao bosque. Como o prior, cansado do trabalho, não quisesse responder, o irmão revelou-lhe imediatamente a razão da viagem e contou, em ordem, tudo o que havia visto.

Abriram então o túmulo e encontraram o corpo do santo homem quase inteiro, são e incorrupto, praticamente no mesmo estado em que havia sido entregue à sepultura.

Apenas uma fina camada semelhante a penugem podia ser vista sobre algumas partes do corpo.

A pequena urna que haviam preparado foi então deixada de lado.

Imediatamente fizeram um recipiente adequado às dimensões do corpo bem-aventurado e nele depositaram reverentemente as santas relíquias, para que servissem de proteção aos fiéis.

Sobre elas, consagraram solenemente o altar.

O bem-aventurado homem partiu deste mundo no décimo terceiro dia antes das calendas de julho, isto é, em 19 de junho, no reinado de nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e é glorificado com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos sem fim.

Amém.