O CARDINAL PIE, UM BISPO DOS TEMPOS MODERNOS
Fez cem anos em 18 de maio de 1980 que Dom Louis-François-Désiré-Édouard PIE, bispo de Poitiers, cardeal da Santa Igreja, sob o título de Santa Maria da Vitória, entregou sua bela alma a Deus.
Este aniversário (1) deve ser para nós a ocasião de nos debruçarmos sobre a vida e a obra deste grande prelado que foi "tão grande em sua vida, maior após sua morte, e cuja estatura cresce à medida que o vemos a esta justa distância e sob esta plena luz em que o tempo e a reflexão colocam as coisas". (2)
Neste século XIX, marcado pela explosão arrogante do liberalismo oriundo da Revolução de 1789, é oportuno voltar-se para o magistério do bispo de Poitiers. Sua doutrina mostra-se sumamente luminosa e eficaz para solucionar os desafios com que nossa época se depara, os quais radicam justamente naquele catolicismo liberal que Dom Pie tanto combateu.
Diante desta hidra de múltiplos tentáculos, ele soube empunhar o estandarte da doutrina católica, de toda a doutrina católica. Lembrou-se de seu predecessor, Santo Hilário, e, à sua imagem, denunciou o erro e elaborou documentos que serviram para conjurar o mal.
Seus mandamentos, suas instruções sinodais e suas declarações eram sempre aguardados com impaciência em Roma, onde confortavam o coração do grande pontífice que foi Pio IX. Nesse período tão funesto para o mundo cristão, ele foi, sem qualquer dúvida, a consolação do coração desse grande Papa. Dom PIE antecipava todos os seus desejos. Assim que ele falava, o Papa aprovava, encorajava e defendia a obra do primeiro de todos os seus filhos e daquele que, sem dúvida, lhe foi o mais submisso e o mais apegado.
Propomo-nos, numa série de artigos, a estudar a obra deste prelado. Mas antes de procedermos ao exame do seu ensinamento, devemos lançar um olhar sobre a natureza da Revolução, tal como o bispo de Poitiers a analisou na sua "Terceira Instrução Sinodal sobre os Erros do Tempo Presente", datada de 1863.
Dom PIE definiu o programa do seu episcopado ao entrar na catedral de Poitiers, num sermão que se tornou célebre e cujo desenrolar nenhum ato veio manchar.
"Sou bispo; a este título, sou entre vós o cônsul da majestade divina, o embaixador e o encarregado de negócios de Deus. Se o nome do Rei, meu mestre, for ultrajado; se a bandeira do seu Filho Jesus não for respeitada; se os direitos da sua Igreja e do seu sacerdócio forem desconhecidos; se a integridade da sua doutrina for ameaçada — sou bispo, portanto falarei, levantarei a voz, manterei alto e firme o estandarte da Verdade... Os pusilânimes poderão espantar-se, mas que importa, falarei..." (3)
Por estas palavras, o estandarte de Cristo Rei foi plantado na cátedra de Poitiers para não mais descer enquanto o bispo vivesse. Jamais ele cessará de afirmar os direitos soberanos de Jesus Cristo sobre os indivíduos, mas também sobre as nações, pois ali, e somente ali, encontram-se a felicidade e a paz. Como poderia uma criatura criada por Deus e para Deus encontrar em outro lugar essa plenitude, se, já ferida pela queda original, só pode regenerar-se pela GRAÇA que é dada pelo Verbo Encarnado, morto e ressuscitado pela multidão?
A religião católica não é, portanto — e não pode sê-lo —, uma questão privada deixada à livre consciência dos indivíduos, mas é a única religião a ter direitos objetivos, pois está fundada em Jesus Cristo, princípio e fundamento de todas as coisas. Particulares e nações, todos devem submeter-se a Jesus Cristo, que conquistou direitos sobre nós pela sua Morte na Cruz.
É à luz destas considerações que Dom PIE abordará todos os problemas e todos os erros do seu tempo.
É preciso que Jesus Cristo reine; o bispo passará a vida a defender e a promover esta realidade.
Este espírito tão esclarecido soube detectar nos poderes oriundos de 1789 os objetivos reais dos seus detentores. A neutralidade das instituições não passava de uma quimera para afastar os indivíduos da doutrina católica, dividindo artificialmente a pessoa em duas partes distintas e independentes: a pessoa privada e a pessoa pública. A primeira poderia viver na Fé, enquanto a segunda deveria fazer gala de indiferença. Mentira e hipocrisia é essa tese, pois uma vez admitido este princípio, uma vez reconhecida a independência da criatura em relação ao seu Deus no domínio público, seria fácil fazê-la avalizar essa mesma independência na ordem moral, apresentando essa submissão como facultativa!
Este caminho é perigoso, pois as Instituições não poderiam prescindir dos preceitos divinos sem graves danos. Uma vez proclamados os Direitos do Homem, os Direitos de Deus são rapidamente esquecidos. Assim, um século antes de Pio XII, ele compreendeu que "da natureza das Instituições depende a salvação ou a perdição do maior número".
Dom PIE declarava: "A declaração dos direitos do homem é uma base ruinosa e caduca sobre a qual nenhum edifício durou nem durará. Esforcemo-nos por neutralizar o erro, reprimindo o mal e fazendo do nosso ensinamento uma declaração solene dos Direitos de Deus".
Nesta breve introdução, acabamos de mostrar o que estava em jogo no combate de Dom Pie de Poitiers. É tempo agora de passar ao estudo da sua terceira instrução sinodal, que nos mostrará a Natureza profunda da Revolução e os remédios que convém aplicar.
A NATUREZA da REVOLUÇÃO, definida na TERCEIRA INSTRUÇÃO SINODAL de 1863
I - O Mistério da Encarnação
A Revolução propõe ao homem uma certa independência em relação à divindade; este é o princípio da verdadeira oposição à doutrina da Igreja. O que se visa é a própria pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto Ele é o objeto que a subversão quer atingir.
Cristo realiza em sua pessoa a união hipostática da natureza humana e da natureza divina. "Este elo deve estender-se, segundo proporções e por meios divinamente instituídos, a toda a raça da qual o Verbo encarnado é o chefe, e que nenhum ser moral, seja individual e particular, seja público e social, pode rejeitar ou romper, no todo ou em parte, sem falhar com o seu fim e, consequentemente, sem prejudicar-se mortalmente a si mesmo e sem incorrer na vindita do Mestre Soberano dos nossos destinos. Tal é a substância do Cristianismo".
Eis, portanto, definido o plano divino tal como a Revelação no-lo propõe. Ora, neste século XIX, homens pretendem livrar-se da tutela da Fé, esquecendo que esta é necessária ao seu fim. Este erro chama-se NATURALISMO ou ANTICRISTIANISMO.
II - O Naturalismo, rosto da Revolução
Esta heresia apresenta-se, primeiramente, como um ato de revolta do homem. E, no entanto, não nos enganemos: historicamente, é preciso fazer remontar essa atitude à revolta dos anjos e de Satanás diante da decisão gratuita de Deus de descer à Sua criação na pessoa do Seu Verbo. Sabemos que esses puros espíritos recusaram-se a inclinar-se diante dessa natureza humana inferior à deles. O pai da mentira, "sentindo-se ferido, vai refugiar-se no direito e na existência da ordem natural... ao ato livre de Deus, opôs um direito pessoal; enfim, contra o estandarte da graça, levantou a bandeira da natureza... Ele foi 'homicida desde o princípio' porque jurou a morte do Homem-Deus assim que o mistério do Homem-Deus lhe foi mostrado".
"O trabalho do inferno traduz-se sempre pelo ódio a Cristo, pela negação da ordem da Graça e da Glória". Eis, portanto, a origem do naturalismo.
Este último nem sempre se manifesta de uma maneira tão radical. Existem vários graus de contaminação, mas não nos enganemos: "o veneno é sempre insuportável em qualquer dose!". E aqueles que aderem a esse erro são perigosos pelos efeitos que a sua adesão a essa doutrina diabólica produz.
a) O naturalismo moderado
Primeiramente, encontram-se aqueles que aceitam de bom grado a autoridade de Jesus Cristo na ordem das coisas privadas e estritamente espirituais, mas que O rejeitam nos assuntos públicos e temporais. São, atualmente, todos esses falsos católicos que se pretendem tais, mas que não querem impor a sua Fé aos outros. Toda essa gente esquece que o Verbo se fez carne; ora, Ele assumiu da natureza humana não apenas a substância espiritual, mas também a substância material. Encarnou-Se para todos os homens, portanto, para seres chamados a viver em sociedade. As consequências de tal fato são que Deus não Se encarnou apenas para almas separadas do seu invólucro carnal e que, longe de assistirmos a uma dualidade entre o corpo e o espírito, assistimos à redenção da natureza carnal e da natureza espiritual.
Depois, uma segunda categoria considera a ordem sobrenatural apenas como uma opção facultativa, pois somente a ordem da natureza "oferece à criatura racional um fim condizente com a pura natureza, e meios suficientes para atingir esse fim". Tudo deve ser resolvido fora de qualquer referência à Revelação no que concerne aos problemas da vida humana e do governo público. "É o Estado leigo com a sua educação nacional". Assim, é tachado de "clerical" todo leigo que não renegou o seu batismo e não traiu a sua Igreja.
b) O deísmo racionalista
No segundo grau, encontrammo-nos em presença de uma vontade que recusa qualquer intervenção do sobrenatural na vida do homem. Deus criou o estado de natureza de uma maneira imutável. A razão é a sua componente essencial e inalienável. Ela é o juiz supremo e o princípio de autonomia absoluta do homem. Nada pode iluminá-la. Por via de consequência, é rejeitado todo o conteúdo da Revelação. No limite, Deus é admitido como uma ação conservadora, mas "não se admitirá nenhuma introdução pessoal de Deus no mundo criado".
c) O naturalismo alemão
A estas duas classificações, convém acrescentar outra. Até agora, nos sistemas encontrados, a coexistência de Deus e da natureza eram dois princípios reconhecidos. Tratava-se de duas entidades presentes que se opunham na sua relação, logo, que se afirmavam como diferentes. A isto, convém notar que o sistema filosófico que proíbe a Deus qualquer ingerência pessoal na ordem natural nunca passará de uma interdição arbitrária e contestável. Com efeito, se se admite a existência dessas duas entidades (e mesmo alguns não hesitam em afirmar que a natureza foi criada por Deus; ora, quem diz criatura diz noção de dependência em relação ao Criador ao qual deve a sua existência), em que lógica, então, se fundamentará o princípio de não ingerência do divino no criado?
Alguns encontraram o meio de contornar essa dificuldade metafísica estabelecendo a fusão do divino e da criação. A consequência deste raciocínio é extremamente grave, pois tem como resultado erradicar a ordem sobrenatural e levar-nos direto à Natureza-Deus. Temos aqui, resumido, o essencial da filosofia alemã.
Eis, portanto, as características do naturalismo: a última categoria é, de longe, a mais perigosa, pois conduz diretamente ao panteísmo e ao ateísmo. Pode-se dizer que foi ela que venceu desde o século passado. No entanto, é preciso sublinhar que o catolicismo liberal foi sempre atraído pelas duas primeiras, e foram elas que prevaleceram no segundo concílio do Vaticano sobre a doutrina de sempre da Igreja. É por isso que é útil estudar as consequências do naturalismo em relação à fé.
III - As Consequências do Naturalismo
Na época de Dom PIE, o naturalismo era o fato de uma minoria de católicos que convinha, então, prevenir contra o veneno. Atualmente, esta heresia triunfou no seio dos católicos e ganhou para a sua causa as mais altas autoridades da Igreja. O escândalo é tal que é preciso compreender bem que o último concílio é uma verdadeira proclamação de fé naturalista, no que diz respeito à liberdade religiosa e à própria concepção da Igreja no mundo. Temos, diante destes fatos inconcebíveis, o dever de estudar a verdadeira doutrina da Igreja e de proclamá-la. Deste estudo, ressaltará que apenas o orgulho humano pôde encontrar uma satisfação suficiente na proclamação de tais erros.
Este naturalismo moderado, e que se apresenta como generoso, permite a esses cristãos que têm algum escrúpulo em renegar os seus princípios cristãos poderem valer-se do partido da ordem, já que reconhecem a existência de Deus, embora recusem, no todo ou em parte, a tutela desse mesmo Deus em quem ainda creem, e podendo também afirmar que o ensinamento da Igreja não obriga.
Apenas proclamar o naturalismo apresenta um inconveniente maior para aqueles que o tomam como sistema de pensamento. Com efeito, priva-os da graça sobrenatural da qual Jesus é o autor e o dispensador. De fato, diz Dom PIE, "o naturalismo é para os particulares o caminho certo do inferno".
Se considerarmos o naturalismo aplicado às sociedades: "rejeitando o jugo legítimo e glorioso daquele a quem o Pai Celeste deu todas as nações por herança, elas tornam-se presa de todas as ambições, de todas as ganâncias, de todos os caprichos do seu mestre de um dia; e, passando incessantemente da rebelião à servidão, da licença à tirania, não tardam a perder, com a honra cristã e a liberdade cristã, toda honra e toda liberdade".
Os últimos duzentos anos da nossa história ilustram suficientemente bem este princípio...
Não resta mais, diante de tais ineptidões, senão proclamar a Verdade. Dom PIE iria quebrar o silêncio pela força da sua palavra. Àqueles que o censuravam por falar, ele respondia: "A teoria do silêncio é, geralmente falando, uma teoria demasiado cômoda para não ser suspeita".
IV - A Proclamação da Verdade
A Verdade é Nosso Senhor Jesus Cristo, como Ele próprio nos ensinou. É neste ensinamento que devemos nos deter, pois ele responde aos falsos argumentos do naturalismo com uma força e uma luminosidade que não deixam margem para a sombra.
a) O Mistério da Santíssima Trindade
O naturalismo conduz à negação de Deus e de Seu Filho, o Verbo. Além disso, esta questão é de uma atualidade candente no momento em que o Padre Schillebeeckx afirma que a questão de saber se Nosso Senhor é Filho de Deus e se Ele é preexistente não passa, no fim das contas, de um simbolismo e de "especulações abstratas". Veja-se o progresso percorrido em 100 anos! É preciso que compreendamos bem que a Salvação só pode ser adquirida pela Fé, e não por especulações de intelectuais podres e sacrílegos. Que eles tremam, portanto, se ainda possuem a Fé!...
O principal erro cometido hoje consiste em aceitar a existência de um Deus que não é o da Revelação, pois esse deísmo é prático e não implica uma vida dominada pelas exigências do Evangelho. Compreende-se melhor agora os teólogos contemporâneos que, após terem modificado a doutrina católica, precisam, para torná-la lógica, atacar a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ocorre que este erro não possui fundamento algum, pois o Cristo falou e é por Ele que somos restabelecidos na ordem inicial criada pelo Pai. Nossa natureza só pode florescer recebendo a Graça, e a Graça nos vem da Cruz.
Para ser salvo, é preciso crer em Jesus; no entanto, isso não é suficiente: é necessário um ato positivo que torne eficaz nossa adesão a Cristo. É o Sacramento que nos dá isso. Eis a grandeza do Batismo. Uma vez adotados por Deus, não podemos mais nos calar. Ouçamos o Cardeal PIE comentar esta realidade:
"Ai daqueles que de Vós se calam", exclamava Santo Agostinho. Este é o infortúnio deste tempo. O próprio fiel, aquele que crê em Deus, cala-se sobre Deus. A grande heresia da nossa era é a heresia prática contra o primeiro mandamento do decálogo. Falou-se tanto ao homem de seus direitos que ele perdeu de vista os direitos de Deus. Em mil coisas, a criatura assume atualmente, diante de seu Criador, uma atitude que não é conciliável com a virtude da religião. Ah! nós, ao menos, não nos calemos!
Para tanto, não há nada melhor que a oração, a oração da liturgia da Igreja, fundada por Jesus Cristo. Ora, diz Bossuet, "tende por indubitável que a Igreja é o único templo universal de Deus, e que ela é também o único lugar onde Deus é adorado em verdade", o que significa, prossegue Dom PIE, "que ela é a única escola onde os atributos divinos são ensinados tão luminosamente quanto aprouve a Deus nos revelar, e confessados com todo o ardor e pureza que Ele exige de Seus adoradores".
b) O lugar do homem na economia da salvação
Se Deus é rejeitado, reconhecem-se, na maioria das vezes, direitos a Deus na ordem espiritual, mas apenas ao homem na ordem temporal. Esta constatação nos leva à seguinte conclusão: há igualdade entre Deus e o homem. Por esse viés, deifica-se o homem. Mais uma vez, encontramo-nos diante de uma incoerência para com a fé. Sabemo-lo: o homem sem Deus nada pode fazer. Ora, quando ele pretende ser seu único senhor, esquece sua natureza de falha e de pecado e, a partir disso, chega a rebaixar-se ao nível do animal.
O perigo essencial que constitui o panteísmo reside no fato de o homem se fazer igual a Deus. A consequência que daí resulta imediatamente é assim definida por Dom PIE: "Se o mundo é consubstancial a Deus, logo todas as coisas nele são igualmente santas, e a distinção entre bem e mal não existe na realidade, e o próprio vício é uma forma do divino e pode pretender a apoteose: consequência diante da qual o naturalismo não recua". (É assim que se chegou a justificar o aborto em nome de situações de desespero).
O bispo de Poitiers explica que não poderia ser questão para o catolicismo desprezar o homem, já que Deus o criou; mas, por outro lado, o catolicismo sabe que a natureza não pode mover-se, reger-se e governar-se sem o concurso e a assistência de Deus. Ouçamos novamente o prelado: "Portanto, a menos que se chegue à desvairada ideia que confunde o universo com a essência divina, é impossível colocar a natureza inteligente mais alto do que o faz a doutrina cristã. Mas esta doutrina atribui ao ser racional a aptidão radical para a união, seja pessoal, seja mística, com a natureza divina". E, citando São Tomás, ele nos recorda que nossa verdadeira nobreza é poder ser aptos a ser desposados e adotados pela natureza divina.
Negar isso é subverter todos os fundamentos da verdadeira religião. Repitamos com São Paulo: "Não há outro nome dado sob o céu aos homens pelo qual os homens possam ser salvos senão o de Jesus Cristo".
F.D. (corr.)
(1) Este artigo, devido à pena de um de nossos correspondentes, deveria ter aparecido no Boletim anterior, lançado em maio de 1980. Os imperativos da diagramação não o permitiram e ele sai apenas agora em outubro, passado o aniversário (S. A. B.).
(2) Cf. a Oração Fúnebre de Dom PIE, pronunciada em 7 de julho de 1880 por Dom Charles-Louis Gay, na catedral de Poitiers. Edição H. Oudin.
(3) Sermão de entrada solene em sua catedral, em 8 de dezembro de 1849, em Poitiers.