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A REVOLUÇÃO SEXUAL, PEDRA ANGULAR DA REVOLUÇÃO - 2

A TRANSMUTAÇÃO DO HOMEM

Essa "edificação de um homem novo", essa fabricação de um ser no antípoda do Homem Cristão, utilizou múltiplos meios e, iniciada principalmente após a última guerra, felizmente, ainda não está totalmente terminada nem bem-sucedida. Parece possível distinguir três fases nesse processo revolucionário.

Em primeiro lugar, de 1945 a 1981, favorecer no homem o domínio do animal; depois, uma aceleração a partir da chegada ao poder do Socialismo e, em terceiro lugar, desde 1986, uma normalização definitiva, se nada acontecer, do homem novo programado!

I - O RETORNO AO MACACO - 1945/1981

Esta primeira fase, responsável pela aceleração sofrida durante a segunda, incidiu sobre uma nação francesa moralmente sadia e demograficamente forte.

A) A Educação Permissiva:

Após a Segunda Guerra Mundial, a taxa de natalidade era muito elevada: 2,29 filhos por mulher em 1946, 3 em 1949 e, depois, até 1973, superior a 2,2 (taxa de reposição das gerações).

Durante 25 anos, as mães foram muito numerosas, MAS as crianças nascidas entre 1946-1949 chegaram à idade adulta (maioridade da época) entre 1966-1969. Como a memória só desperta e retém verdadeiramente a partir dos 4 ou 5 anos, essas crianças não podiam ter lembrança dos anos difíceis do pós-guerra.

Pelo contrário, elas foram educadas num sistema menos exigente, desinibidor e que rapidamente se tornava cada vez mais assim. Eram as crianças da educação permissiva do pediatra norte-americano Benjamin Spock. Mimos por pais cujos rendimentos aumentavam graças ao boom econômico, por sua vez consequente do baby boom, esses jovens chegavam à sociedade considerando os objetos de consumo corrente, os lazeres... como um dado natural do ambiente, não como a recompensa de um esforço.

Não tendo recebido de seus pais, da Sociedade, das Igrejas e dos responsáveis educativos, ou mesmo do Estado responsável pelo bem comum, uma formação rigorosa, eles estavam prontos a usar a liberdade dada para todas as experiências possíveis.

B) A primeira pílula foi colocada à venda em 1956. Oito anos mais tarde, a pornografia ampliou-se fortemente. A transformação dos espíritos pelos médias, os cientistas, os educadores, as igrejas começou a realizar-se, não podendo os opositores ter uma audiência importante por falta de meios...

É preciso assinalar que a erupção libertária sexual de maio de 1968 não foi seguida pelos chefes e quadros revolucionários porque o dispositivo não estava no lugar...

Durante este primeiro período, o regime líbero-socialista no poder desde a saída do General de Gaulle promulgou uma quantidade de leis visando à destruição da ordem familiar e à libertação completa da sexualidade. Essas leis foram maioritariamente votadas graças ao apoio da oposição marxista, feliz por deixar fazer o seu trabalho por aqueles que, aos olhos dos eleitores, deveriam ter-se oposto:

Eis, aliás, o julgamento do Nouvel Observateur (8 de novembro de 1976) sobre o discurso de Valéry Giscard d'Estaing, proferido em La Bourboule em julho de 1975, onde o chefe de Estado afirmava propor: "uma política ativa e global de apoio à família". O Nouvel Observateur admirava-se que uma "'terapia' familiar passasse pela maioridade aos 18 anos, o divórcio humanizado, a interrupção da gravidez..." A esquerda reconhecia que Valéry Giscard d'Estaing lhe roubava o seu programa.

C) Legislação Destruidora: Portanto, houve:

14 de dezembro de 1964: a tutela de um menor passa automaticamente ao cônjuge sobrevivente; fim dos conselhos de família: os pais podem emancipar seus filhos aos 18 anos. 13 de julho de 1965: lei sobre regimes matrimoniais; a mulher adquire o direito de administrar seus bens próprios e exercer uma profissão sem o consentimento do marido. Ela tem voz ativa para escolher uma residência ou contrair dívidas vitalícias. 28 de dezembro de 1967: Lei Neuwirth (contracepção química). Constitui o primeiro passo para o direito da mulher dispor de seu corpo. Esta lei que oficializa a revolução anticoncepcional é acompanhada - nos meios de comunicação - de um discurso que "faz da esterilidade o estado normal, o estado de sobre-natureza do civilizado". 4 de junho de 1970: lei sobre autoridade parental: a mãe sai da sombra em favor do casal; autoridade e proteção são compartilhadas. Adeus, pátrio poder. 3 de janeiro de 1972: lei sobre filiação; os filhos naturais ou adulterinos tornam-se herdeiros. Segundo o próprio relator, uma medida revolucionária: o casamento não é mais a única base da legitimidade. 5 de julho de 1974: lei estabelecendo a maioridade aos 18 anos. Novembro de 1974: lei Simone Veil: por um prazo de cinco anos, é autorizado o aborto (I.V.G.) livre por conveniência pessoal. 5 de maio de 1975: lei sobre a obrigatoriedade de aulas de educação sexual nas escolas; ampliação da Lei Neuwirth: venda livre de contraceptivos para menores. 11 de julho de 1975: lei Lecanuet facilitando e organizando o divórcio. Em particular, é admitido como fator gerador de divórcio, a ruptura já consumada da vida conjugal seja por separação de fato prolongada, seja por internação devido à alienação mental. Uma série de leis fiscais penalizando o casamento:

de 1976 a 1978: Imposto de Solidariedade dividido por 2 à igualdade de rendimentos; Leis sobre mais-valias imobiliárias; Leis Monory sobre deduções fiscais concedidas para compra de valores mobiliários... etc.

1979: Lei Monique Pelletier reconduzindo definitivamente a lei S. Veil sobre o aborto - concedendo também ajuda médica gratuita - anonimamente e sem formalidades a toda mulher destituída de recursos. Muito orgulhosa de sua obra, M.P. declarava no Le Figaro de 11/12/82, que em 1980, 95% dos pedidos feitos nesse título haviam sido aceitos.

17 de julho de 1980: contra as famílias de 3 filhos e mais representando um espírito e uma moral a fazer desaparecer: Lei M. Pelletier suprime o último parágrafo do artigo 8 do Código da Família e da Assistência Social que exigia que os pais e mães de família tendo pelo menos 3 filhos, dos quais 1 menor, fossem maioria nos Conselhos das Uniões de Associações Familiares.

D) Resultados concretos: suicídio coletivo... Um ano antes de seu inelutável substituição pelo Chefe do Partido Socialista - já que um terço dos eleitores se absterão não podendo votar conforme sua moral e sua fé - V.G.E. podia estar orgulhoso de sua obra.

Desde os anos 64 e seguintes, a queda da natalidade havia se feito sentir. Os jovens de 20 anos em 66-69 suportaram e aceitaram alegremente a mudança, o que fez passar desde 1973, a taxa de natalidade abaixo de 2,1. A reposição da geração não se fazia mais.

As leis giscardiano-marxistas nos conduzem "rumo a um futuro sem ter havido pois no final de 1981, nos aproximávamos dos 1,8 filho por mulher e perdemos em 10 anos 1.700.000 crianças."

Afirmação e demonstrações feitas pelo Professor Chaunu em numerosas obras, que fornecem os elementos essenciais propostos neste capítulo.

E) Resultados sociais: inversão moral...

Esse arsenal legislativo, que no final de 1987 não se cogita questionar, levou a opinião pública ao "momento em que a contracepção é afirmada não mais como uma possibilidade, como um recurso, mas como um direito.

É (então) normal que o crime imperdoável seja o da Vida surgida no seio materno em violação da Conquista nº 1 da nova Ética."

Ora, a contracepção hormonal não é bem tolerada por muito tempo por múltiplas razões. O Poder considerou normal e útil descriminalizar o aborto.

Sabia muito bem que "em sociedades dessacralizadas, a ética se confunde com o direito positivo, (e) a descriminalização acarreta uma desculpabilização... É por isso que, (em) todos os países que 'liberalizaram' a interrupção da gravidez, a descriminalização-desculpabilização leva a uma multiplicação por 3 a 10 do número de abortos voluntários."

Essa "nova contracepção cria um estado secundário de esterilidade. Ela exige, portanto, (para os casais que desejam ter filhos) uma vontade positiva clara de atualizar a vida, aqui e agora. O planejamento familiar elimina o desejo obscuro, toda a franja sombria do desejo de vida e do medo.

As crianças não desejadas eram eliminadas ontem. Só nasciam as crianças desejadas e as crianças aceitas. Estas últimas, as pesquisas provam, são as mais amadas porque se espera menos delas.

A eliminação das crianças aceitas acarreta quase inevitavelmente a eliminação da fração outrora mais inteligente da humanidade."

Não apenas 80% dos casais - cada vez menos casados - só aceitavam a criança desejada, querida, programada... a criança do orgulho, em oposição à aceitação "Fiat" das consequências do Amor, mas o casal buscava na criança algo novo.

"A criança certamente ainda é desejada, mas principalmente como um parceiro que enriquece o casal e diversifica as trocas... Nessas condições e considerando o imperativo da disponibilidade permanente, o que importa é ter experimentado a função parental e não ter se sobrecarregado com uma descendência numerosa."

Será fácil constatar a influência do orgulho no espírito das futuras mães, através dos progressos técnicos realizados pela médico-gineco-cirurgia para concretizar o desejo de ter filhos, utilizando meios desprovidos de qualquer moral, o que orienta a pesquisa para um binômio fecundação-incubação absolutamente artificial - por um lado - e, por outro, através da exigência dos pais de receber, ao final, um recém-nascido bem constituído, deixando total liberdade aos médicos para eliminar os possíveis deficientes ou certos outros.

Essa modificação profunda da natureza humana foi favorecida por todos os fatores relativos à educação, à cultura e ao trabalho.

  • a revolução terciária, ao provocar um forte apelo de mão de obra feminina fora do ambiente familiar - sem que o Estado permita a livre escolha por meio da concessão de vantagens financeiras à mãe que permanece no lar - contribuiu de forma decisiva para o aumento monetário e psicológico do custo da criança, favorecendo sua responsabilização pela Educação Nacional.

  • O sucesso alcançado pela instrução das jovens mulheres desenvolveu a necessidade de rentabilização do capital financeiro investido e do capital intelectual e técnico adquirido. A noção de carreira se apossou do feminino. A autonomia garantida pela lei, se favoreceu o inchaço do "Eu", impulsionou no sentido da vida individualista: não se sobrecarregar com um homem... ou, no mínimo, com filhos...

O custo das moradias e sua concepção, opostos à existência de famílias numerosas, aglomerou massas de inquilinos em conjuntos habitacionais propícios à promiscuidade libertária, às iniciações precoces e à emancipação dos jovens atraídos pela vida em "bando". Os avós, afastados pelos arquitetos e incorporadores para outras unidades, não podiam mais desempenhar seu papel complementar de educadores e assistentes. Iam, ao contrário, aproveitar ao máximo, mas egoisticamente, de sua aposentadoria... fonte de empregos e lucros para uma nova raça de animadores.

o súbito crescimento do lazer, organizado e favorecido pelas leis sociais, pela mídia e pelos grupos capitalistas.

Foi esse enorme aumento do tempo livre que impulsionou essa geração maleável e frágil, abandonada a si mesma, vivendo em um consenso preparado e sob leis libertárias que faziam desaparecer os hábitos morais adquiridos, a investir, de forma diferente, mas ao mesmo tempo que seus pais, no prazer único, nos meios de "gozar".

o prazer acessível só poderia ser de baixo nível e obtido sem esforço ou com o mínimo de dificuldades, pois "as possibilidades de prazer e distração são função de uma educação e de um nível de cultura."

A educação não havia sido feita, antes recusada ou rejeitada, e por meio século a cultura esteve nas mãos dos marxistas.

Desenvolveu-se, portanto, sob o olhar tolerante e cúmplice do poder, uma busca pela fruição - prazer no estilo "carpe diem" por cada indivíduo - tornando a noção de casal acessória.

Em primeiro lugar - o que não é condenável, mas em sua frenesi assinala o novo espírito - busca-se a mais rápida possível ascensão à posse de bens ditos de consumo, e entre estes, os últimos criados pelo homem... a moda devendo ser seguida. Esses bens vão de utensílios domésticos aos meios necessários às atividades "lúdicas".

o jogo implica a festa, a animação permanente de indivíduos descerebrados que exigem ser cuidados pelos "organizadores".

A festa implica a possibilidade de todas as experiências - da droga à adesão a seitas - passando pela mais fácil, a menos onerosa: a experiência sexual... ou prazer garantido.

Infelizmente, "o prazer sexual está ligado à pulsão. Qualquer que seja o nível de técnica utilizado, a pulsão é fugaz. As pulsões sexuais declinam muito mais rapidamente do que as outras aptidões físicas e, a fortiori, intelectuais.

Um grupo que espera muito do prazer sexual - que requer essencialmente lazer - não pode adiar para o dia seguinte. Só pode esperar do instante."

F) Evolução reversa:

a explosão sexual, que rompeu o núcleo matrimonial, nos retorna à concentração no instante da vida primitiva. A dessacralização, a recusa do discurso sobre a morte, a perda da noção de sobrevivência de nossa espécie nos afasta da filiação humana, desse homem que "há 40.000 anos... enterrou e chorou o primeiro morto... tomando consciência da temporalidade, da irreversibilidade do tempo."

O homem moderno torna-se um animal, ao recusar "o que distingue o homem, objetivamente alguém, dos outros seres do mundo visível que, estes sim, objetivamente, nunca são senão alguma coisa."

Essa animalização, um verdadeiro rebaixamento do homo sapiens, é demonstrada pelo Professor Pierre P. Grasse em seu livro "Tu, esse Pequeno Deus".

"O Universo do Homem é o da consciência, da razão e da 'finalização' das condutas, mas é também e sobretudo o do bem e do mal, o da moral".

Sendo "privado dos mecanismos automáticos (no plano sexual: cio) que regulam o comportamento dos animais, (ele) se vê na obrigação de construir sua conduta e não pode deixar de lhe atribuir um propósito". "O fenômeno moral é, muito mais que o riso, o próprio do Homem".

Quando o Homem ignora ou recusa o julgamento moral... ele faz o Papel do Macaco que "imita os atos humanos, é o seu espelho, mas esvazia esses atos de seu significado e que, para dizer tudo, os desumaniza, pois a intenção em segundo grau lhe é vedada... a finalização de seus atos não ultrapassa o imediato."

II - O MACACO ENCANTADO - 1981...

A) O impulso socialista:

Na euforia popular, o ano de 1981 deu o poder à União da Esquerda, liderada por François Mitterrand, enfim presidente da república.

Resultado obtido graças à abstenção de quase um terço dos eleitores: era impossível, para os Cristãos ainda lúcidos, conceder mais uma vez sua confiança àquele que tão bem os havia traído.

Dissimulado na rosa e na festa, a armadilha se fechou sobre o sósia simiesco do Homem. Os novos governantes se encarregariam de reforçar esse cativeiro.

"Se o tempo lhes for generosamente contado, seremos levados até o termo onde o ressurgimento de uma sociedade de liberdade será, a olhos humanos, impossível..." escrevia P. Chaunu em "Pela História".

E acrescentava: "Pode-se perguntar se (sua) política é efeito do ódio ou da estupidez. Falsa alternativa, um não exclui o outro."

O eminente historiador poderia ter escrito a mesma coisa sobre os governos supostamente de direita que haviam precedido a nova Frente Popular!

"Ódio ou estupidez"! Todo Cristão sabe que a Besta encarna a totalidade do Ódio contra Deus, o Cordeiro e a Mulher. O representante da Besta exerce o poder que ela lhe confiou para perder os Homens e fazê-los adorá-la... sob formas múltiplas, prazeres e riquezas entre outras.

Enquanto os indivíduos se atordoam com os ruídos da festa e se cegam com suas paixões animais, ele trabalha, em nome da liberdade republicana, para suprimir definitivamente a verdadeira dignidade do Homem e sua verdadeira independência, favorecendo e facilitando sua recusa à autoridade de Deus, seu Criador.

Giscardianos, depois Mitterrandistas, continuavam a destruir a Fazenda, a destruir seu domínio por excelência, a célula familiar, "porque ela forma a parte viva de uma sociedade civil autônoma, não redutível ao (Leviatã moderno) grande Estado... que deve tudo absorver, digerir, triturar e empurrar para o grande clube da quarta idade onde um povo de aposentados sem aposentadoria será informado de sua felicidade pelo grande sistema de educação e comunicação unificado".

  1. A maternidade, posta à fogueira republicana:

Dando continuidade ao esforço de antecessores imperdoáveis, "o governo socialista (empenhou-se) com sucesso em serrar o galho sobre o qual (a nação francesa estava) em frágil equilíbrio demográfico."

Desde outubro de 1981, em Decazeville, o primeiro-ministro anuncia a cor ao atribuir "o desemprego ao fato de os franceses terem tido duas vezes mais filhos que o normal", gafe de um homem que domina mal a língua e a informação... A inverdade do discurso de Decazeville não foi efeito de um lapso; esse estúpido aforismo é um dogma da Ideologia... a família normal, aquela que está de acordo com a norma socialista, é a família de um filho, no máximo, de dois.

Os atos seguiram-se: "a nova lei de finanças praticamente suprimiu o quociente familiar em nome da igualdade, sem redistribuir por crédito fiscal aos menos favorecidos os 2 bilhões surripiados das famílias de classe média...

O governo empreendeu uma campanha de propaganda anticoncepcional... spots publicitários, cartazes em lugares públicos...

Ele culpabiliza a escolha do filho... (Suprime) as vantagens concedidas às famílias de três filhos. (Os subsídios pré e pós-natais, o complemento familiar não são mais revalorizados).

A medida mais estúpida - e de longe - (foi) a redução da idade da aposentadoria. A redução da idade da aposentadoria é, para uma população envelhecida, uma medida suicida. As somas fabulosas desperdiçadas permitiriam financiar a única medida eficaz de justiça social: o salário parental e a assunção total, nas carreiras femininas, do encargo do filho."

No início de 1982, o ministro Badinter faz suprimir a noção penal de delito sexual para relações entre adulto e crianças do mesmo sexo...

O que deve ter enchido de satisfação o ministro da Educação pretensamente nacional, Senhor Chevènement, líder do Céres, principal redator do Projeto Socialista onde estavam inscritos: "o livre direito à contracepção e à supressão da autoridade parental em matéria de interrupção voluntária da gravidez para as menores; um desenvolvimento considerável da educação sexual na escola e a revisão das atitudes sistematicamente repressivas relativas à sexualidade dos menores."

Este último ponto sendo adquirido, a propaganda oficial intensificou-se com a distribuição, a centenas de milhares de exemplares, nos centros escolares, de uma obra oficial de educação sexual, o documento: "Eu amo, eu me informo."

A obra ensina aos alunos do ensino fundamental que em matéria sexual tudo é normal: onanismo, homossexualidade, sodomia, incesto, zoofilia, individual e coletivamente.

Ela fornece endereços úteis aos adolescentes, entre os quais os dos centros homossexuais em Paris e no interior.

Também aconselha alguns livros... tais como "O amor não é triste", em glória dos homossexuais, dos ambivalentes, dos pedófilos,... do incesto "relação amorosa perfeitamente satisfatória"... ou "O bom sexo ilustrado", em glória da libertação sexual: "no fim da liberdade sexual, é a civilização que começa e a sociedade de exploração que morre", esmagando de passagem o pai de família "proprietário e tira".

"Editado em 500.000 exemplares às custas dos contribuintes por Edwige Avice, ministra dos Esportes e da Juventude, com a colaboração dos ministérios dos Direitos da Mulher, da Saúde, da Federação das Escolas de Educadores e da Mútua dos Estudantes.

Ele denuncia a tortura intolerável que constitui a autoridade parental e a vida familiar."

"Fornecendo informações práticas por um custo estéril, ele convida ao aborto garantido e nacional em nome do 'direito dos jovens'".

C) "Sem liberdade para os inimigos da Liberdade":

Esta obra-prima da literatura reforçava junto à juventude – os pais e mães de amanhã – o impacto da lei Roudy de 10 de dezembro de 1982.

Ela põe fim à evolução legal, banalizando o aborto – a partir de então assimilado a uma simples intervenção médica custeada pela Seguridade Social.

O Governo, não querendo que os Segurados Sociais "sofram com a medida, reembolsará os Fundos da Seguridade Social retirando os valores necessários do montante dos impostos."

Duas observações essenciais devem ser feitas:

Primeiramente sobre o papel da Seguridade Social, depois sobre a atitude do poder. É preciso dizer que atualmente a Seguridade Social não cobre despesas dentárias, compras de óculos; que para diversos medicamentos, incluindo os antitussígenos, ela anulou ou reduziu o valor do reembolso; que ela deixa a cargo dos interessados, total ou parcialmente, numerosos nascimentos relacionados à maternidade, ao parto (parto por cesariana), à luta contra a esterilidade... etc. O poder, por meio desta lei, 'põe fim ao estado de direito'.

Quando quase um em cada dois cidadãos considera que, como a ciência confirma, o feto é plenamente humano desde sua concepção, obrigar homens e mulheres que têm essa convicção no coração a se tornarem, com seu dinheiro, cúmplices do que consideram justamente como um assassinato, infanticídio com premeditação e circunstâncias agravantes, constitui o mais grave atentado à liberdade de consciência desde o Decreto de Diocleciano e a revogação do Édito de Nantes."

"O reembolso do aborto é a faixa amarela. Além disso, não há Estado de Direito. Além disso, César não é mais César, o príncipe não é mais que o tirano."

A demonstração está feita! "para esta sociedade de Procusto, o bom filho destinado teoricamente ao grande serviço unificado de educação socialista é a criança morta". A criança sobrevivente deveria, pelo sistema, ser moralmente morta.

D) Julgar a árvore pelos seus frutos!

Os números não enganam, "todos os países que liberaram a 'interrupção da gravidez' (viram que) a despenalização-desculpabilização leva a uma multiplicação por 3 a 10 do número de abortos voluntários." E a Sra. Roudy estimava o número nacional, no momento da promulgação de sua lei, em 260.000/ano.

A consequência desta lei sobre a natalidade foi dramática. No entanto, antes é preciso sinalizar a inevitável progressão antirreprodutiva que representa a vulgarização do aborto.

"O aborto é um complemento necessário (da contracepção hormonal)... Qualquer que seja a técnica empregada, a interrupção da gravidez é perigosa para a mulher... Em toda parte, as consequências prejudiciais à saúde da população feminina aumentam sempre massivamente... Daí o terceiro recurso à esterilização voluntária."

É evidente que, para os homens, trata-se apenas de uma simples vasectomia, permitindo o acasalamento estéril...

No mundo, o número de esterilizados aumenta muito rapidamente e a França não escapa dessa evolução lógica:

"Em 1977, 80 milhões de casais (no mundo) recorreram à esterilização: esse nível é igual a um terço dos 240 milhões de casais que utilizam as novas contracepções tóxicas e mutilantes. (o número era de) 100 milhões no início de 1980. A ONU (que incentiva o crime inexpiável) prevê 200 milhões em 1985. Em 1977, China, Índia e EUA concentravam 85% dessas mutilações irreversíveis. A esterilização é praticada, ilegalmente, em série, na França, em clínicas e hospitais."

Mas é necessário retornar aos números relativos à natalidade. Graças ao poder socialista "somos todos assassinos". Ele "atingiu plenamente o objetivo que talvez não tivesse se proposto de forma totalmente consciente... O entalhe que gravamos na carne da nossa carne, o entalhe que escavamos com todos esses mortos sem sepultura ao pé da pirâmide etária rachada, está tomando uma importância comparável ao déficit de vidas causado pela guerra de 1914-1918. Agora, a grande máquina estúpida está em movimento."

"Em três meses, de dezembro de 1982 a março de 1983, o efeito de recuperação obtido em quatro anos (do mandato anterior) foi integralmente desperdiçado... o vale de março de 1983 é de -10,6% em relação a março de 1982, abril se anuncia a -11% e o início de maio, ainda pior. O índice de fecundidade caiu para 1,76 em abril de 1983."

Durante esse ano, a Nação perdeu quase 70.000 nascimentos a mais. Esse número é, tirando algumas pequenas variações, o montante anual negativo que acentua regularmente o déficit.

III - AMANHÃ O MACACO NORMALIZADO - 1986 A ... ?

A) O que há de novo?

O colapso demográfico iniciado após as medidas legislativas, apoiadas por uma mídia subserviente, tomadas pelos homens de Valery Giscard d'Estaing e François Mitterrand, todos homens de esquerda independentemente das aparências, leva a França a:

"A situação de não retorno total, que já é a da Alemanha, do Norte da Itália, da Dinamarca... com 1,25 a 1,40 filho por mulher, anuncia o Professor Chaunu, se uma mudança total não vier modificar os fatores postos em prática..."

As eleições de 1986 não mudaram nada e não poderiam dar outro resultado, já que na maioria se encontram, mais ou menos, todos os responsáveis pelas medidas tomadas antes de 1981.

O discurso tornou-se mais moderado, mais sedutor em relação aos abstencionistas... aos cristãos sólidos que julgam a árvore pelos frutos!

Foi assim que, em novembro de 1987, a ministra da saúde, Sra. Michèle Barzach, respondendo a uma pergunta sobre um projeto de eutanásia de recém-nascidos deficientes, exclamou com tocante sinceridade: "Que sociedade estamos preparando, se o Estado deve legislar sobre a vida, sobre a morte, sobre o amor?"

Belas palavras cujo sentido é preciso, por exemplo, iluminar pelo conteúdo do discurso por ela proferido, quatorze meses antes, na abertura do IX Congresso Internacional da Família.

A ministra afirmava sua vontade de conceder a mesma consideração política a todas as formas de famílias oriundas da evolução dos costumes. Evolução que ela pretendia colocar como base de suas futuras decisões, recusando aceitar 'uma espécie de retorno aos valores conservadores'."

Método que obriga, em nome da liberdade e da igualdade republicana, a não tomar medidas substanciais que possam orientar o amor para favorecer a formação de um casal legal de Cônjuges, marido e mulher, constituído na vontade de serem fiéis um ao outro para sempre e de terem filhos.

B) Cada um com seu modelo:

Recusando-se a considerar as indicações do INED, da APRD, de sociólogos e demógrafos sérios como os Senhores Savoy ou Chaunu...

de médicos qualificados, há quarenta anos os governantes da França "falam sem ouvir, escrevem sem ler e decidem sem refletir" pois só dão importância às palavras dos grupos e mídias subordinados ao mesmo sistema materialista, ou que têm com estes, os olhos de Chirène para seu respectivo modelo: o Soviético para os social-marxistas, o Sueco para os sociais-democratas.

  1. O modelo do "Grande Irmão":

os princípios da revolução "sexual" desenvolvidos na URSS foram definidos, já em 1920, apesar da oposição de alguns dirigentes que permaneciam nesse ponto "conservadores", por uma mulher, Alexandra Kollontai, membro do Comitê Central do partido bolchevique, depois Comissária do Povo para a Assistência Pública e, em seguida, para a seguridade social.

Sua concepção, derivada da análise de Marx e Engels, pregava a "libertação" da mulher, a desagregação da família tradicional e o estabelecimento de uma "nova" moral.

Longe de combater a miséria das famílias operárias, denunciar o abuso do liberalismo e dar assim lições à Igreja, ao contrário, com K. Marx, A. Kollontai se congratula por que assim a mulher enviada à fábrica, a moral conjugal degradada, as crianças arrancadas do lar tenham sido a etapa necessária da evolução rumo ao tipo marxista de educação e de sociedade conjugal:

Uma mulher "nova" aparecerá... Para que ela tenha a possibilidade de participar do trabalho produtivo, é preciso tirar dos ombros da mulher todos os cuidados ligados à maternidade e encarregar a coletividade deles, convencionando-se, por isso mesmo, que a educação dos crianças sai do quadro da estrutura familiar para se tornar uma instituição social, uma questão de Estado...

A mulher nova terá sido preparada para viver o grande amor "união profunda da alma e do corpo - pelo exercício do amor-jogo, da amizade erótica... e amanhã... tendo a revolução triunfado e se consolidado, a Senhora Kollontai anuncia o advento do 'Eros alado', forma do amor-camaradagem... forma nova da antiga família que será a união de dois membros iguais da sociedade comunista, ambos livres, ambos independentes, ambos trabalhadores e, diz ela, 'ver-se-á o casamento purificado de todo o lado material, de todos os cálculos de dinheiro, essa chaga hedionda da vida familiar de nossos dias. O casamento se transforma então nessa associação sublime de duas almas que se amam'.

As teorias dessa senhora foram aplicadas ao povo russo com períodos duros e momentos mais calmos. Os resultados? Embora o artigo 122 da constituição Soviética estipule: 'Direitos iguais aos do homem são concedidos à mulher... em todos os domínios da vida cultural, econômica, pública, social e política', é preciso constatar com o Sr. Carrere d'Encausse que 'a mulher soviética é a mais maltratada na jurisdição mais favorável... a existência da mulher soviética é horrível'.

Na URSS, 80% das mulheres trabalham fora de casa 'o nível que abertamente se fixou a política (socialista) atual...'

A Rússia e os países do Leste demonstram com clareza que o sistema é totalmente contraditório com a existência de famílias com mais de dois filhos. A URSS realiza anualmente um pouco mais de 10 milhões de abortos para 4,8 milhões de nascimentos.

É preciso, para substituir a geração, pelo menos 30 a 35% de famílias com 3 filhos ou mais. Uma minoria de famílias muito numerosas nas repúblicas muçulmanas mantém a URSS em quase equilíbrio ao preço, é verdade, de uma convulsão interna que o império compensa por uma hiper-agressividade para o exterior".

Essa substituição progressiva dos nacionais de origem, da mesma religião, da mesma cultura, da mesma disposição em relação à Pátria França, não é a solução aceita e facilitada por uma forte maioria de políticos que vão do RPR ao PC?

Existe outro Estado marxista onde o Presidente e os ministros viajantes têm todo o tempo para se documentar: a República Popular da China. O programa chinês anti-vida deve fazer empalidecer de inveja todas as nossas senhoras, de Roudy a Veil...

"Lançada em 1981, a campanha 'uma família-um filho' é aplicada com cada vez mais rigor..."

É proibido casar antes dos 25 anos. A continência é obrigatória... o arsenal contraceptivo é negado às meninas... e ai se um "acidente" acontecer.

Posteriormente, casada, tudo está à disposição da mulher para que ela não possa ter mais de um filho, as ordens são taxativas.

"É estritamente proibido deixar viver o segundo filho do qual uma mãe dá à luz... Ao aparecimento do crânio, uma injeção (intra-frontanel) eutanásica é praticada pelo médico obstetra.

Os colegas de trabalho que não denunciam uma mãe cuja gravidez está 'ilegalmente' perdida perdem todos os seus bônus...

As infratoras denunciadas são abortadas até o 7º mês e, além disso, pratica-se uma cesariana cujo resultado é sempre fatal para o feto...

Às vezes se tolera um segundo filho, principalmente no campo, mas ele será privado de tickets de racionamento e seus pais terão seu salário reduzido em dez a vinte por cento...

Segundo as tradições ancestrais, é indispensável ter um menino. As famílias... recorrem massivamente ao infanticídio e ao abandono. Mais de 3 milhões de bebês meninas foram vítimas disso nos últimos dois anos. Resultado: em alguns distritos, entre os recém-nascidos, contam-se 65% de meninos contra 35% de meninas."

  1. o modelo sueco:

Já foi exportado para os Estados nórdicos vizinhos. "Quase não há diferença entre o comportamento dos dinamarqueses, finlandeses ou noruegueses e o dos suecos." A política do sexo desenvolvida nesses países é o elemento essencial da "normalização" dos habitantes.

De fato, "a liberdade dos costumes não é necessariamente espontânea; assim como a repressão, ela pode esconder motivações políticas" que fazem com que "sob a bandeira da permissividade se alinhem as forças progressistas, ou seja, a ala esquerda: social-democratas, liberais e as frações radicais de vários outros partidos." Graças a um trabalho de cada instante, esses políticos conseguiram a mutação: "Na Suécia, a palavra 'liberdade' é quase exclusivamente reservada ao domínio sexual... O sueco se acredita livre, e só considera a liberdade em termos sexuais."

Aldous Huxley havia previsto essa evolução dirigida: "À medida que a liberdade política e econômica diminui, a liberdade sexual tende a aumentar como compensação. E o ditador será sábio em encorajar essa liberdade. Somando-se ao direito de sonhar sob a influência da droga, do cinema, do rádio, ela contribuirá para reconciliar seus súditos com a servidão que é seu destino."

Quais foram as grandes linhas do estabelecimento da liberdade sexual, em um país sem fé religiosa... ao contrário da Santa Rússia ortodoxa... que ainda resiste... individualmente...?

"A Educação sexual tornou-se obrigatória em todas as escolas desde 1956... Na escola, incute-se nas crianças a ideia de que a emancipação sexual (incluindo zoofilia) é seu direito inato... No centro de todos os cursos está a pílula ou melhor, a contracepção em todas as suas formas... O sexo é considerado um pouco como o futebol e o rugby o são nas public-schools inglesas."

"As autoridades pedagógicas reconhecem que a cópula dos adolescentes é um esporte oficialmente aprovado e um fator de adaptação social."

"A sexualidade e a moral são da competência da RFSU (em francês, associação nacional para a educação sexual). É uma organização cooperativa, muito próxima do movimento operário. Ela exerce três funções: a difusão da técnica erótica, a do controle de natalidade e a modificação da 'moral'..."

"Ela incentiva a atividade sexual considerada como a válvula de segurança da sociedade..."

"...O casamento, simples contrato que os signatários podem estabelecer ou rescindir à vontade por uma simples formalidade administrativa, aliás, tornou-se praticamente livre..."

"A sexualidade é libertada de todo sentimento de culpa." Resultados: "realizam-se (atualmente) 36 abortos para 100 nascimentos, a fecundidade (1,6) está mais distante do que a nossa do equilíbrio, 40 nascimentos em cada 100 ocorrem fora do casamento, um casamento em cada dois termina em divórcio, graças ao que a Suécia é hoje o país mais velho da Europa: foi necessário, portanto, adiar a idade da aposentadoria."

"A diretoria do mercado de trabalho (considerava) que as mulheres não podem... beneficiar do privilégio de ficar em casa... os teóricos da educação desejam que o pai e a mãe estejam ocupados longe de casa, de modo que as crianças não possam ficar nela... O rádio e a TV apoiaram o esforço feito no plano escolar: suprimiu-se dos programas infantis tudo o que pudesse sugerir 'uma discriminação dos papéis sexuais'. A criança na creche... na maternal... a mãe no trabalho... sem família... sem filho... e os genitores condenados aos trabalhos perpétuos!

Cobrindo toda a vida social, estende-se o Estado-Providência: a Assistência social (a seguridade) cobre um domínio bem mais amplo do que nos outros países ocidentais e oferece, consequentemente, maiores possibilidades de manipulação... Ela se preocupa em guiar socialmente o cidadão... (Ela) significa... também vigilância do comportamento."

A exemplo deste paraíso terrestre, a Dinamarca "implementou em 1975 um sistema de manipulação da opinião pública por uma propaganda oficial que foi copiada pela Senhora Roudy... Em 6 anos, a fecundidade caiu 25%... A proporção dos abortos em relação aos nascimentos subiu de 39 para 43%,... 20% dos casais estão agora esterilizados... Neste caminho em que nos precedeu, graças a essa política que acabamos de lhe tomar emprestado, a Dinamarca tinha 1,40 filho por mulher em 1982... 1,40 é a taxa na França de Rennes e das cidades mantidas há muito tempo por municipalidades socialistas..."

Certamente, a média francesa ainda não está tão baixa. Ela se mantém na mesma ladeira!

É preciso constatar que o conjunto legislativo promulgado e mantido pelos governantes da França há mais de trinta anos, apoiado pela mesma propaganda da parte da mídia, é globalmente idêntico ao desenvolvido nos dois sistemas analisados.

Similaridade que é a prova tangível de uma orquestração supranacional, portanto, antinacional!

As mesmas causas produzindo os mesmos efeitos, o colapso moral seguido, inevitavelmente, do colapso demográfico conduz a Nação francesa cristã ou de costumes cristãos à sua extinção.

Fica bem entendido que este processo de animalização e destruição não diz respeito às entidades de religião judaica ou islâmica que praticam eficazmente o apartheid.

C) a continuidade do Sistema induz:

Unanimidade e continuidade na técnica de subversão.

O Poder e a classe política quadrúpede, por um lado; os meios de comunicação, os agrupamentos e os organismos mais ou menos internacionais, cuja potência e a audiência daí decorrentes se devem à sua pertença ao Sistema e à sua docilidade, por outro lado, continuam a pressionar a opinião pública para impor as suas diretrizes.

Sem pudor, são utilizadas por todos as mesmas técnicas de violação das consciências: uso sistemático da língua de madeira que permite um discurso onde cada um pode encontrar satisfação, desinformação, afirmações de proposições falsas... mentiras!

Assim, o Sistema decidiu:

  1. PROCLAMAR ao mais alto nível e de forma descarada que o desemprego atual se deve aos numerosos nascimentos dos anos de 1945 a 1962 (2,8 filhos por mulher). Isto é "uma contraverdade científica: natalidade = desemprego, enquanto 50% do desemprego se deve ao colapso da procura consequente ao défice de 3 milhões de menores de 15 anos."

Desde 1986, a nova maioria nada fez para se opor a esta mistificação que favorece a recusa da criança.

  1. IMPULSIONAR a mulher para o trabalho exterior, concedendo agora vantagens financeiras apenas à mãe assalariada ou que o tenha sido, e facilitando a guarda da criança, que incomoda, por terceiros, para que a mãe retome o trabalho.

A prova matemática do erro voluntário assumido pelos "libertadores da mulher", marxistas e capitalistas liberais, quanto ao trabalho feminino é fornecida de forma irrefutável por Pierre Chaunu. O seu cálculo foi feito em 1984 e a situação piorou bastante desde então:

"2 200 000 mulheres que teriam tido 3 ou 4 filhos dez a quinze anos mais cedo (anos 1969-1974) limitaram a sua descendência ao filho único... 65% hoje das mulheres que têm 1 ou 2 filhos são ativas... (com emprego ou desempregadas), a proporção cai para 20% para aquelas que têm 3 ou 4 filhos... O efeito de limiar sobre a atividade feminina exterior do 3º filho não cessou de se reforçar... Resulta desta observação que a 2 600 000 crianças a menos em França, das quais 2 200 000 de terceira ordem e mais, correspondem 800 a 900 000 pedidos de emprego feminino suplementares..."

"A este transferência prejudicial à procura de emprego acrescenta-se o efeito diretamente depressivo sobre o mercado de 3 milhões de crianças não nascidas... o colapso da fecundidade é, portanto, diretamente responsável por uma subatividade persistente dos ramos tradicionais e por um desperdício geral dos equipamentos em vigor... Porque até aos 20 anos, uma criança, e mais ainda um adolescente, nas nossas sociedades de reprogramação lenta e complexa é um consumidor... (os economistas e os demógrafos estimam que a cada grupo de cerca de 7 crianças corresponde um emprego.) No total, portanto, são 1 200 000 desempregados para França" que representa a recusa da vida.

  1. CAMUFLAR ("pudor oficial" escreve Pierre Chaunu) os resultados do recenseamento de 1982, não recordando "o colapso de quase metade da fecundidade em 10 anos." (1)

  2. UTILIZAR fraudulentamente os fluxos migratórios internos para esconder o colapso dos nascimentos. "Todas as regiões do Sul que têm a fecundidade mais baixa beneficiam agora de um saldo migratório largamente positivo que mascara uma parte da implosão interna. Funcionam, portanto, como creches." (2)

  3. NEGAR que a legalização-reembolso do aborto acarreta, em dez anos, uma enorme queda da natalidade, ignorando as estatísticas estabelecidas noutros países que nos precederam na liberalização.

  4. AFIRMAR que nalguns países onde o aborto é muito livre, o número das IVG já não progride: assim para a Holanda (documento da O.N.U.): se os abortos diminuem, é porque o número de esterilizações aumenta (108 000 esterilizações em 1979, ou seja, ao nível da população francesa 450 000; 6 esterilizações para 10 nascimentos.) (3)

  5. SILENCIAR os resultados das observações feitas no mundo pelos médicos ginecologistas desde o início da utilização da pílula e dos outros meios contracetivos:

  • hormonas excedentárias bloqueando a ovulação e envelhecendo prematuramente o trato genital: se a mulher desejar um dia procriar, arrisca a superovulação (vários gémeos) ou o fracasso.

  • DIU, fator de aborto precoce clandestino, causando infecção crônica do útero e das trompas... levando à esterilidade por obstrução...

  • IVGs repetitivas produzindo os mesmos resultados.

  1. RECUSAR-SE a explicar às mulheres que pílulas, DIUs, IVGs... doenças sexuais são responsáveis por 90% das esterilidades por oclusões tubárias... e que seria melhor evitar o turismo sexual e as diversas formas de contracepção para ser mãe um dia!

  2. OMITIR, embora o mundo médico não ignore, o método de contracepção natural desenvolvido pelos cônjuges Evelyn L. e John J. Billings, método explicado com sucesso por Madre Teresa aos indianos.

No IX Congresso Internacional da Família, a Sra. Billings soube falar admiravelmente sobre a Mulher e mostrar que este método era o único que impedia a animalização completa:

"(A mulher tentou afirmar a supremacia de sua própria individualidade, eliminando completamente o princípio natural de sua feminilidade, a saber, sua fertilidade...)"

"Ela não alcança assim a liberdade, mas uma diminuição que leva inevitavelmente à frustração, ao ressentimento e ao desenvolvimento de uma barreira psicológica atrás da qual ela vive... Ela se priva do filho na recusa de si mesma."

"A dádiva da esterilidade natural é plenamente reconhecível antes e depois da fase fértil e faz parte da natureza. As relações sexuais, compreendidas, consideradas e reguladas à luz do amor, estão na natureza do ser humano, pois, sozinhos em todo o reino animal, temos a faculdade de usar nossa inteligência."

  1. SUFOCAR os resultados das pesquisas sobre o IVG, feitas por médicos ginecologistas que foram partidários do método e que, hoje, estão assustados com as consequências...

  2. SONDAR exclusivamente jovens mulheres "liberadas" ou augustas senhoras vedetes literárias, pertencentes ao Sistema.

  3. MANTER o homem em seu recolhimento individualista no instante e na busca de prazeres a obter sem investimento nem esforço, sem espera e sem consequência imediata...

  4. INCITAR o homem, tornado animal, a querer mais liberdade sexual, a cultivar um hedonismo terra-a-terra para finalmente aprisioná-lo, encerrando-o em uma espécie de zoológico sem grade nem fosso. E para isso:

  5. ELOGIAR a grande custo suportado pelos contribuintes, as vantagens do Preservativo... o novo cinto da boa conduta sexual.

  6. FORNECER aos Centros de Planejamento a nova pílula do dia seguinte, tornando-se assim cúmplice dos laboratórios onde se elaboram farmacopeias e manipulações destrutivas... mas produzindo enormes lucros financeiros.

Em seguida, em uma ordem geral, mas ligada ao problema da esterilidade europeia e igualmente importante:

  1. ENGANAR os franceses fazendo-lhes acenar com uma rápida recuperação econômica – graças à aplicação de um socialismo ou de um capitalismo, ambos igualmente libertários e hábeis em adaptações de números e na euforização antemortem da Nação francesa... a não confundir com a república!

  2. NEGAR com isso a relação fundamental essencial existente entre a política da Vida e a Economia. Nenhuma ideologia humana pode apagar esta lei natural:

"A formação do capital, uma estratégia eficaz de investimentos requer, através da projeção no longo prazo, o sacrifício consciente do presente pelo futuro, do instante de toda certeza em direção a um futuro que nos aproxima da morte e do além-morte... a crise econômica enraíza-se nos aspectos multifaces de uma mesma realidade: a vida, seu sentido e a duração... Não se capitaliza para si, mas para esse além natural da morte que são 'os filhos e os filhos dos teus filhos'... Daí a ridícula parada na França das nacionalizações... e das privatizações..."

"… A abulia dos decisores é, ela mesma, a expressão no topo da incapacidade do corpo social de projetar os destinos que o compõem para além do tempo e da morte..."

  1. IMPOR "a imigração para preencher a falência de nossos corpos sociais..."

E para isso, habilmente DISSIMULAR "o trabalho do Alto Comitê da População (que) estabelece o novo drama dos filhos da nova imigração."

"Não é a primeira geração dos imigrantes muçulmanos que apresenta os problemas mais graves, mas os filhos desislamizados, os mortos culturais da segunda geração, que rejeitaram sua cultura sem aceitar a nossa."

"E isso se deve à queda da natalidade, pois está provado que 'são as crianças que assimilam as crianças. O melting pot não funciona mais abaixo de um certo limiar de não renovação da geração...'"

"No momento em que as linhas de montagem param, põem-se em movimento outras linhas que fabricam 'homens-lobo'... 20% das crianças nascidas na Europa são agora filhos de imigrantes (grande maioria muçulmana) com picos, aqui e ali, de 40, 50, 60% de desenraizados não assimilados por falta de educação parental e de crianças assimiladoras." (4): "uma nação sem filhos não assimila, ela é conquistada." (5)

O resultado obtido:

Os Evolucionistas afirmam que o homem atual é fruto de um percurso evolutivo percorrido em 40 ou 50 milhões de anos por seus ancestrais hominídeos após sua separação do ramo dos símios. É, no mínimo, original, e em sua própria lógica absurda, que 50 anos de ação maçônica tenham tendido a fazê-lo percorrer o mesmo caminho ao contrário, desta vez: pois este é o objetivo último desses longos esforços: desumanizar o homem para transformá-lo em um animal manipulável à vontade, material da sociedade vindoura.

Como constatou Robert Ardrey, os homens, para a sexualidade, como para as outras atividades, voltaram "à igualdade dos sexos dos lêmures. Igualdade notável nos bandos cujo chefe podia ser tanto uma fêmea quanto um macho"... e os lêmures foram eliminados.

Não se trata de ir tão longe no raciocínio, na defesa da verdadeira feminilidade. Mas, com o naturalista, é preciso constatar que os Homens atuais, possuindo apesar de si, por herança, o "cérebro grande", responsável por seu bem-estar, não o usam para pensar, para tomar consciência do que representa e implica o fato de ser um herdeiro, mas para "estudar" o erotismo: "Eles têm uma abordagem tecnológica do sexo... e do amor", que faz com que os parceiros coloquem seus óculos antes de se deitar para poder ler mais atentamente o último manual com instruções numeradas sobre o procedimento a seguir... pensando que a sexualidade, e não a reprodução, é o critério de sucesso ou fracasso para uma espécie."

L. D.


1- P. Chaunu: Pour l'histoire, p. 268 a 308. 2- Atos do 9º Congresso da Família IX-1986. 3- P. Chaunu: pela história, P. 293 a 308. 4- P. Chaunu Pela história P. 268 a 308. 5- Robert Ardrey: "E a caça criou o homem". P. 111, 121 e 106.