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Lição 8: Dúvida acerca do Amor de Si
Pergunta-se, porém, se é preciso amar a si mesmo ao máximo ou a algum outro. [1855] Pois censuram aqueles que amam ao máximo a si mesmos e, como coisa torpe, chamam-nos amadores de si. [1856] E parece que o mau faz tudo por causa de si mesmo, e tanto mais ...
Lição 9: O Amor de Si do Homem Virtuoso
Mas certamente parecerá que tal homem é mais amante de si. Pois atribui a si mesmo as coisas ótimas e os máximos bens. [1866-1867] E favorece o que há de mais principal em si mesmo, e todas as coisas obedecem a isto. [1868] Ora, assim como a cidade parece ...
Lição 10: Uma Dúvida sobre a Necessidade de Amigos do Homem Feliz
Duvida-se, porém, também acerca do feliz, se necessitará de amigos ou não. [1885] Pois dizem que os bem-aventurados e autossuficientes de nada necessitam de amigos. Com efeito, os bens já lhes existem, logo, sendo autossuficientes, de nada necessitam; ora, ...
Lição 11: Por que o Homem Feliz Precisa de Amigos
Aos que consideram, porém, mais naturalmente, parece que o amigo virtuoso é por natureza escolhível para o virtuoso. [1900] Pois, como se disse, o naturalmente bom é bom e deleitável em si mesmo para o virtuoso. [1901] Ora, o viver define-se nos animais pe...
Lição 12: Limitação do Número de Amigos
Deve-se, então, fazer o maior número possível de amigos, ou, assim como parece ter sido prudentemente dito acerca da peregrinação: Que eu não seja chamado nem muito peregrino nem não peregrino, também na amizade convirá não ser sem amigo nem, por outro lado,...
Lição 13: Amigos Necessários tanto na Prosperidade quanto na Adversidade
Ora, é nas boas fortunas que há mais necessidade de amigos, ou nos infortúnios? Pois em ambos são requeridos; com efeito, os infortunados necessitam de auxílio, e os afortunados de conviventes e daqueles a quem beneficiar; pois querem operar o bem. [1925] É...
Lição 14: O Prazer dos Amigos em Conviver
Acaso, então, assim como nos que amam ver a pessoa mais querida é o que há de mais deleitável, e preferem esse sentido aos outros, porque por ele sobretudo o amor existe e se produz, assim também para os amigos conviver é o que há de mais digno de escolha? [...
Lição 1: O Prazer
Depois destas matérias, talvez convenha passar a tratar da deleitação. [1953] Pois parece que ela sobretudo é apropriada ao nosso gênero, razão pela qual educam os jovens governando-os com deleitação e tristeza. [1955] Parece também que é de máxima importâ...
Lição 2: Opiniões sobre o Prazer como um Bem
Eudoxo, portanto, julgava que o prazer é um bem, pelo fato de ver que todos os seres o desejam, tanto os racionais quanto os irracionais; ora, em todos os casos o que é digno de ser escolhido é adequado e bom, e sobretudo o mais poderoso; e o fato de que tod...
Lição 3: O Prazer Não É um Bem segundo Platão
Contudo, se o prazer não é do gênero das qualidades, nem por isso deixa de ser do gênero dos bens; pois nem as operações da virtude são qualidades, nem a felicidade. [1980] Dizem, porém, que o bem é determinado, mas que o prazer é indeterminado, porque rece...
Lição 4: Um Quarto Argumento de que o Prazer Não É um Bem
Ora, aos que apresentam os mais vergonhosos dos deleites, alguém dirá certamente que estes não são deleitáveis. Pois, se estas coisas são deleitáveis aos mal dispostos, não se deve pensar que elas sejam também deleitáveis absolutamente, a não ser para estes,...
Lição 5: O Prazer Não É Movimento nem Processo de Mudança
Ora, o que é e de que qualidade seja tornar-se-á mais manifesto se retomarmos a questão desde o princípio. [2005] Pois a visão parece ser perfeita segundo qualquer momento; pois não carece de nada que, produzido posteriormente, complete a sua espécie. E tal...
Lição 6: A Natureza e as Propriedades do Prazer
Ora, todo sentido opera em relação ao sensível, e o que está perfeitamente bem disposto opera em relação ao mais belo dentre os que jazem sob o sentido; pois tal operação parece ser, ao máximo, a operação perfeita. [2022] Ora, dizer que opera o próprio sent...
Lição 7: Os Prazeres Diferem em Espécie
Por isso, parecem também diferir em espécie; pois estimamos que coisas de espécie diversa são aperfeiçoadas por outras de espécie diversa. Assim, com efeito, parece ser tanto nas coisas naturais como nas que provêm da arte, como os animais e as árvores e as ...
Lição 8: A Moralidade dos Prazeres
Ora, diferindo as operações em bondade e maldade, e sendo umas dignas de escolha, outras a evitar e outras neutras, do mesmo modo se comportam também as delectações, pois segundo cada operação há uma delectação própria; a que é própria da operação virtuosa é...
Lição 9: A Natureza da Felicidade
Ora, tendo sido ditas estas coisas que dizem respeito às virtudes, às amizades e aos prazeres, resta percorrer, em traços gerais, o que se refere à felicidade, porque a estabelecemos como o próprio fim das coisas humanas. E, retomando o que foi antes dito, o...
Lição 10: A Felicidade, uma Atividade segundo a Virtude Mais Elevada
Ora, se a felicidade é uma operação segundo a virtude, é razoável que seja segundo a melhor. E esta será, sem dúvida, a do que é ótimo. Portanto, seja isto o intelecto, seja outra coisa qualquer que, segundo a natureza, parece governar e dominar e ter conhec...
Lição 11: A Felicidade e o Ócio
E a felicidade parece estar no ócio; pois não estamos ocupados senão para termos ócio, e guerreamos para conduzir a paz. As operações das virtudes práticas estão, pois, nas coisas políticas ou nas coisas bélicas, mas as ações que versam sobre estas parecem n...
Lição 12: A Felicidade e as Virtudes Morais
Em segundo lugar, aquele que vive segundo outra virtude. [2111] Pois é segundo ela que se dão as operações humanas. Com efeito, as coisas justas, corajosas e as demais que praticamos uns em relação aos outros segundo as virtudes, nas trocas, nas necessidade...
Lição 13: A Felicidade e os Bens Exteriores
Ao homem, por ser homem, será também necessária a prosperidade exterior. Pois a natureza não é por si suficiente para especular, mas é preciso que o corpo esteja são e que haja alimento e o restante do serviço. [2126] Não se deve, contudo, julgar que aquele...