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Lição 3: O Involuntário Resultante da Ignorância

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Ora, aquilo que se faz por ignorância é sempre não voluntário; mas é involuntário aquilo que é triste e acompanhado de arrependimento. Pois quem, por ignorância, faz qualquer coisa sem se entristecer com a operação, na verdade não fez voluntariamente aquilo ...

Lição 4: Definição do Voluntário

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Ora, sendo o involuntário aquilo que se faz por força e por ignorância, o voluntário parecerá ser aquilo cujo princípio está no próprio agente, que conhece as coisas singulares em que se dá a operação. [425] Pois talvez não se diga bem que sejam involuntári...

Lição 5: Choice

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Determinados o voluntário e o involuntário, segue-se passar à escolha. Pois ela parece ser sobretudo própria da virtude, e os costumes julgam-se mais pela escolha do que pelas operações. [432] A escolha, sem dúvida, parece ser algo voluntário, mas não é o m...

Lição 6: A Escolha e a Opinião

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Tampouco será opinião. Pois a opinião parece versar sobre todas as coisas e não menos sobre as eternas e impossíveis do que sobre as que estão em nós. [448] E divide-se em falsa e verdadeira, não em má e boa, ao passo que a escolha antes se divide nestas úl...

Lição 7: A Deliberação

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Deliberam os homens acerca de todas as coisas, de modo que tudo seja deliberável, ou há certas coisas de que não há deliberação? [458] Deve-se dizer, porém, que talvez não seja deliberável aquilo sobre o que deliberaria algum insensato ou insano, mas aquilo...

Lição 8: Método e Ordem da Deliberação

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Não deliberamos, porém, sobre os fins, mas sobre aquelas coisas que se ordenam aos fins. Pois nem o médico delibera se curará, nem o retórico se persuadirá, nem o político se fará a paz, nem nenhum dos demais sobre o fim. [473] Mas, estabelecendo algum fim,...

Lição 9: Uma Comparação entre a Deliberação e a Escolha

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Ora, o objeto da deliberação e o objeto da escolha são o mesmo, todavia o objeto da escolha já está determinado. [483] Pois o que foi previamente julgado por meio da deliberação é objeto de escolha. Com efeito, cada um cessa de buscar como operará, quando r...

Lição 10: O Objeto da Vontade

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Ora, quanto ao querer, já foi dito que é acerca do fim. [488] Parece, porém, a uns que ele é do bem por si, mas a outros que é do bem aparente. [489] Ora, para os que dizem que o objeto da vontade é o bem por si mesmo, segue-se que não é objeto da vontade ...

Lição 11: A Virtude e o Vício Dependem de Nós

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Sendo, pois, o objeto da vontade o fim, e sendo objeto de deliberação e de escolha aquilo que é para o fim, as operações que se referem a estas coisas serão segundo a escolha e voluntárias. Ora, as operações das virtudes referem-se a estas coisas. Portanto, ...

Lição 12: Refutação da Opinião de que Ninguém É Voluntariamente Mau

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Mas talvez alguém seja tal que não seja diligente. [507] Mas eles próprios são causa de se tornarem tais, vivendo de modo relaxado. E de serem injustos ou incontinentes: uns fazendo males, outros passando a vida em bebedeiras e em coisas tais. [508] Pois a...

Lição 13: Refutação da Opinião de que Não Temos uma Faculdade Cognoscitiva do Bem

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Se, porém, alguém disser que todos desejam o bem aparente, mas não são senhores da imaginação, e sim, conforme cada um é, tal também lhe parece o fim. [515] Se, portanto, cada um é de algum modo causa de seus próprios hábitos, também será de algum modo caus...

Lição 14: A Fortaleza

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Que a fortaleza, portanto, é meio-termo acerca dos temores e das audácias, já antes foi dito. [528] Ora, tememos as coisas terríveis. E estas são, para dizê-lo absolutamente, males. Por isso também definem o temor como expectativa do mal. Tememos, portanto,...

Lição 15: O Ato da Fortaleza

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Ora, o terrível não é o mesmo em todas as coisas. Mas dizemos que algo é também acima do homem; isto, portanto, é terrível para todo aquele que tem intelecto. Ao passo que aquilo que é segundo o homem difere pela magnitude e naquilo que é o mais e o menos. E...

Lição 16: Atos de Fortaleza Cívica e Militar

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Dizem-se também outras conforme cinco modos. O primeiro é a política, pois é ela que mais se assemelha à verdadeira. Com efeito, os cidadãos parecem suportar os perigos por causa das repreensões e opróbrios estabelecidos pelas leis e por causa das honras. E ...

Lição 17: A Fortaleza Aparente

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

E também confundem o furor com a fortaleza. Com efeito, parecem corajosos também os que agem por furor, assim como as feras se lançam sobre os que as ferem, porque também os corajosos têm certa aparência de furor; pois o furor é o mais impetuoso diante dos p...

Lição 18: As Propriedades da Fortaleza

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Embora a coragem se ocupe das audácias e dos temores, não se ocupa de ambos do mesmo modo, mas sobretudo das coisas terríveis. Pois quem, nestas, é imperturbável e se comporta a respeito delas como é preciso é mais corajoso do que aquele que se ocupa das aud...

Lição 19: Temperança

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Depois disto, falemos da temperança. Com efeito, estas parecem ser virtudes das partes irracionais. [595] Que a temperança seja, portanto, um meio-termo a respeito dos prazeres, já foi dito por nós; pois ela é menos, e não do mesmo modo, a respeito das tris...

Lição 20: A Temperança em Relação ao Tato e ao Paladar

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Parecem, na verdade, usar do gosto pouco ou nada; pois o gosto é o julgamento dos sabores, o que fazem os que provam os vinhos e temperam os manjares; não se alegram muito com estas coisas os intemperantes, ou não com elas, mas com o uso, que se faz todo pel...

Lição 21: Como as Tristezas, os Prazeres e os Desejos Afetam o Homem Temperante

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Ora, em relação às tristezas, não se diz temperante por suportá-las, como na fortaleza, nem intemperante por não as suportar; mas o intemperante, sim, é aquele que se entristece mais do que é preciso por não alcançar as coisas deleitáveis, e o deleite lhe ca...

Lição 22: A Intemperança Comparada à Covardia e às Faltas das Crianças

Comentário à Ética a Nicômaco de Aristó... Livro 3

Ora, a intemperança assemelha-se mais ao voluntário do que o temor. Pois esta é por causa do prazer, aquele por causa da tristeza, das quais uma é desejável e a outra é para ser evitada. [635] E a tristeza, de fato, entorpece e corrompe a natureza de quem a...