Capítulo XLVII — Uma árvore é milagrosamente desviada para não cair sobre a cela de Romualdo Em outra ocasião, Romualdo ordenou que se cortasse uma grande faia que ficava muito perto de sua cela. A árvore inclinava-se de tal maneira sobre a construção que, segundo todo cálculo humano, ao cair esmagaria sem dúvida a cela inteira. Os trabalhadores queriam obedecer, mas estavam aterrorizados com a direção da queda. Romualdo insistiu para que não tivessem medo algum. Os machados golpearam a árvore de todos os lados e, quando chegaram finalmente à parte mais profunda do tronco, ela já ameaçava cair diretamente sobre o bem-aventurado homem. Todos começaram a gritar, suplicando com grande clamor que, ainda que não se importasse com a cela, ao menos saísse dali para salvar a própria vida. Romualdo não deu atenção aos gritos e ordenou firmemente que terminassem depressa o trabalho começado. Por fim, a faia caiu com enorme estrondo. Pelo poder divino, porém, foi lançada para outra direção, de modo que, para admiração de todos, a cela permaneceu inteiramente intacta. Estupefatos diante de tão grande milagre, todos elevaram alegres vozes ao Céu e renderam incessantes graças a Deus.