# Capítulo XIII — Romualdo engana os assassinos e reconduz Sérgio ao bom caminho Quando os habitantes daquela região souberam que Romualdo decidira partir, ficaram profundamente perturbados e começaram a deliberar entre si sobre como poderiam fazê-lo desistir. Por fim, julgaram que o meio mais eficaz seria enviar assassinos para matá-lo — piedade ímpia! —, para que, não podendo conservar Romualdo vivo, ao menos possuíssem seu corpo morto como proteção para a região. Romualdo, porém, tomou conhecimento do plano. Raspou completamente a cabeça e, quando os homens encarregados de matá-lo se aproximaram de sua pequena cela, por volta das primeiras luzes da manhã, começou a comer como se estivesse tomado por voracidade. Ao vê-lo assim, julgaram que estivesse fora de si. Pensando que sua mente já estivesse ferida, desprezaram a ideia de ferir-lhe o corpo. Assim, precisamente assim, a prudente loucura do Davi espiritual venceu a estúpida astúcia dos sábios segundo a carne. Impediu-os de pecar e, sem temer a morte, desviou o perigo da morte para o tesouro de seus méritos. Deixaram-no então partir sem impedimento. Romualdo veio das regiões mais remotas da Gália até Ravena, não levado por cavalo nem transportado por carro, mas trazendo apenas um bastão na mão e caminhando com os pés descalços. Ali descobriu que seu pai desejava retornar ao mundo. Prendeu-lhe firmemente os pés em cepos de madeira, castigou-o com golpes severos e, por longa disciplina piedosa, submeteu-lhe o corpo, até que, pela cura concedida por Deus, restituiu-lhe a mente a uma disposição saudável.