# Capítulo LXI — O demônio, ao fugir, rompe a parede da cela de Romualdo

O demônio, porém, jamais conseguia descansar de seus ataques contra o santo homem. E, como nada podia realizar contra ele por meio de enganos ocultos, manifestava incessantemente e às claras a malícia de seu veneno.

Certo dia, enquanto o venerável homem estava em sua cela, eis que apareceu um espírito maligno — imundo, eriçado e de tamanho horrendo. Começou a aterrorizar o santo homem e, tomado por enorme fúria, ameaçava atacá-lo violentamente e matá-lo.

Romualdo, porém, permaneceu intrépido, voltou-se para o auxílio do Céu e proclamou com confiança que Cristo viria em seu socorro.

Imediatamente o antigo inimigo fugiu. Mas, tomado de tamanha fúria em sua retirada, atravessou com violência a própria parede da cela e rachou uma grossa tábua de faia por cerca de um côvado, ou até mais.

Assim revelou abertamente, na pequena morada, quão grande chama de crueldade ardia contra aquele que nela habitava; e deixou de certo modo escrito na parede aquilo que secretamente trazia contra Romualdo em sua intenção.