# Introdução

[![](https://biblioteca.acaorestauracionista.com.br/uploads/images/gallery/2024-12/scaled-1680-/w7AGgTgbNEQ5F9Aa-image-1734560898698.png)](https://biblioteca.acaorestauracionista.com.br/uploads/images/gallery/2024-12/w7AGgTgbNEQ5F9Aa-image-1734560898698.png)

Grande porta do Trinity College, fundado por Henrique VIII, modelo de « Barba Azul », inimigo da Igreja e pai do cisma anglicano: desde a entrada, o tom está dado.

Segundo Claire Sterling, autora do excelente estudo intitulado *Octopus: The Long Reach of the Sicilian Mafia* (A Polvo, ou o braço longo da Máfia Siciliana), « não se pode resistir a uma rede que se compreende apenas imperfeitamente »\[17\]. Essa visão das redes, seja da Máfia, do grupo de espiões de Cambridge ou do Homintern presente na Igreja católica no século XXI, pressupõe o reconhecimento de que essas organizações subversivas não surgem « espontaneamente », mas precisam ser « dirigidas e geridas »\[18\]. O padre Enrique Rueda acredita que não é nem « inconveniente », nem « paranoico » abordar questões como infiltração, subversão, espionagem e traição no contexto de uma organização subversiva, qualquer que seja\[19\].

A presente evocação histórica dos espiões de Cambridge demonstra claramente quão rapidamente é possível derrubar a Coroa, o Estado *ou* a Igreja quando a subversão e a traição oriundas *de dentro* se combinam com ataques vindos *de fora*\[20\]. Não apenas ilustra o desenvolvimento, a organização e as ramificações de uma rede subversiva, mas também fornece muitas indicações concretas sobre a evolução e o funcionamento interno da Internacional homossexual desde os anos 1930. Acima de tudo, ela examina detalhadamente uma vasta crise do « Establishment » caracterizada pela ocultação, na qual a homossexualidade desempenhou um papel central na história de uma nação.