# O DR. REID PROPÕE "CONSIDERAÇÕES GERAIS PARA O RENOVO LITÚRGICO E A REFORMA"

Ele divide suas considerações em três domínios que deixamos nossos leitores descobrir, com cada domínio correspondendo a um aspecto da "reforma da reforma".

Após apresentar elementos para fazer respeitar a reforma de 1969 e elogiar a ação de Dom Beauduin (ver *« a Igreja anglicana unida não absorvida »* **\[15\]** em nosso site), ele faz a seguinte apreciação no segundo domínio (restabelecimento dos ritos pré-conciliares):

> *« Os ritos litúrgicos, frutos do Consilium pós-conciliar, não podem ser qualificados como desenvolvimentos orgânicos proporcionais à tradição litúrgica objetiva como foi recebida “na submissão à fé e por respeito religioso ao mistério da liturgia” a que se refere o parágrafo 1125 do Catecismo da Igreja Católica. O livro do arcebispo Bugnini fornece amplas provas da criação dos novos ritos por liturgistas alinhados aos princípios ideológicos. O trabalho de outros especialistas mostra claramente, por exemplo, as ideologias ativas na reforma das coletas e das orações de pós-comunhão do Missal de Paulo VI. »* **Dr. Alcuin Reid**

Nesse caso, quando haverá uma contestação do novo rito de consagração episcopal de Bugnini (18 de junho de 1968)?

E nesse domínio, o Dr. Reid anuncia já em 19 de abril de 2006 o projeto de *Motu Proprio* em favor do rito Tridentino!

> ***« Neste ponto, pode-se especular que um Motu proprio do papa Bento XVI tornará isso logo efetivo. Qualquer que seja nossa posição, parece que a Igreja em sua sabedoria permitirá novamente uma pluralidade de usos no rito Romano. »* Dr. Alcuin Reid**

Quanto ao terceiro domínio, a etapa final, ela partiria de duas "convicções":

> *« primeiro, que os ritos estabelecidos pelo Papa Paulo VI não são os desenvolvimentos orgânicos demandados pelo Concílio, e segundo que a reforma requerida atualmente pelo Concílio deve ser implementada, “corrigindo” assim o ritual moderno. »* **Dr. Alcuin Reid**

Assim, o novo rito de consagração episcopal de 1968 não é um *« desenvolvimento orgânico pedido pelo Concílio »*? A pretensa Tradição apostólica falsamente atribuída a Hipólito de Roma, que constitui seu quase modelo, não seria então o que o Concílio desejava? Como pode um “verdadeiro Papa” ter promulgado uma coisa assim? E nesse caso, qual é o valor do corpo episcopal que, desde 38 anos, recebeu sua “consagração” de um rito que não foi *« desejado pelo Concílio »*? Esse episcopado é válido?

E uma vez que a verdadeira *« reforma desejada pelo Concílio »* deve agora *« ser implementada »*, qual será o novo rito de consagração episcopal? Haverá consagração sob condição ou absoluta dos “bispos” já consagrados no rito *Pontificalis Romani* de 18 de junho de 1968 *« não desejado pelo Concílio »*?

No final de sua conferência, o Dr. Reid elogia o padre Barthe:

> *« Um tradicionalista francês (em comunhão com a Santa Sé) publicou um livro: Além do Vaticano II? A Igreja em um novo cruzamento de caminhos que proclama que:*
> 
> *Quarenta anos após o término do Concílio Vaticano II, a ascensão de Bento XVI ao trono Pontifício inaugura, nolens volens, uma fase de transição para a Igreja, ou seja, um processo de saída do estado atípico no qual esse Concílio a havia colocado.*
> 
> *Para Barthe, é mais do que Liturgia a que se refere – embora certamente a tenha incluído – e, no entanto, ele não é um apaixonado pelo Concílio. Estejamos ou não de acordo com sua análise, penso que devemos reconhecer – especialmente em relação à Liturgia – que a Igreja se encontra hoje em um novo cruzamento de caminhos e que, em muitos aspectos, a reforma e o renovo litúrgicos vão simplesmente além do que se seguiu ao Vaticano II.* **Dr. Alcuin Reid**

Esse toque final traz uma confirmação do papel eminente que o padre Barthe desempenha neste projeto ratzinguiano da reforma Anglo-Tridentina, que temos denunciado e colocado em destaque desde nossa abertura em fevereiro de 2006.

Incitamos nossos leitores a reler nossa análise sobre a reforma Anglo-Tridentina\[16\].

Recordamos que os estudos importantes para entender toda essa questão que se revela uma ilusão digna do Fim dos Tempos estão publicados em nosso site:

- A Operação Rampolla (maio de 2005) por CSI-Diffusion
- O AngliCampos – A reforma da reforma (julho de 2005) por CSI-Diffusion
- A sedução: criação de um Patriarcado Tridentino? (22 de março de 2006)
- A carta de Marc Winckler em 1977 a Dom Guérard des Lauriers o.p (25 de março de 2006)
- Patriarcado (Dom Beauduin - 1925) A Igreja Anglicana unida não absorvida - A FSSPX "patriarcal" (10 de abril de 2006)
- A FSSPX « unida, mas não absorvida » - « Sua Beatitude » Bernard Fellay? (14 de abril de 2006)
- [FSSPX + Anglicanos: A porta Flaminiana de Dom Fellay ](https://acaorestauracionista.com.br/150)(21 de novembro de 2006)
- Dom Fellay enganado ou conivente: Ratzinger negocia um Indulto e uma prelazia pessoal para integrar os Anglicanos ‘tradicionais’ com seus ritos (27 de novembro de 2006)
- [A Operação Anglo-Tridentina](https://biblioteca.acaorestauracionista.com.br/books/a-operacao-anglo-tridentina) (5 de dezembro de 2006)
- Um Anglicano confirma a reforma Anglo-Tridentina de Ratzinger (20 de dezembro de 2006)
- O padre Gitton e o Reverendíssimo Chadwick na escola do padre Barthe - « A hora de Vaticano » (30 de dezembro de 2006)

Assim, continuemos a boa luta.

Padre Michel Marchiset

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\[15\] http://www.virgo-maria.org/articles/2006/VM-2006-04-10-1-00-Dom\_Beauduin\_Eglise\_anglicane\_unie\_non\_absorbee.pdf

\[16\] http://www.virgo-maria.org/articles/2006/VM-2006-12-05-B-00-Operation\_Anglo\_Tridentine.pdf