Prólogo Os tessalonicenses estão na Macedônia. Estes, ouvida a palavra da fé por Paulo, creram, recebendo muita graça no próprio início da fé. Mas, tendo Paulo voltado de junto deles, alguns, conforme dele haviam recebido, perseveraram no bem como imitadores de Paulo; outros, porém, foram pouco a pouco corrompidos, caindo na fossa da fornicação; começaram também a ser ociosos, não querendo trabalhar, e curiosos, indagando com muito afã os rumores da cidade; errando também por duvidar da ressurreição dos mortos, razão pela qual se afligiam além da medida na morte dos amigos, julgando que não ressuscitariam mais. Sendo, pois, duas as partes deles, uma caminhando no itinerário direto de Paulo, a outra, como se disse, desviada do caminho da verdade, Paulo enviou-lhes Timóteo desde Atenas. Voltando este, e conhecendo Paulo com certeza, por Timóteo, a fé de uns e o erro de outros, escreve-lhes esta Epístola, na qual ambas as partes deles, os perfeitos, a saber, e os errantes, são matéria: louvando os bons pela perfeição da fé e exortando-os ao incremento dos bens que começaram; retraindo os errantes da curiosidade, do ócio, da fornicação e da dúvida tida sobre a futura ressurreição com razões congruentes; matéria em que a sua intenção é bastante clara: que os bons trabalhem pelo incremento; os outros, deixado o erro, se conformem à perfeição dos bons pela fé e pela obra.