O Mundialismo - II
IMPERIALISMO BRITÂNICO E BIBLISMO PROTESTANTE
- A Sociedade Rhodes - Stead. (42)
Discípulos de John Ruskin têm a ideia de utilizar o poderio da Inglaterra, com um império colonial em expansão, para difundir a doutrina do Mestre. Camuflado em promoção do imperialismo britânico (extension of the english speaking idea), o objetivo real, sempre o mesmo, é elevar os membros de uma sociedade a criar no topo do poder político e econômico.
Encontram, por intermédio de um jornalista célebre, William T. Stead (1840-1912), entusiasmado pela ideologia a propagar, o F.M. Cecil Rhodes (1853-1902).
Este, muito rico, é sócio do londrino Rothschild, do alemão Alfred Beit e do português Barney Barnato, todos os três judeus e banqueiros, no capital de duas sociedades mineradoras do Transvaal, a « Gold Fields » (jazidas auríferas) e a « De Beers » (monopólio do diamante), ainda existentes.
Patrão desses dois grupos, politicamente poderoso por ser Primeiro-ministro da colônia do Cabo em 1890, Rhodes funda em fevereiro do ano seguinte, com Stead e os alunos de Ruskin, a sociedade secreta com que sonhava havia dez anos.
É, pois, na Inglaterra, onde a F.M., profundamente penetrada pelos « Iluminados » de Jean Weishaupt ou de Emmanuel Swedenborg, se mostra muito eficaz, que nasce essa sociedade cuja estrutura prova à evidência a filiação.
Rhodes e Stead haviam organizado sua sociedade secreta no modelo dos « círculos concêntricos » das « sociedades de quadros », tipo Iluministas da Baviera:
- um « círculo interior » ou Comitê executivo, com Rhodes, Stead, Beit e Milner..., cooptando o Animador. O primeiro nomeado é C. Rhodes;
- um « círculo de iniciados », onde se encontram, entre outros, Lord Balfour, Lord Gray, Sir H. Johnston, Lord Rothschild... etc.;
- um « círculo exterior », sob a forma de uma Associação de Benfeitores... por vir.
O segredo é tanto mais necessário quanto, na época da Rainha Vitória, a sociedade deve dissimular suas ideias socializantes, tais como a abolição da propriedade. Além disso, desejando instaurar uma ditadura colegiada (Sinarquia), encontra-se diante de um regime fundado na hereditariedade dinástica. Enfim, seus doutrinadores não hesitam em preconizar o uso da força para abater todo regime ou toda estrutura existente, a fim de que os novos dirigentes possam dispor de uma « tela virgem » sobre a qual traçarão o plano de sua « nova sociedade ideal ».
No início, tratava-se de servir-se do imperialismo britânico para atingir o objetivo visado (origem da Commonwealth), mas « a extensão da ideia anglófona » tornou-se o objetivo principal, com o pensamento de fundo, para os Britânicos, de dominar primeiro o mundo anglo-saxão, depois de alcançar a hegemonia mundial...
A penetração das ideias:
No início, visa essencialmente a elite inglesa. É organizada em direção dos estudantes de nível superior por:
- criações de cátedras em Oxford, Londres, Chatham House...
- a fundação de um centro Rhodes,
- a concessão de bolsas de estudo para estudantes judiciosamente escolhidos. Os beneficiários ingleses e norte-americanos permanecerão unidos na associação dos « Rhodes Scholars ». O Presidente dos E.U., eleito em 1993, Bill Clinton, é um deles,
- a criação, desde 1884, por Milner, do primeiro Instituto Colonial do mundo, o « Toynbee Hall », do nome de um eminente discípulo de Ruskin. (41)
- a difusão mais geral da doutrina graças ao « Times ». Esse jornal torna-se, pela influência de Stead e por judiciosas infiltrações, um vulgarizador eficaz. A família israelita proprietária, os Astor, os descendentes e colaboradores vão aderir à sociedade.
O financiamento das atividades é, desde o início, assegurado por membros da G.L. inglesa e norte-americana. Os mais importantes doadores chamam-se Rhodes, depois o Trust Rhodes, os banqueiros Rothschild, Lazard, Morgan e Milner.
Com a morte de Rhodes, Milner, governador-geral e Alto Comissário na África do Sul, é designado como Animador.
- O Ruskin College (41)
Fundado por dois americanos, discípulos entusiastas de J.R., comanditados pelo banqueiro Jacob Henry Schiff. A ajuda da Fabian Sty, da Royal Sty e de todos os F.M. lhes é imediatamente assegurada. A altíssima nobreza inglesa, a G.L., lordes e homens de Estado trazem em seguida seu apoio.
O objetivo do Colégio está na linha do plano geral. Trata-se de estudar e ensinar:
« como transformar as instituições existentes e tomar metódica e cientificamente a posse do Mundo. »
- A Pilgrims Society (41)
A penetração da Royal Sty está, portanto, bem assegurada. Com a morte de Cecil Rhodes, a herança permite a constituição da Fundação Rhodes (Rhodes Trust) com um capital de 150 milhões de libras esterlinas de 1902 e as contribuições dos associados israelitas.
Todos os administradores do Rhodes Trust, membros das sociedades já citadas, da « gentry », titulares de altíssimos graus maçônicos, todos protestantes ou judeus, estão prontos a ir mais longe para assegurar sua dominação e suas vistas sobre a organização mundial.
É assim que três personagens:
- Joseph Choate, embaixador dos E.U., vice-presidente do Carnegie Endowment for peace,
- John Hay, diplomata americano, jornalista, depois secretário de Estado do Pres. Roosevelt, muito influenciado por um amigo « iluminado »,
- Harry Brittain, formado na Fabian Sty, membro da Oxford Sty e amigo de Stead,
todos os três, principais organizadores dos Rhodes scholars, estimulados por Lindsay Russell, diretor do Carnegie End. e simpatizante do Socialist Party of America, preparam uma nova organização desde 1902. No ano seguinte nasce a Pilgrims of America.
Desde sua origem, a sociedade é dirigida por um inglês. Gavin Astor (Daily Express) está no comando desde 1977. O ramo americano é confiado ao banqueiro Harold H. Heim (Reader's Digest). É atualmente uma das mais importantes organizações mundialistas.
Origem da denominação
A escolha do termo « Pilgrims » (Peregrinos) é um sinal de fidelidade ao espírito dos puritanos ingleses, primeiros invasores da América do Norte. Estes, cento e dois « Pilgrim Fathers », partidos da Inglaterra em setembro de 1620, a gente comum no « Mayflower », os chefes no « Arbella », desembarcam, cerca de um mês mais tarde, na costa do atual Massachusetts e fundam a colônia de New-Plymouth.
É de bom-tom na aristocracia ianque gabar-se de ter como ascendente, pelo menos, um desses « Pilgrim Fathers ».
Existe em Nova York, desde 1877, The General Society of Mayflower descendants, que conta atualmente nada menos que 11000 aderentes, entre os quais a Pilgrims coopta frequentemente afiliados.
Ser os Senhores do Mundo:
Nesse meio muito particular, mistura puritano-judaico-anglicana, espiritualmente conquistada ao Iluminismo, à gnose, à Cabala, recheada de F.M. de todas as obediências, forma-se uma ideologia específica, explicando a escolha, pelos grandes financistas israelitas, dos países anglo-saxões como bases de operações com objetivo mundialista.
O escritor Giselher Wirsing confirma:
« Já indiquei em meu livro sobre a política inglesa na Palestina em que curiosa relação a religião inglesa e o puritanismo britânico se encontravam com o Antigo Testamento. Uma parte importante da classe dirigente já se considerava, durante todo o século XVIII, como a herdeira imediata do « Povo Eleito ». A ligação do Judaísmo e do Britanismo revelava-se, portanto, como algo muito mais profundo que uma simples aliança ocasional... (e) Max Weber já, em sua Sociologia da Religião, faz ressaltar o estreito parentesco entre o Puritanismo e a tradição judaica. »
- O « British Israël » (41)
Esse movimento é a concretização de um « amálgama de imperialismo inglês, de socialismo fabiano e de biblismo protestante aliado ao temporalismo judaico ». (6)
Os dirigentes, cujas atividades não é possível separar das da Pilgrims, afirmam em voz alta sua missão em seu órgão oficial:
« A Grã-Bretanha e seus Domínios autônomos, com a República americana e os Judeus, constituem toda a Raça de Israel... e é ela quem deve instaurar « um Governo mundial, chamado nas Escrituras o reino de Deus ». »
O símbolo da associação é « o tronco de pirâmide com o olho que tudo vê, ornamento à esquerda da nota de 1 dólar de 1935 ». (6)
Para estabelecer essa nova ordem mundial, em novembro de 1933, o National Messenger, boletim do B.I., reconhece implicitamente o financiamento pelos Israelitas e pelo big Business da revolução bolchevique, com o objetivo de utilizar o sistema soviético para estabelecer a Commonwealth do Mundo, e que, para eles, o comunismo era um meio de abalar as nações europeias... entregando-lhes boa parte à miséria e ao caos.
Por outro lado, deve-se notar o papel importante desempenhado pelo British Israël na criação e no financiamento do novo Estado judeu da Palestina.
- The Round Table (42)
Alfred Milner, Governador da África do Sul, cercado de jovens bem escolhidos, diplomados de Oxford ou do Toynbee Hall, é designado por seus pares do Comitê executivo animador da R.S. Sty em 1902.
Sete anos mais tarde, forma « o círculo exterior » da sociedade, com seus próximos colaboradores ou amigos. Entre estes destaca-se particularmente Rudyard Kipling (1865-1936), fortemente influenciado por Bulwer Lytton a ponto de fazer da « suástica » seu emblema pessoal, administrador do Rhodes Trust e Prêmio Nobel em 1907.
Assim nasce a Távola redonda. Já em 1915, possui grupos em sete países: Inglaterra, África do Sul, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Índias e Estados Unidos.
À maneira das sociedades de pensamento do século XVIII, esses grupos mantêm-se em ligação estreita por correspondências pessoais e por frequentes visitas de uns aos outros. A coordenação das atitudes e a transmissão das consignas são asseguradas a partir de Londres pela revista « The R.T. », editada até 1961 em Chatham House.
Em seus inícios, o grupo de Nova York conta com um membro muito influente: Walter Lippmann, Rhodes Scholar, Pilgrims, jornalista no importante « Christian Science Monitor », redator no « New-York Herald Tribune », na « Newsweek », logo diretor da revista socializante « The New Republic », em 1932 diretor do C.F.R. e Conselheiro do Pres. Roosevelt.
Os membros e simpatizantes da R.T. lhe asseguram rapidamente o controle das Universidades: Harvard, feudo do banco Morgan; Yale e Columbia, submetidas à mesma influência e, por relações, Princeton.
Nesta última Universidade, a fundação Carnegie e o Comitê de Educação Geral de Rockefeller criam, com a ajuda de um antigo aluno de Oxford, o Institute for Advanced Study, com o qual deviam colaborar os refugiados do Nazismo, J. Robert Oppenheimer, John von Neumann e George F. Kennan.
A Távola Redonda, cuja sede continua londrina e cuja direção, sob « controle » inglês, é florescente, tem como « animador » atual, quarto em posto, Adam Massie, do banco Lazard Brs.
Ela é articulada em dois ramos principais, a European R.T. e a Business R.T. na América. Esta última reúne, entre outros, 170 presidentes das maiores multinacionais sob a autoridade de Irving Shapiro, da « Du Pont de Nemours ». ⁶
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O CÍRCULO DE INICIADOS
Da primeira parte deste estudo, resulta que os Altos Dignitários das Obediências F.M., B'Nai B'Rith à frente, os Mestres das sociedades gnósticas tais como a Fabian Sty, os Apóstolos da hegemonia anglo-saxônica Pilgrims e Round Table, constituem o Círculo Interior da muito discreta Sinarquia apátrida que trabalha para a instauração de seu governo Mundial com o apoio incondicional dos Detentores do Dinheiro.
Nesta segunda parte, será feita a análise de um conjunto, emanação direta do precedente, na maioria das vezes dirigido por membros deste.
A época de sua criação foi judiciosamente escolhida.
Deve-se notar, com efeito, que:
« 1919 é um marco na história do Ocidente. Em Versalhes entra em cena e se consolida a presença concreta e dominadora dos Anglo-Americanos. Seus delegados, todos Pilgrims e/ou Round Table, com a intenção declarada de evitar novas guerras, concebem Institutos, verdadeiros « Laboratórios de Estudos Científicos » das questões internacionais. Realizam-nos com os capitais dos Rockefeller e dos Ascot... » (43)
« Os Institutos Internacionais realizam, em cada país onde se estabelecem, uma grandíssima concentração econômico-cultural. Criam assim, em nível nacional, uma acumulação de riquezas e de poder cujas rédeas são entregues aos centros propulsores Pilgrims e Round Table... » (43)
« Os ideólogos e as personagens, irredutíveis aos olhos do homem da rua, resolvem-se no interior de semelhantes instituições em simples manifestações de um poder proteiforme que, de tempos em tempos, estabelece o curso e o limite dos acontecimentos, sem jamais perder de vista as finalidades essenciais. » (43)
O CORIFEU
1919. INSTITUTE OF INTERNATIONAL AFFAIRS. (44)
Só podia ver a luz na Inglaterra. Criado pelo « coronel » Edward Mandell House, F.M. iluminado dos Masters of Wisdom, condutor do Pres. Wilson por conta da Alta Finança, com a ajuda de outros F.M. altamente graduados de diversas obediências, de membros da Fabian Sty, da Round Table, de um grão-rabino, é destinado ao mundo anglo-saxão.
Muito influenciado pelas teorias do economista J.M. Keynes, é oficialmente « destinado a facilitar os estudos científicos e o estudo das questões internacionais. »
Vai muito rapidamente ser dividido em dois ramos, um inglês e um norte-americano, que vão, com zelo, enxamear pelo mundo.
O ramo inglês:
Por concessão, em 1926, do Privilégio real (Jorge V), a nova denominação é R.I.I.A. Sua sede é em Chatham House, assim como a da Round Table.
« O R.I.I.A. sempre soube permanecer na sombra. É muito difícil conhecer-lhe os membros. Criou outros institutos nos países da Commonwealth. Mas estes, tornados independentes, o Império britânico aceitando a descolonização imposta, como à França, pelo « núcleo duro », passaram para o controle do ramo americano, muito mais « progressista... » (43)
« Os poucos membros cuja identidade é conhecida são, além de sua pertença às diversas F.M., aos grupos do 1º círculo, altos dirigentes de Bancos ou de Trusts, homens políticos de alto nível, Chanceler do Tesouro, Secretário de Estado, Ministros, Reitores de Universidades... etc. É natural que os ricos israelitas, do tipo Nathaniel Mayor Victor Rothschild, desempenhem aí um papel importante... » (43)
« Segundo o inquérito conduzido a pedido do Senador Lyndon LaRouche, na época Presidente do Labour Party americano, pelos autores do livro « A Guerra do Ópio », publicado em 1978, o R.I.I.A. controlaria o mercado mundial da droga, em mãos britânicas desde... a guerra do ópio (1839-1842), cujo movimento de negócios beira os 200 bilhões de dólares por ano. » (45)
OS DIVERSOS I.I.A. » (44)
COMMONWEALTH. 1926 Nova Zelândia, 1938 Canadá, 1933 Austrália, 1934 África Austral, 1936 Índias, 1948 Paquistão..., no Egito, no Sri Lanka, na Guiana, no Níger.
ORIENTE. 1973 Irã, sempre em atividade; em 1980, catorze membros deste participavam do I.I. for Strategic Studies; 1949 China Popular (C.P.I.F.A.), criado por Canadenses; 1961 China Nacionalista; 1963 Cingapura... igualmente na Coreia, no Japão, em Israel... etc. Não se sabe o que foi feito do I.I.A. Vietnã.
PAÍSES DO LESTE. 1947 Polônia, muito importante, o mais ligado a outras organizações internacionais de estudos estratégicos ou com objetivos políticos e pacifistas; 1947 Iugoslávia; 1956 U.R.S.S., criado graças à intervenção de membros da Pugwash (Cyrus Eaton); 1966 Romênia; 1972 Hungria; 1976 Bulgária... Existia um I.I.A. na R.D.A. e Cuba possui um Instituto de Política internacional.
EUROPA OCIDENTAL. 1927 Suíça, 1945 Países Baixos, 1958 Áustria, 1959 Noruega, 1938 Suécia, 1961 Finlândia, 1965 Itália (Agnelli e o I.S.P.I. de 1933), 1947 Bélgica com Privilégio real, 1955 R.F.A. (D.G.A.P.). A reunificação alemã de 1990 vai, sem dúvida, provocar a fusão dos dois I.I.A. A D.G.A.P. havia absorvido o antigo Inst. de Estudos Políticos e Econômicos Europeus de Frankfurt.
I.I.A. NA FRANÇA. 1935 O Centro de Estudos de Política Estrangeira (C.E.P.E.), financiado no início pelas Fundações Rockefeller e Carnegie, apoiado por Chatham House. Mantém com o R.I.I.A. laços cordiais e estreitos.
Os membros fundadores representavam:
- a Universidade de Paris (Reitor Charléty), a Sorbonne,
- A Biblioteca de Documentação Internacional Contemporânea, ligada à Fundação Carnegie para a Paz,
- o Partido socialista, por Julien Cain, do Instituto, grande amigo de Léon Blum e tio de Lucie Mayer, diretora da NEF e primeira esposa do falecido Edgar Faure.
- O Movimento Europeu, por Henri Bonnet, homem-lígio de Jean Monnet.
Alguns nomes de Presidentes: S. Charléty de 1935 a 1944, Léon Blum de 1947 a 1950, Édouard Herriot 1950-1957, General Catroux 1958-1968 (fez o CEPE ser assumido pela Educação Nacional), o Embaixador R. Massigli 1968-1975, o Embaixador Mancel Manac'h e, por fim, Louis Joxe, que será o primeiro presidente do I.F.R.I.
Alguns nomes de Membros: Marjolin R., Maurice Schumann, H. Wallon e L. Martin-Chauffier, do P.C., A. Siegfried, René Mayer, J. Vernant, Pierre Uri, Jean Lacouture, Georges Buis, Josette Alia, Léo Hamon, M... Couve de Murville, Maurice Duverger... etc.
1979; Instituto Francês das Relações Internacionais (I.F.R.I.), resultado da fusão do CEPE com o Grupo de Estudos e de Pesquisas sobre os Problemas Internacionais dos Srs. Raymond Aron e Jean Laloy.
Reconhecido como de utilidade pública, composto no início por 153 membros, o IFRI conta hoje com pelo menos 305, dos quais 33 membros sociétaires financiando o grupo.
No conselho de administração de 26 membros, 14 vêm do CEPE, 5 são Bilderberger, 2 Trilateral e 8 do Clube F.M. Le Siècle.
O Pres. atual é Thierry de Montbrial. Seu adjunto, Contra-Almirante Traub, o Gen. H. de Bordas, J. P. Cot, R. Seydoux, Michel Jobert, da Academia Mundial para a paz... etc.
O IFRI publica todo ano um relatório geral intitulado « Ramsès ».
O ramo americano ou Council of Foreign Relations (C.F.R.) data de 1921 (46)
Atualmente, o CFR reúne cerca de 1400 aderentes nos E.U., 700 membros « residentes », habitando num raio de 80 km em torno do Hôtel de Ville de Nova York e os 700 outros repartidos pelo país. Ocupam todos situações de primeiro plano nas altas esferas políticas, no big business, no exército, nas finanças, no ensino, na imprensa escrita, no rádio e na televisão. É muito difícil descobrir-lhes a identidade.
O CFR contou entre seus membros 5 Presidentes dos E.U., dos quais 3 republicanos, uns vinte ministros até 1993, numerosíssimos funcionários das grandes administrações (70 com Nixon), entre os quais a eminência parda do grupo, Henry Kissinger.
Com o Pres. Reagan (1980-1988), a participação reduziu-se a uns 30 afiliados, sobretudo depois da saída do Gen. Haig.
Desde sua nomeação para a vice-presidência, George Bush (Pres. 1988-1992) cessou oficialmente toda participação no CFR e na Trilateral. Contudo, em seu governo, o Conselheiro de Comércio exterior Carla Hills é Trilateral, o Conselheiro de Segurança nacional Brent Scowcroft é CFR e Tri... Este último é, além disso, o homem de H. Kissinger.
Com Bill Clinton, eleito em 1992, ele próprio do Sistema por ser Rhodes Scholar, a participação é, a priori, mais importante.
AS FILIAIS do C.F.R.
Foram criadas diretamente ou por terceiros ideologicamente próximos, depois infiltradas. (46)
1921. FOREIGN POLICY ASSOCIATION, formada com o apoio da Round Table, a partir da Liga das Nações Livres, fundada em 1918 pelas Esquerdas americanas socialistas, pacifistas e mundialistas.
A FPA é a promotora de grupos de mesma ideologia em todas as grandes cidades americanas. Em 1960, fundiu-se com os World Affairs Committees e dirige-se particularmente ao meio estudantil.
1925. INSTITUTE OF PACIFIC RELATIONS, infiltrado de comunistas e de agentes soviéticos, todos membros do CFR e ligados ao governo US.
Em 1945, dezessete de seus aderentes deram lugar a inquérito sobre atividades pró-soviéticas, entre os quais R. Bunche, A.H. Dean, o Gen. G.C. Marshall, Dean Rusk.
Finalmente o IPR se dissolve em 1961. Seus membros foram realocados nos diversos I.I.A.
1933. BUSINESS ADVISORY COUNCIL (B.A.C.), criado pelo ministro do Comércio, desde a chegada ao poder de Franklin D. Roosevelt (Pres. de 1933 a 1945), para apoiar a política do « New Deal ». Propôs soluções socialistas pouco condizentes com as intenções do Governo e perdeu sua audiência. Desde o início da IIª guerra mundial, as potências econômicas e financeiras da organização conseguiram impor sua política. Fazem parte do BAC todos os representantes dos grandes bancos e dos trusts, aliás quase todos afiliados ao CFR.
Em 1961 torna-se o BUSINESS COUNCIL. Este reúne-se várias vezes por ano com os membros do Governo. Existe um Comitê de Ligação com cinco dos principais ministérios federais e com a Casa Branca.
O BC conta com cerca de 120 membros ativos e sociétaires, dos quais um terço é CFR. Este último serve-se do B.C. para impor suas vontades ao Governo Federal.
1941. ADVERTISING COUNCIL. Esse comitê da Publicidade, constituído graças aos fundos Rockefeller, arrogou-se o direito de selecionar as publicidades « de interesse nacional », que podem assim beneficiar-se de uma difusão gratuita nos mass media. Excelente meio de pressão sobre as sociedades e as empresas.
1944. INSTITUTE FOR AMERICAN DEMOCRACY. Foi oficialmente provado que esse instituto era uma seção da Anti-Defamation League, criada pelos B'Nai B'Rith.
Reapareceu em 1966, com um Comitê nas mãos do CFR.
1946. AMERICANS FOR DEMOCRATIC ACTION. É a continuação, com um escritório CFR, da Union for Democratic Action, fundada em 1941 por um grupo de comunistas e de simpatizantes.
Entre os membros, cumpre notar os Profs. John K. Galbraith e Arthur M. Schlesinger Jr., de Harvard, H. Humphrey, ex-vice-Pres. dos EUA.
1954. AMERICAN CIVIL LIBERTIES UNION (A.C.L.U.), sob a presidência de um CFR. A criação real do grupo remonta a 1917, em filiação direta da American League to Limit Armaments, filha de Jane Addams, da Fabian Sty. Oficialmente reconhecida em 1931 e 1943 como correia de transmissão comunista, a associação tinha, no entanto, em 1968, cerca de 130000 aderentes, entre os quais Walter Lippmann e cinco outros CFR; Pearl Buck foi afiliada a ela.
1970. COMMON CAUSE. Criada com o dinheiro das Fundações e destinada ao « povo miúdo », às classes pouco afortunadas, aos estudantes e aos jovens dos subúrbios...
Dirigido por um CFR, apoiado por Trusts como Xerox e I.B.M., esse movimento progressista havia reunido, desde 1972, uns 250000 aderentes.
..?.. CONSELHO ATLÂNTICO DOS E.U. (A.C.U.S.) (45) Desde quando existe? Pouco importa. Eis o que diz dele o Sr. Pierre de Villemarest:
« Uma das projeções internacionais do C.F.R., mais discreta que a Trilateral, acaba de desempenhar um papel maior nas relações e projetos soviético-americanos para a Europa: o ACUS discutiu isso em fevereiro último (1990) em Moscou e em Leningrado. »
Compreende « um escritório central de 13 membros, com 8 CFR e 3 Trilateral, dos quais um é igualmente Bilderberger. O Presidente é o Gen. A.J. Goodpaster... »
« Um círculo inferior de 99 diretores (48 CFR) que estão presentes nas sociedades Leste-Oeste... Dezessete deles se sentavam em Leningrado com soviéticos importantes, tais como os Conselheiros de Gorbachev, entre os quais o Diretor do Instituto Soviético para a Europa, o Diretor das Notícias de Moscou, dez membros do Instituto Soviético de Economia Mundial e o Gen. Tenente G. Batonin, que acaba de entrar no Comitê Central. »
OS CORISTAS.
Criados com objetivo tático, esses grupos parecem distinguir-se dos I.I.A. e do C.F.R. para reunir, tendo em vista o mesmo combate, outras pessoas escolhidas por cooptação. Trata-se ainda de sociedades semissecretas financiadas pelas mesmas mãos.
Se certo número recruta nos meios habituais, outros se dirigem mais precisamente a cientistas de renome.
A - Gr. de recrutamento clássico.
1930. THE BROOKINGS INSTITUTION, fundada pelo magnata Robert S. Brookings, é considerada o bastião da teoria transnacional. Realmente operante nos anos 1960, forneceu quadros aos governos sucessivos dos E.U. Seus membros provêm em parte dos outros organismos. (43)
1954. BILDERBERG GROUP (46). Sua constituição foi imaginada por um israelita de origem polonesa, agente secreto da URSS, grande iniciado da F.M. sueca, Joseph Raztinger. Estudante na Sorbonne, amigo íntimo de Sean MacBride, liga-se a André Gide, depois torna-se amigo e colaborador do Coronel House... !
Muito ativo, trabalha para o governo mexicano, depois vai aconselhar o Gen. Sikorski, G..M.., para sua política pró-anglo-francesa. Isso permitiu ao General ser Chefe do Governo polonês no exílio desde a invasão de 1939 e chegar a Londres em junho de 1940.
A partir de 1946, J. Ratinger mantém relações constantes com o Movimento Europeu (Spaak e Van Zeeland), com a Ass. Intern. pela Unidade Europeia e com o Conselho por uma Europa Unida de Jean Monnet e Robert Schuman.
É o Príncipe consorte dos Países Baixos, Bernhard, grande acionista da Royal Dutch e do Banco Geral da Bélgica, ligado aos irmãos Rothschild, quem organiza em maio a reunião constitutiva.
As cem personalidades selecionadas formaram, sob sua autoridade, « uma assembleia destinada a construir a unidade ocidental... contra a expansão soviética ». É um argumento muito empregado no tempo da guerra fria para dissimular os verdadeiros objetivos.
O Bilderberg Gr. reúne-se cerca de duas vezes por ano. É constituído, como todos os outros, sobre o modelo dado pelos Iluminados da Baviera:
- um núcleo duro, o Comitê Consultivo, compreendendo Americanos e Europeus, todos afiliados ao CFR,
- um círculo interior, o Comitê de direção, composto de 24 Europeus e de 15 Americanos, todos membros ou antigos membros do CFR,
- um círculo exterior, os participantes das Conferências, mistura de afiliados e de convidados, estes tendo em vista seu recrutamento ulterior ou para servir de biombo.
As reuniões são muito discretas. É difícil conhecer o local do encontro e os nomes dos presentes.
No entanto, graças a indiscrições, os temas das reuniões são conhecidos. Assim foram escolhidos como assuntos de estudo:
- os problemas financeiros internacionais,
- a liberdade de emigração e de imigração,
- a livre circulação dos produtos,
- a união econômica internacional,
- a constituição de uma força de polícia internacional, com supressão dos exércitos nacionais,
- a criação de um Parlamento internacional,
- a limitação da soberania dos Estados, delegada à ONU ou a qualquer outro governo supranacional...
É assim que « no encontro realizado em Megève em 1974, foi projetada a eliminação dos Portugueses de Angola e do regime Caetano, a fim de permitir a criação de um supergoverno econômico sobre toda a África do Sul. » (43)
Em consequência de um caso de « suborno », o príncipe Bernhard demite-se da presidência em 1977. É substituído pelo conservador britânico, ex-primeiro-ministro, Lord Alec Douglas-Home, de 74 anos.
Eis alguns nomes de participantes assíduos:
Afiliados desde a criação: Jean Monnet e Robert Schuman, falecidos, Jacques Duhamel, aliado aos Mendès-France e aos Servan-Schreiber, Sicco Mansholt, Walter Lippmann e Valéry Giscard d'Estaing que, durante seus mandatos presidenciais, sempre se fez representar;
Todos os Presidentes ou Representantes dos grandes bancos internacionais e do Banco da França;
Os Presidentes de grandes grupos industriais: Fiat, Pirelli, Philips, Unilever, Renault, Française des Pétroles, Charbonnages de France, Cie. Nat. du Rhône, etc.;
Políticos: D. Acheson, Kissinger afiliado desde 1957, Harold Wilson, E. Heath, Joseph Luns, Z. Brzezinski, Bruno Kreisky, o Emir Rayçal,... e, desde 1975, Thierry de Montbrial, Jacques Attali, Lionel Stoléru,... a partir de 1979, Michel Rocard.
Todas as esperanças e os apoios da oligarquia voltaram-se para este último, desde o fracasso de Raymond Barre, membro da Trilateral, filial dos B., nas eleições presidenciais.
O levantamento das nacionalidades dos participantes na reunião de 1965 (Villa d'Este, na Itália), cujo segredo não foi mantido, dá uma ideia exata da importância do grupo: 387 presentes vindos de 17 países (Europa, N. Zelândia, E.U., Canadá). Os E.U. tinham 101 representantes, dos quais 59 CFR; a Grã-Bretanha 62, a França 37 e a Itália 19.
A reunião realizada no Tirol austríaco de 2 a 5 de junho de 1988 foi presidida pelo israelita inglês Eric Roll, tornado Lord Roll of Ipsden, barão e Pres. do grupo inglês S.G. Warburg & Co. Participaram igualmente Kissinger, David Rockefeller, Giovanni Agnelli, George W. Ball, associado do banco Lehman Brs, T. de Montbrial. (48)
Na sessão de 11 a 13 de maio de 1989, organizada em La Toja, na Espanha, estavam presentes: o Rei e a Rainha da Espanha, a Rainha Beatriz dos Países Baixos, Felipe González, Helmut Kohl, J.A. Fra, Poncet, do clube « Le Siècle », E. Davignon, presidente da Société Générale de Belgique, o francês G. Eskénazi, Pres. do holding Pargesa, Paul A. Volcker, ex-Pres. do Federal Reserve System americano, o Pres. do banco de Bilbao, o francês Diretor e V-Pres. da L'Oréal, Louis Schweitzer, inspetor das Finanças próximo de Laurent Fabius. (48)
A sessão de 10 a 13 de maio de 1990 realizou-se no Estado de Nova York. Além dos fiéis habituais, personalidades francesas participavam, pela primeira vez, dos trabalhos: Jean-Pierre Chevènement, Philippe Séguin, Pierre Morel, representante da França na Conferência do desarmamento de Genebra, e Philippe Villin, Dir. Geral do Figaro e do France-Soir.
A proporção particularmente elevada de Ministros da Defesa, das Relações Exteriores, do Comércio internacional, assim como de negociadores Leste-Oeste de alto nível, era notável. (47) O que permite pensar que a implosão da URSS e a evolução dos Estados a priori independentes que daí decorrem estavam na ordem do dia.
1958. INTERNATIONAL INSTITUTE FOR STRATEGIC STUDIES (I.I.S.S.) (49). Oficiosamente estabelecido por um Bilderberger, amigo de J. Ratzinger, graças a uma contribuição (150000 $) da Fundação Ford.
Oficialmente criado por « um grupo de analistas britânicos compreendendo acadêmicos, políticos, jornalistas e Homens de Igreja a fim de estudar os problemas complexos que a era nuclear coloca. »
Todos esses personagens são, com algumas exceções, todos membros do R.I.I.A. O Diretor de Chatham House é membro fundador.
O fato primordial é a participação no Instituto de mais de 180 jornalistas representando mais de 103 diários, rádios, televisões, revistas e publicações diversas. Isso forma uma enorme rede impondo ao mundo inteiro uma visão uniforme dos problemas e propondo-lhe a mesma solução.
Assim, o Instituto dispõe de 20 publicações nos E.U., 2 no Canadá, 20 na Grã-Bretanha, 36 para toda a Europa, entre as quais, na França, « Le Monde », « Le Figaro » e 1 « L'Express », uma para o mundo árabe, para a Palestina, o Líbano, o Egito, Cingapura, a Coreia, o Brasil, 5 no Japão e 6 nas Índias.
De 500 membros em sua criação, o IISS atinge em 1980 o número de 2142 aderentes, dos quais 301 são afiliados ao CFR, à Trilateral, à Pugwash ou ao I.A. O Comitê diretor de 15 membros está nas mãos do CFR e do RIIA.
Todos os Estados do Mundo, exceto a URSS e a China Popular, estavam, antes de 1989, associados em mais alto nível político e militar ao Instituto. O Irã teve até 14 participantes nas reuniões.
Globalmente, o orçamento do IISS é fechado pelas subvenções dos membros associados e pelas doações das Fundações americanas, alemãs, italianas... etc.
Alguns membros franceses: Raymond Aron, ex-Pres., falecido, Gen. Buis, J.C. Casanova, Jacques Chevallier, Pierre Dabézies, Cel. R. David, Gen. Gallois, Pierre Lellouche, Jules Moch (falecido), Th. de Montbrial, François de Rose, Marc Ullmann, Jacques Lanxade, então oficial superior da Marinha Nacional, Joël Le Theule, ministro, Jacques Pelletier? etc.
1961. INSTITUTO ATLÂNTICO. (I.A.) (49). É a concretização de uma ideia de H.G. Wells, socialista mundializante, afiliado à Fabian Sty, membro desde sua criação da Society for Cultural Relations between the People of the British Commonwealth and the Union of Socialist Soviet Republics (1924), considerada uma oficina de propaganda comunista.
Com efeito, ele escrevia em 1928, a respeito do Mundo Atlântico:
« É somente nesse mundo que uma classe, uma amplitude suficiente de pensamento e de discussão são possíveis para um adequado desenvolvimento da CONSPIRAÇÃO ABERTA. »
J.M. Keynes e R.H. Tawney, membros da Round Table e fundadores do RIIA e do CFR, dão-lhe seu apoio.
Pouco tempo antes do início da IIª Guerra Mundial, alguns iniciados criam The Federal Union, « prelúdio à instalação de um governo socialista mundial », com vistas a traçar as grandes linhas de uma futura « Atlantic Union ».
Os quatro principais fundadores e animadores desta são:
R.W.G. Mackay, Comitê diretor da Fabian Sty; Clarence Streit, Rhodes Scholar, Round Table, CFR; Herbert Agar, Comitê executivo da Fabian Sty; e George Catlin, Conselho executivo da Fabian Sty, Pilgrims Sty, IISS, Pugwash, próximo de Wells, de Clarence Streit, de Walter Lippmann, depois associado de Jean Monnet.
Desde 1938, uma seção inglesa é criada por um membro da Fabian Sty, do Comitê Parlamentar Internacional por um Governo mundial e Diretor da London School of Economics, Lord William Beveridge.
Depois da guerra, o movimento Federal Union ganha amplitude. Criam-se seções um pouco por toda a Europa, onde se encontram homens como:
Garry Davis, Pres. do Movimento Mundial por uma Confederação Mundial,
Abade Groués-Pierre [Abbé Pierre], chefe e vice-presidente do Movimento Mundial para a instauração de um Governo Mundial,
Thomas Mann, Albert Camus, A. Breton, etc.
Depois da assinatura do Tratado do Atlântico (1949), Streit funda um Comitê da União Atlântica, depois aparece, em 1954, a Associação do Tratado do Atlântico.
Finalmente, em 1º de janeiro de 1961, Cabot Lodge, CFR e Pilgrims, assume, em Paris, a direção do Instituto Atlântico que, em 1972, se torna:
ATLANTIC INSTITUTE FOR INTERNATIONAL AFFAIRS (A.I.I.A.)
O criador oficial é Jacques Rueff. Entre os fundadores, cumpre citar Paul-Henri Spaak, amigo e discípulo do Conde Coudenhove-Kalergi, pai da União Pan-Europeia.
O recrutamento obedece ao princípio habitual: em 1982, dos 43 membros do Conselho dos Governadores, havia 18 Bilderberger e 4 CFR. Aliás, na lista dos Governadores encontram-se os nomes do Gen. Béthouart, de Gaston Defferre, Maurice Faure e Antoine Pinay.
Em 1979, o AIIA contava 109 membros, dos quais 23 CFR, 41 Bilderberger e 32 Trilateral.
Entre os afiliados franceses, cumpre citar Jacques Delors (Conselho dos Governadores), Antoine Riboud, Gabriel Ventejol, François de Rose, B. de Margerie, R. Marjolin, A. Danzin, etc.
« Suas tarefas institucionais implicam a manutenção de laços muito estreitos com os outros Institutos, com o CFR, com a OTAN, a CEE, a OCDE, cujos Secretários-Gerais são automaticamente membros deles. »
« O financiamento é assegurado pelas doações das Fundações já citadas às quais é preciso acrescentar as de Thyssen, Volkswagen, Agnelli e Sumitomo. » (43)
Convém deter-se um instante sobre um contribuinte importante, a Banca Nazionale del Lavoro. É verdadeiramente um Banco do « Sistema ». No Conselho político do estabelecimento sentam-se, entre outros:
desde 1984, Raymond Barre (Trilateral), desde 1985, Henry Kissinger (Tril. e CFR), Edmond de Rothschild (Tril., Bilderberg), proprietário de 18 % do capital do Banco, por intermédio da SOGERED, sociedade especializada no comércio com os Países do Leste, que lhe pertence, David Rockefeller, patrão do ramo norte-americano da Trilateral.
Eis uma operação muito especial desse Banco: desde 1988, desde a cessação dos combates contra o Irã, emprestou ao Iraque 3 bilhões de $. Ora, esse país devia uns 80 bilhões de dólares a diversos credores. Tratava-se, em suma, de um empréstimo a fundo perdido... (50) para que Saddam Hussein reconstituísse seu potencial militar, o que conduziu, assim, à Guerra do Golfo.
1973. A COMISSÃO TRILATERAL (49). A elaboração de sua criação se dá desde novembro de 1972 entre três personagens: o bilionário D. Rockefeller, Max Kohnstamm, ex-presidente do Comitê Jean Monnet, e George Franklin, seu futuro secretário-geral.
No ano seguinte, em março, o Movimento Europeu organiza, de maneira bastante misteriosa, a Conferência Europa-América. As personalidades anglo-saxônicas participantes, todas afiliadas aos primeiros grupos, são mais numerosas que os convidados europeus.
Para a França, se o Bilderberger Gaston Defferre manifestou sua recusa, estão presentes Habib-Deloncle, Gabriel Péronnet, Olivier Giscard d'Estaing e Pierre-Christian Taittinger.
Em julho, a Trilateral Commission é oficialmente fundada. Constituída por um período de três anos, o comitê executivo renovou, em 1975, suas atividades por um novo período que dura ainda... ! A eminência parda da Comissão é Zbigniew Brzezinski, seu atual diretor.
Antes de definir, infelizmente muito imperfeitamente, os objetivos dessa sociedade, cumpre ter em mente esta declaração de Winston Lord, Pres. do CFR e membro da Tri., feita em agosto de 1978, que confirma, contudo, a importância desta: « não é a Comissão Trilateral que dirige o mundo, mas o CFR. »
Os objetivos:
Ela se diz oficialmente « fundada por simples civis (!) da Europa Ocidental, do Japão e da América do Norte
- para propagar a ideia de uma cooperação mais estreita entre essas três regiões do mundo sobre os problemas comuns...
- para criar o hábito e a experiência do trabalho em comum. »
No entanto, o concebedor quer que ela se torne « o grupo de potências intelectuais e financeiras mais forte que o mundo jamais conheceu. »
A Comissão faz publicar em 1975 uma obra « The Crisis of Democracy » que se torna sua Bíblia. Os redatores são em número de três: um membro da Fundação Rockefeller e dois professores de Harvard, um americano CFR e o francês Michel Crozier.
Eis algumas citações que traem a orientação autoritária do movimento, de que a Com. Tri. é elemento ativo, da obra de base:
« quanto mais um sistema é democrático, mais está exposto a ameaças intrínsecas... »
« o funcionamento da democracia parece incontestavelmente ter provocado um colapso dos meios tradicionais de controle social, uma deslegitimação da autoridade pública e uma sobrecarga de exigências dirigidas ao governo que excedem sua capacidade de satisfazê-las. »
Daí a obrigação de reforçar o domínio dos Estados sobre as Nações e o ascendente dos Organismos mundialistas sobre os Governos, incitando-os, por exemplo, « a conservar o direito e a possibilidade prática de reter a informação na fonte, de fixar os limites potencialmente desejáveis à extensão indefinida da democracia política. »
Relatórios N.º 13 e 15: esses extratos confirmam o acordo ideológico existente entre a Com. Tri. e os grupos de mesma origem e o Socialismo, até mesmo um Comunismo « reformado »:
« Relatório de 1977, a respeito de uma cooperação construtiva Trilateral - Comunismo em matéria de problemas mundiais... »
Exame geral das relações Leste-Oeste: « A entrada eventual de comunistas franceses ou italianos em governos de coalizão tem menos chances de pôr em perigo o regime democrático de governo do que se pensava outrora. »
Portanto, nem pressões, nem ameaças do exterior (recusa de créditos, evasão de capitais... etc.) para impedir a participação do P.C. no poder. O que um responsável da sociedade enuncia claramente: « a Trilateral não deve em caso algum ser anticomunista. » O que explica o apelo do Bilderberger Michel Rocard em fevereiro de 1993 e deixa augurar a amplificação da guerra econômica se o governo oriundo das eleições de março seguinte não for suficientemente flexível.
Por conseguinte, os membros só são recrutados se julgados capazes de compreender o grande desígnio da organização e de trabalhar utilmente para sua realização. São obrigatoriamente social-democratas, ex-comunistas do Império esfacelado, partidários de ajudas financeiras e de trocas econômicas com os novos Estados arruinados, com o objetivo último, segundo J.P. Warburg, de instaurar nos países europeus « um governo mundial pelo consentimento ou pela força. »
Entre os aderentes: americanos: todos os nomes dos representantes do Banco e dos Trusts... O Pres. Jimmy Carter e quase a totalidade dos membros de seu Governo, George Bush que, eleito, demitiu-se oficialmente, H. Kissinger, Walter F. Mondale, Cyrus Vance, John D. Rockefeller, Andrew Young, etc. O Rhodes Scholar Bill Clinton, novo Pres., não deve estar longe. Franceses: igualmente os representantes dos bancos e das grandes sociedades nacionalizadas, depois Michel Crépeau, J. de Fouchier, R. Marjolin, Robert Seydoux e numerosos membros do discreto clube « Le Siècle », fundado pelo F. Bernard Quelin, Marcel Boiteux, J. Cl. Casanova, Michel Debatisse, Jean Dromer, J. Ph. Lecat, Roger Martin, Th. de Montbrial, Georges Berthoin, Chairman. Europa: Raymond Barre, etc.
1981. A COMISSÃO QUADRILATERAL (51), criada por ocasião da cúpula de Ottawa que reunia Ronald Reagan, Margaret Thatcher, Helmut Schmidt, François Mitterrand e algumas personalidades, entre as quais Gaston Thorn, Claude Cheysson, Jacques Delors e Pierre Bérégovoy.
Com objetivo a priori similar ao dos grupos precedentes, reúne exclusivamente representantes oficiais dos E.U., do Canadá, do Japão e da CEE.
A quarta sessão realizou-se em Bruxelas, em abril de 1983, por iniciativa do americano William Brock, Pres. do Partido Republicano, membro do CFR e da Com. Tri.
B - Gr. de recrutamento científico, em nome da universalidade da Ciência.
1955. A PUGWASH (49). Já existiam organizações reunindo cientistas. Assim, a Federation of American Scientists (F.A.S.), a Atomic Scientists Association (A.S.A.) e a World Federation of Scientific Workers (W.F.S.W.), presidida pelo francês Joliot-Curie.
Em 1954, a ideia de tal agrupamento é lançada pelas americanas FAS e ASA, apoiadas pela Associação dos Parlamentares por um Governo Mundial. Sediados em Londres, os promotores deixam a iniciativa da operação a Bertrand Russell (1872-1970), judeu por parte de mãe, importante afiliado da Fabian Sty.
A primeira realiza-se em Londres, em agosto. A delegação soviética é a mais importante. Os participantes adotam um manifesto redigido por B. Russell e Albert Einstein.
Albert Einstein (1879-1955), judeu da Suábia, ligou-se muito cedo ao meio revolucionário de esquerda. Em 1918, saúda com alegria a formação dos « Sovietes » na Alemanha. Em 1923, foi membro fundador da Sociedade dos Amigos da Rússia Bolchevique; em 1927, com H. Barbusse, é Pres. honorário da Liga contra o Imperialismo. Antimilitarista hostil, é igualmente um militante sionista ardente. Após a derrota do Eixo, torna-se um pacifista enraivecido. 1945 vê-lo tomar a frente de uma cruzada pela criação de um governo Mundial, dirigido pela URSS, os E.U. e a Grã-Bretanha.
Os outros signatários do Manifesto são em número de oito: 7 Prêmios Nobel, 1 Prêmio Stálin da Paz (Joliot-Curie 1951), 1 Prêmio Internacional Lênin da Paz (Linus Pauling 1971).
Todos esses cientistas lecionam em universidades renomadas como Princeton, Harvard, Kyoto, Cambridge, Oxford, Berlim e alguns são membros de Academias soviéticas.
O bilionário americano de origem canadense Cyrus Eaton, que seus amigos Khruschev, Mikoyan e Kossiguin fizeram laureado do Prêmio Lênin da Paz, oferece a esse grupo de cientistas a hospitalidade em sua propriedade de Pugwash, na Nova Escócia.
A primeira reunião tem lugar em 1957: The Pugwash Conference on Disarmament and World Security é oficialmente nascida. Estavam presentes 22 cientistas, dos quais o francês A.M.B. Lacassagne. O primeiro Presidente é B. Russell.
Em 1980, é a Prêmio Nobel de Química, Prof.ª Dorothy Hodgkin, quem preside, cercada de eminentes confrades membros do M.I.T., do CFR, do IISS e de numerosos soviéticos.
Eis alguns nomes de franceses que foram ou são afiliados: Pierre Victor Auger, do CNRS, da UNESCO, Étienne Bauer, especialista nuclear, ligado ao Ministério da Educação Nacional, Pierre-Léon Dubarle, eclesiástico, professor no Instituto Católico de Paris, André Lwoff, presidente desde 1970 do Planejamento Familiar, Perrin Francis, atomista e amigo da URSS, Étienne Roth, atomista, etc.
Os três objetivos principais são: formar uma cadeia sólida entre os cientistas (so cialo-marxista) do mundo, de influenciar assim os Governos e de formar (sic) a opinião pública. É assim que, em seguida à reunião realizada em Moscou em dezembro de 1960, o Pres. E.U. John F. Kennedy detinha, quatro meses depois, o desenvolvimento da força ofensiva americana.
A partir de 1967 (XVIIª Conferência) é introduzido um novo tipo de ação: pequenas reuniões de uns trinta membros trabalhando sobre um programa muito preciso e transmissão do resultado às organizações supranacionais interessadas.
Para ajudá-la a tecer sua teia de aranha erudita, a Pugwash possui três satélites:
- Inter. Peace Research Ass. (1964), fundada por Joseph Rotblat, Comitê Permanente e secretário-geral da P...
- Stockholm Inter. Peace Research Inst. (1966), criado pelo Parlamento sueco sob a presidência de Gunnar Myrdal, pacifista pró-soviético.
O Grupo Bellerive, muito discreto, reunindo cientistas interessados no Plutônio, escritores, filósofos, juristas e religiosos, evidentemente escolhidos segundo os critérios habituais.
As reuniões realizam-se perto de Genebra, em Collonge-Bellerive, no castelo do Presidente, o príncipe ismaelita Sadruddin Aga Khan, da ONU.
O financiamento da Pugwash, assegurado no início por C. Eaton, é atualmente garantido por fundações aparentadas ao CFR, por academias, pela UNESCO, pela Ford e por sociétaires.
1966. SCIENCE POLICY RESEARCH UNIT (S.P.R.U.) (52). Centro de investigação sobre os problemas relativos à ciência e à tecnologia, fundado pelo economista inglês C. Freeman. Desde 1982, o Diretor é um geofísico, membro da Pugwash, Oldham.
Os aderentes são afiliados do IA, do IISS, do I. para a Paz de Estocolmo e do M.I.T. Participou igualmente Marie Jahoda, colega de Freud.
Os trabalhos versam sobre a tecnologia militar, a limitação dos armamentos, a evolução dos modos de vida, os mecanismos de apoio à inovação, etc. O dinheiro provém das grandes fundações, dos Trusts (Shell, Unilever...) e da CEE.
O Pres. Oldham criou recentemente uma filial: o Instituto de Estudos sobre o Desenvolvimento (I.D.S.), que envia cientistas a percorrer o mundo para criar equipes locais operacionais de desenvolvimento.
1972. INSTITUTO INTER. DE ANÁLISE DE SISTEMAS APLICADOS (49). Instalado pelo ex-Chanceler austríaco B. Kreisky, no Castelo de Laxenburg, perto de Viena, reúne uns 103 cientistas: 36 da URSS e satélites, 16 dos E.U., 5 do Japão, 2 da Austrália, 2 do Canadá, 1 para o México, o Paquistão, a Argentina e o Egito, depois 38 Europeus, dos quais 9 Austríacos e 2 Finlandeses.
Tendo o apoio de seus respectivos governos, os membros intervêm com força nos assuntos internacionais para instalar « A Nova Ordem Mundial ».
O mérito da ideia inicial de tal criação cabe a:
- Aurelio Peccei, um dos fundadores do Clube de Roma, Bilderberger e AIIA
- Jermen Gvishiani, da Academia de ciências de Moscou e genro de A. Kossiguin
- Pierre Algrain, conselheiro do Governo francês, membro do Carnegie Inst. de Pittsburgh
- Philip Handler, Pres. da Academia de Ciências dos E.U.
Foram necessários cinco anos para que a criação fosse decidida, por ocasião da viagem a Moscou do Pres. Nixon em maio de 1972, acompanhado do inevitável H. Kissinger.
A 4 de outubro seguinte, a carta do Instituto é rubricada em Londres pelos representantes das Academias nacionais ou de Associações científicas de 12 Estados, dos quais 5 de trás da « cortina de ferro ». Em seguida, cinco outros países vão aderir. Os verdadeiros fundadores são o Prof. Gvishiani, atual Pres., e Mc George Bundy, CFR, Bilderberger, IISS e ex-conselheiro do Pres. Johnson.
Dois franceses desempenharam um papel importante:
- Jacques Lesourne, do Clube « Le Siècle ». Pres. do Conselho do Instituto de 1974 a 1978.
- André Danzin, Clube de Roma, IA e sucessor.
Outros franceses são membros dele. Assim, Michel Grenon (CNRS, CEA, EURATOM), cooptado em 1974, Jacques Ledent, admitido em 1977, e Françoise Katsonis Emard, que entrou em 1978.
O diretor-geral é, desde 1974, o americano Roger Levien. Seus adjuntos eram os representantes da RFA e da URSS.
É evidente que grande número de cientistas sentados nas Comissões são Prêmios Nobel.
A implosão da URSS, o esboço de uma « casa Comum » europeia... revalorizam uma declaração feita em outubro de 1975 pelo Dr. Levien:
« As diferenças entre o Ocidente e o Oriente não são tão grandes quanto se crê quando se trata das grandes organizações. Nada se parece mais com uma burocracia que outra burocracia... »
Constatação que parece fútil, mas que implica, segundo o espírito do « Sistema », o reinado futuro dos funcionários associados.
No mesmo sentido, um dirigente do instituto esboça a estratégia empregada:
« Era preciso primeiro que as pessoas do Leste e do Oeste (cientistas selecionados) aprendessem a trabalhar juntas, que se compreendessem bem. Para isso, evitamos introduzir cedo demais as Ciências humanas em Laxenburg; prestam-se a discussões subjetivas que poderiam ter degenerado. Mas isso é para breve... Depois, será mais delicado. Os verdadeiros problemas começarão com os homens políticos, no nível dos governos... por volta de 1982. »
« Em 1982, o IIASA estará solidamente implantado no mundo inteiro... Os pesquisadores nunca ficam mais de dois anos em Laxenburg. Muitas vezes de três a seis meses. O que lhes permite assimilar « o espírito IIASA ».
Continuam (em seguida) a ser agentes ativos do Instituto. Um pouco por toda parte... os grandes centros de pesquisa adquirem o hábito de trabalhar com o IIASA (ligado permanentemente a todas as grandes redes de computadores do mundo)...
« Pouco a pouco, uma ideia faz seu caminho em Laxenburg e em Nova York, do lado das Nações Unidas: e se, por acaso, A BOA SOLUÇÃO fosse dar ao IIASA certo poder executivo em certos domínios precisos, criar « altas autoridades mundiais » da energia, por exemplo, ou da alimentação, sob o controle da ONU?
O IIASA reconhece-se, num primeiro momento, escola da Quinta coluna do Mundialismo, depois Escola dos Quadros do Governo mundial... !
1972. INTER. CONFERENCE ON THE UNITY OF THE SCIENCES (I.C.U.S.) (53). Seu objetivo oficial: reunir
« professores e cientistas eminentes do mundo inteiro e de todas as disciplinas, com vistas a procurar soluções significativas e adequadas para problemas de interesse mundial ».
« Os temas da Conferência desenvolveram-se a partir da busca de um padrão de valores comuns para resolver a crise do compartimentamento das ciências diante dos problemas urgentes do mundo. »
O ICUS é patrocinado pela Fundação Cultural Internacional (I.C.F.), organização sem fins lucrativos, dedicada a promover intercâmbios acadêmicos, científicos, religiosos e culturais entre as nações do mundo.
Fundada em 1968 pelo Reverendo SUN MYUNG MOON, a ICF possui ramos por todo o mundo. Além disso, o Reverendo criou em 1954 a Associação para a Unificação do Cristianismo Mundial (A.U.C.M.), que dispõe das enormes receitas de um truste industrial cuja produção vai da agulha de costura aos engenhos militares mais sofisticados, passando pelos produtos químicos e farmacêuticos.
Qualquer que seja o conteúdo dos inquéritos, dos artigos de jornais ou dos livros relativos às atividades de « MOON » e da AUCM, as conferências do ICUS são seguidas com zelo e entusiasmo. Da primeira, em 1972, realizada em Nova York sobre o tema « Orientação moral das Ciências », à de Miami Beach, no fim de 1980, atraem centenas de pessoas vindas de dezenas de nações.
As conferências têm todas objetivos ditos « éticos », « valores absolutos », « posição central da Ciência e dos valores absolutos », « Ciência moderna e valores morais »... etc. Os participantes são todos pessoas desejosas de acessar o poder e, o mais das vezes, já engajadas na ação mundialista. Aliás, os dirigentes dos comitês e dos Grupos são quase todos afiliados ao CFR, à Pugwash, ao Bilderberger ou ao AIIA, etc.
Entre os aderentes franceses: Georges Berthoin, Com. Tri. e CEE, Claude Geffré, do Inst. Católico de Paris, Robert Gibrat, Jules Guéron, Pugwash e Euratom, Marc Alexandre, do Comitê diretor do Instituto de Estudos Mundialistas, e P. Piganiol.
1971-72. ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS FUTURÍVEIS (54), cujo presidente é justamente P. Piganiol. A A.I.F. é a denominação tomada nesse ano pelo grupo FUTURIBLES, criado em 1960 por Bertrand de Jouvenel, muito próximo da Sté. de Estudos e de Documentações Econômicas, Industriais e Sociais. Os financiadores são a Fundação Ford e o Twentieth Century Fund, ambos nas mãos do CFR.
Desde sua criação, a AIF absorve:
-
O Centro de Estudos Prospectivos Gaston Berger, fundado em 1957. Este último, filósofo, enciclopedista, « místico impregnado de hinduísmo », é o pai de Maurice, dito Béjart, coreógrafo « inspirado » e muçulmano. O centro tinha aderentes de destaque: Louis Armand, François Bloch-Lainé, Paul Delouvrier, J. Parisot, ex-pres. da OMS, o Frei Pregador Dominique Dubarle, perito no Vaticano II, Maurice Lévy, do IAS de Princeton, o Decano Georges Vedel, dos Clubes Jean Moulin e « Le Siècle », atualmente (1993) presidente da comissão de reforma da Constituição Francesa, e Piganiol.
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O Centro de pesquisas sobre a Evolução das empresas, criado em 1963 por F. Bloch-Lainé.
Os Futuribles ou a AIF dependem da S.E.D.E.I.S., presidida, após a saída de Bertrand e Hugues de Jouvenel, por Jacques Plassard, um homem do grupo Rothschild.
Desde 1969, a AIF havia fundado a Maison des Futuribles, graças à DATAR, presidida em seu início por Pierre Massé.
Em 1973, a AIF cria a Federação Mundial dos Estudos sobre o Futuro, por incitação do « Continuing Committee » de Kyoto.
O atual Pres. da AIF é Philippe de Seynes, secretário-adjunto para Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, zelador do clube de Roma e da « Nova Ordem Mundial ».
Entre os membros, cumpre ainda citar Clément Decouflé, Simon Nora, Robert Lattès (ENA e Clube do Século), Serge Antoine (Pres. do Centro Inter. do Futuro de Arc-et-Senans) e a família Saint-Geours.
Os Saint-Geours são muito próximos do poder socialista. O pai, Jean, membro do Clube de Roma e do Clube « Le Siècle », vice-Pres. dos Futuribles, era Diretor da Missão Nacional de Luta pelo Emprego criada pelo Governo Mauroy; o filho Jean-Philippe era encarregado de missão junto ao mesmo; o segundo filho, François, era ligado ao gabinete de Louis Mermaz.
1980. A FUNDAÇÃO DO FUTURO (55), ou Centro de Estudos e de prospectivas Internacionais.
Tem por objetivos:
- « estudar e analisar os grandes problemas do mundo nos domínios políticos, diplomáticos, econômicos, sociais, culturais, científicos, estratégicos e religiosos...
- encarar as consequências de seu impacto nas próximas décadas. »
O mínimo que se pode dizer é que tal programa reflete o orgulho e a suficiência de seus aderentes!
As atividades consistem em organizar colóquios, mesas-redondas, conferências sobre grandes temas de atualidade, reuniões de peritos com os melhores especialistas internacionais e franceses no quadro de « conversas privadas ». A publicação dos resultados dos trabalhos é assegurada por « Os cadernos da Fundação ».
Desde o início, a Presidência pertence a Jacques Baumel (RPR e Bilderberger). No conselho de administração sentam-se:
Hélène Carrère d'Encausse (IFRI), Michel Crozier (Com. Tri., Jean Moulin, Le Siècle, AIF), Pierre Dabézies (IISS, IFRI, Federação dos republicanos de Progresso aparentada ao PS, Prof. em Sciences Po, ENA e Paris I), François Dalle (PDG da L'Oréal, CNPF, AIF, fundador, com Jacques Delors e outras personalidades ditas de esquerda, do Clube « Échanges et Projets »), o General Gallois (IISS, Bilderberger, Dir. da Dassault-Aviation, membro do Comitê de patrocínio do Instituto de Geopolítica de Marie-France Garaud), Léo Hamon (LICRA, Clube dos Jacobinos, Comitê de apoio da FMVJ, do Movimento da Paz), o banqueiro Georges Hervet, Jacques Huntzinger (IISS, e Comissão de Defesa do PS), Jacques Lesourne (AIF, IIASA, Com. Tri., Clube de Dacar e Le Siècle), Pierre de Margerie, do Grupo Drouot, Jérôme Monod (ex-Pres. da DATAR, Clube de Roma e Le Siècle), René Rémond (Pres. do Centro Católico dos intelectuais Franceses, Clube Le Siècle), Charles Zorgbibe (Prof. em Paris XI, Academia Mundial para a Paz, colaborador da revista « Défense Nationale »).
Participaram de reuniões: François de Rose (Com. Tri.), Ben Shahar, de Tel Aviv, Pierre Messmer, J.C. Casanova (Com. Tri., Bilderberger, IISS, Le Siècle), Alain Cotta (Com. Tri.), irmão de Michèle, P. Lattès (Clube de Roma, Dacar, Le Siècle), J.F. Poncet (IFRI) e A. Sauvy, hoje falecido.
1982; INSTITUTO INTERNACIONAL DE GEOPOLÍTICA, criado em junho por Marie-France Garaud, com o objetivo de « analisar a amplitude das ameaças (militares, políticas, sociológicas) que pesam sobre a liberdade das democracias, especialmente das Europeias ».
Além dos membros fundadores, as cotizações dos aderentes comportam duas classes: os membros ativos (1000 Frs por ano) e os membros benfeitores (5000 Frs).
Os resultados dos trabalhos são publicados numa luxuosa revista « Géopolitique », cujo diretor é o vice-presidente do Instituto, Sr. Déodat du Puy-Montbrun.
Embora sua Presidente se tenha afirmado « politicamente livre e independente », no momento de sua candidatura às eleições presidenciais, encerrada com um fracasso estrondoso, o Instituto parece bem ser um avatar do Mundialismo, um grupo que se apresenta como antissocialista-marxista, respeitoso da ideia nacional... e, portanto, muito crível para grande parte de « A Direita », onde a Sra. Garaud fez sua carreira política. Aliás, soube atrair algumas personalidades militares independentes, entre as quais o muito conhecido general belga Robert Close, para reforçar essa impressão.
Já por ocasião de sua candidatura, era possível encontrar, em seu Comitê de apoio, os nomes de Pierre Arpaillange e Louis Joxe, mas, além disso, os fundos necessários à sua campanha teriam sido reunidos graças à habilidade do Conde de Granard. Este, ex-Comodoro da RAF, é filho de banqueiro. Sua mãe, nascida Mills, pertence a uma poderosa família americana associada aos Rockefeller, Carnegie e J.P. Morgan. É assim que os Trusts americanos Texaco e National Biscuit Cie, por sua filial suíça Nabisco, deram, com o Grupo Gardinier (Adubos euro-americano), sua contribuição.
Além disso, a mão-baixa do « Sistema » manifesta-se pela presença, no seio do Instituto, de numerosíssimos aderentes, todos afiliados aos diversos organismos já citados, controlados pela Alta Finança internacional e cujos grandes patrões se encontram na COM. Tri.
É assim que, mais precisamente, encontram-se entre os anglo-saxões membros fundadores: F. Bolkestein, secretário de Estado e RIIA, Zbigniew Brzezinski, fundador-diretor da Com. Tri., CFR, Bilderberger, IISS, IAI, etc. William F. Buckley, patrão da « National Review », CFR, Bilderberger, Sir Neil Cameron, Pilgrims, IISS, Conselho de Direção do RIIA, Lord Chalfont, Fabian Sty, RIIA, Comitê executivo da Pilgrims, Barão Robert de Rothschild, Conselho dos Governadores do IA, Sir John Russell, RIIA, James Schlesinger, ex-secretário de Defesa E.U., ex-chefe da CIA, CFR,
Do mesmo modo, entre os 20 membros do Conselho de Administração, todos franceses, sentam-se, entre outros:
Pierre Emmanuel, alias Noël Mathieu, Pres. da Ass. Internacional pela liberdade da cultura (AILC), assiduamente frequentada pelos Mundialistas e membro do Clube « Le Siècle », Jean-Daniel Jurgensen, Clube « Le Siècle », Dominique Lecat (UAP, Hachette, Banque de Paris et des P.B., Clube « Le Siècle »,
Jacques Lesourne, clubes « Le Siècle » e « Dacar », Futuribles, Fundação do Futuro, Dir. do projeto Interfuturs na OCDE,
Pierre Massé, ex-pres. da Maison Inter. dos futuribles (S.A. Peugeot, Cr. Foncier de F., B. Louis Dreyfus), membro do júri da Fundação da Vocação, criada por Marcel Bleustein-Blanchet, sogro de Robert Badinter,
Jean Stoetzel, universitário, CNRS, Comitê diretor do Centro de Viena,
Pierre Gallois, Gen., IISS, Bilderberger, C.A. da Fundação do Futuro,
François de Rose, OTAN, IFRI, IISS, C. dos Governadores do I.A., Com. Tri.
Em conclusão, cumpre perguntar-se se a Sra. M.F. Garaud não foi, desde sua malsucedida candidatura, recrutada « no sentido da história »... !
L. D.
BIBLIOGRAFIA
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- J. Ploncard d'Assac, Lectures Françaises, XII - 1989
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- Cônego A. Lémann, Histoire complète de l'idée messianique [História completa da ideia messiânica].
- Étienne Couvert: « La Gnose contre la Foi » [A Gnose contra a Fé]
- Paolo Taufer: « Études sur les Réseaux Mondiaux » [Estudos sobre as Redes Mundiais] (Chiesa Viva)
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- Jacques Bordiot, Lectures Françaises maio de 1984
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- Ploncard d'Assac, Le secret des Francs-Maçons [O segredo dos Franco-Maçons].
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- J. Ploncard d'Assac: Supplément Voltigeur itinéraire 151
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- National Hebdo N.º 420 de 6/12/VIII. 1992
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- Jean Vaquié: Rudolf Steiner, Revista da Sté. Barruel N.º 14
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- Jacques Bordiot op. cit.
- Lectures Françaises N.º 401
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- Yann Moncomble op. cit. N.º 38
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- Yann Moncomble op. cit. N.º 26
- Yann Moncomble op. cit. N.º 25
- Yann Moncomble op. cit. N.º : Lectures Françaises N.º 319
- Yann Moncomble op. cit. N.º 1984