O Mundialismo - I IDEOLOGIA E ESTRUTURA "Rumo à República dos Estados Unidos da Civilização... o advento do MESSIAS HUMANIDADE". (1) A maior parte deste estudo deve sua realização às obras dos Srs. Jacques Bordiot, Yann Moncomble, Henry Coston, Pierre de Villemarest e Pierre Virion, à revista "Lectures Françaises" e a um trabalho inédito na França do Sr. Prof. Paolo Taufer. Todos os seus trabalhos concorrem para demonstrar com sucesso que existe uma política secreta, a da Plutocracia internacional e das sociedades ocultas, implicando, a termo, o desaparecimento da Nação francesa "num grande supermercado mundial, última etapa antes da república universal, dominada pelos Mestres secretos da Plutocracia". (2) Nada pode substituir a leitura atenta dos autores e da revista citados. Assim, este resumo sinóptico procura apenas fornecer elementos suficientes para perturbar o leitor e incitá-lo a documentar-se mais para compreender melhor o que são essa "política secreta" e a atividade proteiforme de seus partidários. A definição esquemática da tropa e de sua manobra pode enunciar-se assim: o conluio pragmático e oculto, realizado entre as seitas, a Franco-Maçonaria, a fortuna apátrida, os defensores do Liberalismo, do Socialismo e suas variantes, do comunismo "gorbachevizado", espalha nos espíritos uma espécie de "AIDS" socioeconômica enfeitada de princípios humanitários, para levar a termo o enfraquecimento completo da Religião Católica dissolvida no ecumenismo e, simultaneamente, conseguir fazer desaparecer as Nações com seu gênio próprio e sua soberania num "melting-pot" planificado. ORGANIZAÇÃO DA LUTA CONTRA N.S.J.C. E SUA IGREJA HISTÓRICO "Existiam seitas bem antes de Cristo, e todas as sociedades antigas tiveram seus grupos de iniciados. Existia até um esoterismo judaico... O Catolicismo, pela amplitude mesma de seu desenvolvimento e, mais ainda, por sua proclamação de uma verdade exclusiva, realizou praticamente a frente das seitas contra ele". (3) A invasão das trevas numa alma ou num povo é a ocupação contínua de Satanás... Ele se faz instigador das doutrinas funestas, dos escritos perversos. O demônio levou cinco séculos para preparar o povo judeu ao desconhecimento e à rejeição de Cristo sofredor." (4) É ele, "o adversário", que faz agora que "o gnosticismo, síntese tumultuosa dos cultos dos mistérios gregos, asiáticos, romanos e egípcios, tenha sido (e seja ainda) um concorrente temível (desde) vários séculos para o Cristianismo." (3) Eis, designado por um mestre na matéria, o ex-irmão F.M. Marquès-Rivière, um dos mais ativos e hábeis falsários votados à guerra contra Roma. As diferentes espécies de Gnose misturaram-se à doutrina de Maniqueu. Segundo o mesmo autor, "apareceram em plena luz, em todo o Ocidente cristão, ao longo do século XII, provocando lutas políticas, levantes populares..." "Pode-se distinguir nessa época uma corrente maniqueia e gnóstica, uma corrente de pobreza voluntária acrescida de anticlericalismo e dirigida contra o poder temporal da Igreja e uma corrente de judeu-cristianismo... que trará um judaísmo cabalístico misturado ao cristianismo." (3) Esse fenômeno encontra uma formulação muito mais clara no Sr. Étienne Couvert: "Os gnósticos, desde os primeiros séculos, esforçaram-se por penetrar no Judaísmo da Diáspora de modo a levar os Rabinos, fiéis à revelação do Antigo Testamento, a renegar o verdadeiro Deus, Javé." (5) E "A Gnose nasceu em meio judeu-cristão; alimentou-se de um pensamento especificamente judeu... (Alimenta-se) do cristianismo para tirar dele certo número de elementos que desviará de seu sentido natural para lhes dar uma significação nova totalmente oposta ao ensino da Igreja. (5) Mas, para a maioria dos Doutores, dos Letrados hebreus, o mal estava feito havia muito tempo. "Satanás conseguira circunvir uma grande parte da elite judaica." (4) Por sua vez essa elite, Sinédrio, Escribas e fariseus, com conhecimento de causa, "enganou e desencaminhou as tribos de Israel" para as engajar na "falta mais grave em seu gênero... o Deicídio." (4) Os Rabinos eram, portanto, presa fácil para os Gnósticos. "O resultado dessa penetração foi, ao longo da Idade Média, o aparecimento da Cabala... Sua forma definitiva exprimiu-se no livro do "Zohar", isto é, do "Esplendor". (5) Na mesma época, a Gnose realiza a infiltração e a corrupção das Corporações profissionais, das quais uma das mais poderosas, "favorecida de numerosos privilégios, isenções e franquias, justamente denominada "Franco-Maçonaria", possuía graus e símbolos relativos à qualificação dos membros e às principais ferramentas empregadas". Começa igualmente a penetração na Ordem do Templo. Atinge seu ponto culminante no início do século XIV. Diante das condenações sofridas pelos Templários em toda a Europa, a organização torna-se oculta para transmitir segredo e ensino esotérico. "Esse século é o dos primeiros sinais da decadência doutrinal, do Grande Cisma, do enfraquecimento dos Clérigos, de sua prática da simonia e do casamento de grande número deles, do reforço do pensamento judaico, notadamente da Cabala, sobre o espírito de numerosos personagens eminentes." (3) Durante esse período proliferam "os adeptos das ciências ocultas; hermetistas, cabalistas, pesquisadores da quintessência, astrólogos e sobretudo alquimistas" (3), usando todos os mesmos símbolos, a rosa e a cruz. Reúnem-se numa ou várias sociedades secretas que pregam "uma doutrina misteriosa, superior a todas as decisões da Igreja, formando um Cristianismo mais simples, ou mesmo independente de toda adesão à divindade de Jesus Cristo, pois aberto a homens de todas as crenças." (3) O século XV vê "o erro, constrangido até então a esconder-se, encontrar na Alemanha e na Inglaterra, com o apoio de instituições políticas e sociais, a estabilidade de pátrias onde poderia afirmar-se doravante e desenvolver-se sem temor, ao mesmo tempo que preparar mais poderosamente novas conquistas." (3) Somente a Espanha, de onde os Judeus haviam sido expulsos, evita o contágio. O século XVI testemunha, pela Reforma, um primeiro e importante êxito das manobras subversivas. É, parece, no início do século que se formam as primeiras fraternidades Rosa-Cruz, cujos membros assinam, com outros inimigos da Igreja, a Carta de Colônia em 1535. "A mistura Reforma - Talmude - Cabala - Ocultismo num meio hussita está perfeitamente ajustada na Alemanha, em torno do diácono luterano Johann Valentin Andreae (1586-1654). Este é o verdadeiro motor do movimento de caráter iniciático dito da Rosa-Cruz". "Sucintamente, trata-se de uma recusa do dogma cristão a fim de realizar o sincretismo necessário no qual o próprio homem se põe como Deus." "Desde 1633, o movimento passa à Inglaterra, infiltra todos os ritos maçônicos e permanece neles em posição dominante, como o 18º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito." "A seita encarrega Comenius (Amos Komensky 1592-1670) de redigir em 1644 uma obra contendo as linhas essenciais do atual mundialismo sinárquico." (6) Graças ao zelo de seus chefes, os R.C. espalham-se igualmente na Holanda, que, com a Inglaterra, vai desempenhar um papel primordial na difusão das ideias revolucionárias e gnósticas na França e na Alemanha. A FRANCO-MAÇONARIA Ainda segundo Marquès-Rivière, sua doutrina geral visa "a destruição da Roma Católica" pelo aporte "de uma gnose que faltava aos ensinamentos religiosos de então... Será pelas lojas maçônicas que as ideias rosa-cruzes poderão germinar na França e suscitar a explosão das ideias do século XVIII." (3) As Obediências Ordinárias. É em 1717 que se organizou oficialmente o conjunto dessas diversas correntes gnósticas, misturadas ao protestantismo, com porta aberta para a rua. No mês de fevereiro é criada em Londres a Grande Loja da Inglaterra, futura mãe de todas as outras obediências. Seguem-se, em 1771, a Grande Loja da França 1776, a Ordem dos Iluminados da Baviera 1877, o Grande Oriente da França 1889, a Ordem Cabalística da R.C. 1893, a Ordem Mista Francesa e Internacional do Direito Humano 1909, o Antiquus Mysticus Ordo Rosae Crucis (AMORC) 1952, a Grande Loja Feminina da França 1958, a Grande Loja Nacional. França. Os F.M. franceses agrupam-se, fora de suas obediências e de suas lojas próprias, em "Fraternais". (7) Para os políticos: A Fraternal Parlamentar, hoje interparlamentar. Muito importante, criada em 1924 pelo F.M. senegalês Blaise Diagne, 33º grau do GODF. Depois da última guerra, teve como Presidente Henri Caillavet. Reúne F.M. de todos os partidos políticos. O deputado Alain Vivien, que foi o relator-investigador sobre as Seitas em 1984, era um afiliado!! O Círculo Paul Ramadier reúne os eleitos de esquerda e o Comitê dos amigos de 25 de março, os R.P.R. Para os profissionais: Frat. das H.L.M. para arquitetos e gestores de imóveis, O Carrefour de l'Amitié reúne o pequeno mundo dos decisores da política, da mídia e dos negócios. O Clube dos 50 reúne a nata dos negócios e das finanças. Os dois importantes clubes Rotary e Lion's, fundados por F.M., têm cada um sua Fraternal. Essa lista não é, ai de nós, de modo algum exaustiva. Inglaterra. A F.M. (8) está muito bem implantada em seu berço de origem, onde os mais altos dignitários da Grande Loja Unida são Príncipes de sangue. O G.M. Eduardo, duque de Kent, presidiu em 10 de junho de 1992 uma assembleia geral internacional. Doze mil F.M. representando as 91 Grandes Lojas das cinco partes do mundo estavam presentes. Estados Unidos. É bom insistir sobre o domínio da F.M. nesse Estado, atualmente o mais poderoso do mundo. (9) Os começos são de inspiração inglesa. Foi Benjamin Franklin, iniciado em 1731, na loja da Pensilvânia, que foi um de seus melhores difusores. A Guerra de Independência das 13 colônias da Inglaterra começa em abril de 1775. O F.M. Franklin vai pedir a ajuda da França do Rei Luís XVI. Seu sucesso deve-se principalmente ao apoio dos afiliados franceses, os F.M. La Fayette, Rochambeau, Lauzun, Fersen, Broglie, Almirante d'Estaing, Montbazon... que vão juntar-se aos insurgentes. Reencontram o general em chefe George Washington, iniciado desde 1752. Em seu exército há afiliados de pelo menos 12 lojas diferentes; La Fayette só obtém um grande comando depois de sua iniciação numa loja regimental. Assegurada a independência pelo Tratado de Versalhes (1783), Franklin, cujos princípios filosóficos se haviam afinado ao contato das lojas francesas, continua sua ação. Utilizou, entre outros, os talentos de orador do F.M. Honoré de Riquetti, conde de Mirabeau... Com os excessos da revolução francesa, a F.M. americana, no pináculo de 1789 a 1797 graças ao primeiro Presidente dos E.U., o F.M. George Washington, deve fazer-se mais discreta. É preciso chegar a 1817 para que o quinto Pres. seja o F.M. James Monroe. Atualmente, a seita é florescente e conta mais de três milhões de membros. Os maçons dos graus simbólicos: aprendiz (1º), companheiro (2º), mestre (3º) pertencem a uma loja azul, base do sistema piramidal maçônico. Os do 4º ao 14º grau tornam-se, além disso, membros das oficinas superiores: lojas de perfeição. Os F.M. do 15º ao 18º grau fazem parte do Capítulo, do 19º ao 30º do Conselho, do 31º do Tribunal, do 32º do Consistório e os do 33º do Conselho Supremo. Não se deve confundir este último grupo com o Supremo Conselho, que reúne todos os F.M. que ultrapassaram o 4º grau sem deixar de pertencer à sua loja azul. O S.C. US foi criado em 1801 em Charleston (Carolina do Sul). É o primeiro dos S.C. do mundo. Sua sede é em Washington para a jurisdição sul. O S.C. Jurisdição norte foi fundado em 1813. Está instalado em Lexington, em Massachusetts. Dada a enorme influência dos F.M. nos organismos dirigentes políticos, econômicos e sociais americanos, é preciso afirmar com o Sr. Jacques Bordiot que "os Estados Unidos são um apanágio maçônico". Prova disso é dada pela simbólica do Grande Selo oficial dos E.U. tal como impresso desde 1935 no verso da nota de banco de 1 dólar, por ordem do F.M. Franklin Delano Roosevelt. (9) "No anverso, a nota traz o retrato de George Washington. No verso, duas vinhetas, separadas pela frase: "In God we trust" (Confiamos em Deus), representam cada uma uma das faces do Grande Selo. A vinheta da esquerda representa: uma pirâmide encimada pelo Olho Onividente; sobre a base a data 1776, em algarismos romanos; em torno da pirâmide, a inscrição: "Annuit Coeptis Novus Ordo Seclorum" (tradução aproximada: A Nova Ordem dos Séculos é favorável aos que a empreenderam). Ora, essa pirâmide com o Olho Onívoro é o emblema da Ordem dos Iluminados da Baviera, de Weishaupt. Encontra-se na coluna de Alexandre, praça do Palácio de Inverno, em Petrogrado, e no Grande Memorial Americano de Saint-Laurent-des-Eaux (Calvados). A vinheta da direita, reverso do Grande Selo, é um festival de Cabala maçônica, sobre a base do número 13, que representa, diz-se, as treze etapas da evolução da energia, a via iniciática rumo ao infinito espiritual. No centro, uma águia, encimada por treze pentáculos maçônicos flamejantes, dispostos em Estrela de Davi (seis pontas). A águia segura no bico o "timbre" sinárquico: E PLURIBUS UNUM (De vários, um só), de 13 letras. Além disso, tem: na garra direita, um ramo de oliveira maçônico, com 13 folhas e 13 frutos; na garra esquerda, um feixe de 13 flechas. A águia sustenta um escudo de chefe azul, e leva 13 pales, dos quais 7 de prata e 6 de goles, que representam os 13 primeiros Estados da União. Essa mesma vinheta da direita serve de selo ao Departamento de Estado (Ministério das Relações Exteriores)." Cooperação entre lojas. Seja o que for que se diga sobre as rivalidades entre obediências, nem por isso deixa de ser verdade que organismos servem de centro de reflexão e de decisão comum. Foi assinalada acima a existência de tal estrutura para a Grande Loja Unida da Inglaterra e as lojas dela derivadas. As obediências ditas liberais, isto é, independentes da G.L.U.A. e das Grandes Lojas americanas, têm seu Centro de Ligação e Informação... (CLIPSAS). O Presidente é o francês Jean Robert Ragache, ex-G.M. do GODF, membro do Clube Democracia 2000 de Laurent Fabius. Estão afiliadas cerca de 35 lojas diversas de vinte e seis nacionalidades. (10) Os Supremos Conselhos são também um meio de controlar e unificar a ação dos F.M. Segundo a revista confidencial do S.C. de Washington, existiam no mundo em 1988 mais de quarenta S.C. O da França tinha, na época, como Soberano Grande Comendador Henri Béranger e como Grande Secretário René Desprats. A sede é em Paris, avenida de Villiers. (10) Ação. Além de sua influência política, social e cultural exercida em todos os Estados e particularmente na França, onde são os inspiradores das leis da "Revolução sexual" e da Bioética (assim Roger Leray, ex-G.M. do GODF, tem assento no Conselho Econômico e Social, no Comitê Consultivo Nacional de Ética), os F.M. de todas as obediências trabalham em todo o mundo pela instauração da Nova Ordem Internacional e de seu governo. Milhares de citações, de discursos e textos maçônicos abundam nesse sentido. Uma só bastará: na revista "La Chaîne d'Union", publicada pelo Grande Oriente, podia-se ler: "Uma das preocupações primeiras da F.M. inteira é, sem contradita, a questão da paz no mundo, que só se saberá resolvida de maneira duradoura pela abolição das fronteiras. Numerosos Maçons estão na primeira fileira dos homens de boa vontade que trabalham em favor da criação de um governo mundial e da criação dos Estados Unidos do Mundo..." (12) Esse programa e essa ativa vontade mergulham suas raízes na verdadeira origem da F.M. A impregnação judaica. "A maçonaria acolhe todas as seitas esotéricas, ocultistas, cabalísticas. A loja é livre, só repele o dogma cristão. Como se confessasse implicitamente que tudo o que pode servir para destruí-lo nos espíritos serve, por isso mesmo, a sua finalidade." (13) A homenagem que as obediências prestam à Sinagoga testemunha sua filiação. Assim, em 1926, a revista "Le Symbolisme" escreve que o primeiro dever dos Irmãos "é glorificar a raça judaica, que guardou inalterável o depósito divino da ciência". Acrescenta, reconhecendo a importância da ajuda judaica na realização de sua meta final: "Então, apoiar-se-ão nela para apagar as fronteiras." (3) E o célebre rabino Dr. Isaac Wise afirma: "A maçonaria é uma instituição judaica cuja história, graus, cargos, senhas e explicações são judaicos do começo ao fim... A maçonaria é baseada no judaísmo..." (3) O que o Sr. padre Emmanuel Barbier, especialista na matéria, confirma e desenvolve: "Tudo é judeu na F.M. O infeliz europeu, americano, asiático ou africano que o judeu faz entrar na loja só ouve falar dos judeus... Os títulos mesmos, quando têm significação precisa, só lembram a pátria (dos) judeus... Se o F.M. examina os símbolos, as cerimônias, as vestes, as disposições mesmas da loja, tudo lhe falará dos Judeus, seus mestres, como a um pobre escravo na casa de seu tirano... E o objetivo da maçonaria não é absolutamente judeu? O objetivo religioso da seita: a destruição do Cristianismo e de toda religião outra que a magia, não é ordenado ao povo pelos Rabinos na Cabala? O objetivo político da seita é destruir os imperadores, os reis, as fronteiras a fim de estabelecer sobre as ruínas dos impérios um governo absoluto, único, universal. Mas esse é o próprio objetivo de Israel há três mil anos... É, pois, com seu exército nacional e seus regimentos de mercenários, os franco-maçons, que Israel avança, há seiscentos anos, desde que conquistou a Ordem do Templo, ao assalto de nossas pátrias. Suas colônias não vêm reparar, mas destruir. Em toda parte suscitou perseguições religiosas, guerras civis e bom número de guerras estrangeiras. O Grande Sinédrio não ignora que, para ser Senhor do Mundo, é preciso lançar a discórdia." (14) A Casta Sacerdotal. Continuando a agir nas lojas, a aristocracia judaica vai criar sua própria F.M. para conduzir melhor seu combate pessoal e, ao mesmo tempo, opor-se a toda assimilação de seus correligionários pelo país onde residem. Advertência em forma de constatação. Nessa ótica da vontade de manter o "apartheid", é obrigatório ultrapassar a religião, que pode ser abandonada, para privilegiar a raça, donde esta observação em duas partes: "É preciso distinguir bem os papéis dos personagens judeus, que são postos em causa pela lógica da história e dos documentos, por sua implicação nos planos mundialistas, e o do povo judeu, do mesmo povo que, no Domingo, cantava "hosana" em honra do Senhor, e que somente poucos dias depois "ficava ali, olhando. (Lc 23,35)" "Os aristocratas sionistas não (devem) ser confundidos com o povo judeu. Pelo mesmo motivo pelo qual não se condena uma nação pelos crimes cometidos por seus cidadãos mais loucos, não se pode condenar o povo judeu inteiro pelos crimes cometidos pela aristocracia sionista no curso dos séculos." "Os membros dessa aristocracia têm um único tipo de relação com os judeus: são seus perseguidores e atormentadores... Um dos maiores benefícios que a aristocracia sionista tirou de sua cumplicidade com Hitler no genocídio das populações da Europa oriental foi que, desde então, conseguiu esconder-se atrás da lembrança do monstruoso destino de milhões de Judeus para conduzir as operações mais sórdidas... Cada vez que alguém procura tornar públicos esses crimes, é imediatamente qualificado de "nazista", de "fascista" ou de "antissemita". (15) A ORDEM INDEPENDENTE DOS B'NAI B'RITH (16) Histórico. É numa comunidade israelita de cerca de 25 000 almas, originárias da Alemanha, da Áustria e da Boêmia, agrupadas no Lower East Side de Nova York, que nasceu, em 13 de outubro de 1843, fundada por uma dúzia de homens dirigidos pelo Sr. Henry Jones. Em sua maioria judeus alemães, os criadores lhe dão o nome de "Bundes-Brueder" (Liga dos Irmãos). Rapidamente encontra-se uma denominação menos acessível ao profano: The Independent Order of B'Nai B'Rith (Ordem Independente dos Filhos da Aliança). Como todos os membros são afiliados a lojas maçônicas, o ritual escolhido para a Ordem é uma mistura de Rito de York e do rito americano dos Odd Fellows. Os Judeus, felizes por poder "obrar" no seio de oficinas compostas unicamente de correligionários, afiliam-se em massa. Entre 13 de outubro e 12 de novembro de 1843, doze lojas são fundadas, uma delas pelo F.M. Jones. Em 1855, a organização compreende nos E.U. 20 lojas e 2218 membros. Em 1882, é fundada a primeira loja alemã. Os B'B' tornam-se ali muito populares e a primeira Grande Loja é criada três anos depois. A Ordem enxameia na Áustria, na Romênia, na Hungria... etc e cria lojas e grandes lojas. Depois da Primeira Guerra Mundial, as lojas palestinas, suficientemente numerosas, têm seu próprio distrito, o XIV. A mais antiga foi criada em 1888 em Jerusalém por Siegmund Bergel, pai do hebraico moderno. Hoje há mais de 200 lojas em Israel. Em 1882, dois israelitas tendo também a nacionalidade francesa, F. e S. Vatine, de Nice, fundam uma loja de língua francesa. Em 1990, segundo "Tribune Juive", a Ordem contava 500 000 afiliados, repartidos em 1800 lojas, com 1450 capítulos femininos, repartidos em 46 estados. O fim da URSS permite aos B'B', como às outras obediências, criar ou reativar antigas lojas, através dos novos estados enfim livres. Desde 1989, uma loja é criada em Moscou. (18) Em 1990, "Tribune Juive" n.º 1108 anuncia que o Pres. para a Europa continental, Maurice Honigbaum, instalou em Budapeste a primeira loja húngara de todos os tempos. (18) Na França, a primeira loja (França n.º 1151) é criada em Paris, em 1932, pelo advogado Sliosberg, F.M. de uma loja de Rito Escocês, refugiado desde 1917. Nos anos que seguem a libertação, a loja é dirigida pelo F.M. Pierre-Jean Bloch, ligado ao Gabinete particular do Gal de Gaulle, que lhe confiará a depuração e a liquidação da imprensa "colaboracionista". A loja 1151 enxameou muito, a ponto de tornar necessária a criação de uma União das Associações Francesas B'B'. O Grão-Mestre atual é o Sr. Marc Aron. Este, que dirige a Comissão de luta contra o Antissemitismo do C.R.I.F., foi reeleito à frente dos B'B' da França em 18 de março de 1990, em Marselha. Mons. Coffy, arcebispo, participou como "visitante" da reunião (19) Missão e Objetivos. Os B'B', escreve um de seus antigos presidentes para o Monde, "destinam-se a preservar nosso precioso patrimônio judaico..." e "o reforço de nossas fileiras através do mundo dará mais peso à nossa voz". O historiador judeu inglês Paul Goodman constata: "Esse agrupamento de Judeus profundamente engajados do Novo e do Antigo Mundo... representa a maior força organizada dos tempos modernos lutando pela promoção dos interesses do Judaísmo" e, isso é evidente, por sua defesa em todas as direções. É possível considerar a Ordem como o "poder executivo do Grande Sinédrio de hoje. É, aliás, a Ordem Suprema à qual estão subordinadas todas as outras associações judaicas visíveis e ocultas, tais como a Aliança Israelita Universal, o Conselho Mundial Judaico, o Fundo Social Judaico, o British Israel, a Aliança França-Israel, a Aliança Itália-Israel, a LICRA etc" (6) Os "Filhos da Aliança" querem-se ao mesmo tempo ponta de lança do povo judeu e poderoso chefe de fila das obediências maçônicas na luta contra a Religião Católica e na criação e organização dos diversos grupos que trabalham pelo desaparecimento das nações e dos povos para chegar a instaurar um poder Supremo mundial que será, in fine, entregue em suas mãos. Essa incessante atividade não é, segundo o Sr. Élie Barbelin em "Os Judeus de hoje", senão a demonstração de que Israel cumpre incansavelmente "sua missão histórica de redenção da liberdade dos povos, de messias coletivo dos direitos do homem". (17) Apresentados como os salvadores da humanidade, como os libertadores do homem, todos predestinados por Deus a essas tarefas, o trabalho dos Judeus membros da elite não pode senão ser acolhido com gratidão pelos GOYM. O Católico não esquece, no entanto, que sua busca do poder terrestre, mesmo enfeitada de filantropia, está há séculos marcada pelo selo do orgulho e do erro. "Ao fazer os Doutores da Sinagoga adotarem sua maneira de interpretar a Escritura, Satanás contribuiu para estabelecer no seio do povo judeu o erro do Messias conquistador. Ele espera sempre um Salvador poderoso cuja missão deverá consistir em devolver não somente todo o seu brilho a Jerusalém e nela estabelecer o trono de Davi, mas ainda em renovar... o poder de Israel." (4) Nessa louca expectativa, a aristocracia judaica, B'B' à frente, trabalha para assumir a direção do mundo, para estabelecer essa Jerusalém nova, destinada, por eles, a eliminar Roma, sede de sua inimiga fundamental, a Igreja que, segundo o Talmude, foi instaurada pelo "Nazareno que ensinava uma doutrina contrária às palavras do Deus vivo." (4) Poder da Ordem. Sua influência é considerável. Uma só referência basta. É dada num artigo de "Tribune Juive" de 23 de dezembro de 1985: "Sua influência leva os candidatos à presidência dos Estados Unidos da América a apresentar-se diante dela antes de cada eleição"; pode-se ler. E o jornal menciona que os B'B' estão representados na maioria das organizações internacionais, tais como a ONU e a UNESCO, na qualidade de organização não governamental. "Tribune Juive" confirma que a Ordem "tem até entrada no Vaticano". Seu poder é reforçado por seu conluio com as diversas obediências maçônicas. Com efeito, o que quer que digam — segredo obriga — todas as Grandes Lojas, a da Inglaterra à frente, desde 1874 os B'Nai B'Rith concluíram com a alta F.M. internacional uma concordata de "reconhecimento mútuo". O documento foi assinado, pela Ordem, por Armand Lévy e, pela F.M. Universal, por Albert Pike, chefe Supremo do Diretório Dogmático do Rito Escocês e membro de honra da maioria dos S.C. do mundo, entre eles o da França. Filiais conhecidas. 1913: Para proteger contra as sevícias de toda natureza seus correligionários residentes na Europa central e na Rússia, é criada a Anti-Defamation League of B'B' (A.D.L.). Torna-se muito rapidamente um meio de luta contra a direita americana. A esse respeito, é preciso assinalar que a seção francesa dos B'B' presidida pelo Dr. Aron patrocinou a obra "Inquérito sobre a Direita extrema" (Edição Monde) publicada no início de 1992. O dossiê não omite nenhum boletim regional ou departamental dessas direitas: "Présent", "National-Hebdo", etc. Os dirigentes são devidamente catalogados. O objetivo do trabalho é mostrar a extensão do perigo que representam as Direitas. Trata-se de velar com vigilância. As publicações "Celsius" e "Article 31", prolongamentos da rede Curiel, são igualmente utilizadas. (20) Invadindo o terreno de ação do Congresso Judaico Mundial, a A.D.L. abre em 1980 um escritório em Paris. Sua tarefa facilitada pelas leis francesas, a organização vai processar perante os tribunais toda pessoa física ou jurídica que julgue antissemita. 1923: para proteger a pureza da raça hebraica, a Ordem cria: as Fundações Hillel, do nome de um Rabino que viveu no século I antes de J.C., e a organização da Juventude dos B'B', que se reserva a educação dos jovens para preservá-los da dúvida e/ou da indiferença religiosa. Recusando a assimilação por miscigenação, que poderia conduzir ao abandono da religião judaica, os B'B' organizam encontros de jovens judeus de ambos os sexos, originários de diversos países europeus, para incitar à endogamia e facilitá-la. Jovens vindos da África ou da Ásia participam de tais reuniões. Sob a égide da Loja B'B' Golda Meir, em Nice, houve uma aproximação desse gênero em 1990. Além disso, a revista "Actualité Juive" participa desde alguns anos da "Cruzada contra os casamentos mistos", importante fator destruidor do particularismo judaico. (19) Exemplos de Intervenções bem-sucedidas 1851-1853. Modificação em favor dos Israelitas de um tratado helvético-americano. 1867-1872. Mobilização de todos os Estados em defesa dos Judeus da Romênia. 1902-1917. Intervenção contra o Tsar com o apoio de Theodore Roosevelt. A derrota russa diante do Japão favorece a ação subversiva dos B'B', cujo G.M. Krauss se imiscui nas negociações de paz. Os banqueiros judeus Jacob Schiff, Warburg, Guggenheim... todos B'B', fornecem os fundos necessários ao sucesso da revolução bolchevique e da economia stalinista, com a ajuda eficaz dos F.M. ingleses Lord Milner e Sir George Buchanan. Note-se que, nesse negócio, os B'B' souberam fazer dobrar o Pres. dos E.U., W.H. Taft, G.M. de outra obediência. Os membros dos B'B' e da Pilgrims Society, Sir Alfred Mond à frente, com as grandes famílias judias Astor, Baring, Rothschild... etc, são os promotores da Declaração Balfour. O tratado de Versalhes é em grande parte obra deles. (11) Segundo o escritor inglês E.J. Dillon, um número considerável de delegados à Conferência da Paz estimam que "a partir de agora, o mundo será governado pelos povos anglo-saxões, eles próprios dominados por seus elementos judeus". 1920-1938. O banco judeu financia a ascensão ao poder de Adolf Hitler e a criação da indústria alemã. A emigração dos judeus para a Palestina é organizada. (21) 1940-1945. Muito influentes junto ao Pres. Roosevelt, os B'B' trabalham na montagem dos meios necessários para "fazer estritamente prestar contas aos Nazistas de seus crimes depois da vitória", esquecendo alguns correligionários muito importantes. Jules Isaac, fundador em 1948 da Amizade Judeu-Cristã, morto recentemente, é em Roma o líder do assalto contra o ensino tradicional da Igreja. Na época do Vaticano II, o Papa João XXIII, favorável às ideias de Jules Isaac, cria o Secretariado para a Unidade dos Cristãos. O Cardeal Bea, jesuíta alemão em contato com o G.M. das Lojas Unidas da Alemanha e amigo do pastor Willem Visser't Hooft, fundador do C.O.E., assegura sua direção com a ajuda de dois prelados judeus convertidos. No início dos anos 1980, o escritor judeu Rabi declarará que o livro de Jules Isaac "Jesus e Israel" era "a arma de guerra mais específica contra um ensino cristão particularmente nocivo". Mons. Bea e os dirigentes B'B' têm numerosas entrevistas em Nova York. Finalmente, as organizações judaicas e os progressistas encontram uma ampla maioria de Padres conciliares para literalmente "judaizar" a Igreja Romana pelo voto de 20-XI-1964. 1651 Padres estimam que a versão da Paixão segundo Jules Isaac é preferível à de São João e de São Mateus. O novo Papa Paulo VI recusa-se a ratificar a decisão. Graças à ação dos Padres fiéis à Tradição, MMGrs Carli e Lefebvre entre outros, o voto definitivo de outubro de 1965 corrige um pouco a situação. Desde então, seduzidos, numerosos bispos participam de reuniões ou sessões B'B'. A Federação Europeia da A.D.L. intervém na política interna francesa. Obtém, contra a Frente Nacional, a assinatura de um acordo com a U.D.F. e o R.P.R. Obtém-se a suspensão do processo de beatificação de Isabel, a Católica, heroína, com seu esposo Fernando de Aragão, da reconquista de seu país sobre os Mouros, terminada pela tomada de Granada em 1492. As organizações judaicas intervenientes condenavam formalmente a beatificação de uma soberana que expulsara 150 000 delas de seu território. O anúncio da capitulação de Roma foi feito em 28 de março pelo Cardeal Felici. (22) A Ordem dos B'B' agradece ao Cardeal Decourtray, Primaz das Gálias, por sua ação no caso Touvier, entregando-lhe, na presença de duas crianças portando "Luzes", do Dr. Aron, presidente da seção francesa, do Gr. Rabino Sirat, seu Prêmio da ação humanitária, em 16 de novembro. O discurso do Dr. Aron manifesta seu poder: "Os B'B' são os Filhos da Aliança, testemunham ao mesmo tempo da perenidade da Aliança de Deus com seu Povo Israel e da vitalidade do judaísmo contemporâneo..." ..."Os comitês judeus (onde figuram numerosos B'B') e cristãos para as relações inter-religiosas reuniram-se de novo em Praga... para dizer qual cristianismo é incompatível com o antissemitismo e fazer seguir as consignas de revisão da catequese (católica) desde a hierarquia até a base..." (23) Consagração nacional à Ordem, que, em 2 de dezembro, representada por seu Centro Europeu, é oficialmente recebida no Hôtel de Lassay pelo Pres. da Assembleia Nacional. (24) NO CORAÇÃO DO SISTEMA ALGUNS PRECURSORES. Desde o início do século XVIII, na mesma corrente de ideias que a dos "filósofos" pré-revolucionários Helvétius, Voltaire, J.J. Rousseau, Diderot, d'Alembert, Cabanis etc... revelam-se algumas obras significativas. "A Nova Jerusalém", obra redigida por Emanuel Swedenborg, protestante sueco, franco-maçom, criador de um Rito que leva seu nome. Anuncia o nascimento de uma era nova... a condenação das formas passadas... enuncia "as leis novas que devem substituir as formas caducas..." "a humanidade é conduzida por uma potência invisível a realizar essa união conforme às leis da forma humana aplicada à organização social." Põe a questão fundamental: "Não é isso o próprio desfecho do socialismo mundial?" e constata "hoje, é ainda em Jerusalém, o lugar predestinado, que está o "Ponto de Encontro da Paz", é a única base possível da paz mundial..." (25) "Investigação sobre a natureza e as causas da Riqueza das Nações", publicada pelo economista inglês Adam Smith (1723-1790), no momento mesmo em que os revolucionários americanos e franceses proclamavam os direitos do homem! Por essa obra, influenciará a formação do socialismo moderno e tornar-se-á, por quase cento e cinquenta anos, o verdadeiro inspirador da economia política moderna. (26) "A República Universal" de 1792. O autor Anacharsis Cloots, membro zeloso de sociedades secretas, barão alemão, fixado em Paris em 1779, participa ativamente da preparação da revolução. É recompensado, na saída de seu livro, pela Assembleia legislativa, que o faz cidadão francês. Sua doutrina é simples: "o gênero humano viverá em paz quando formar um só corpo, a nação única... (e) encontraremos poderosos auxiliares, fervorosos apóstolos nas tribos judaicas que consideram a França uma segunda Palestina..." (26) Os escritos de David Ricardo, rico judeu convertido à religião reformada, economista inglês. Partidário do Livre-Câmbio, sua influência sobre as escolas liberais francesas e inglesas é decisiva. Tem ligações com J.B. Say, Malthus e o federalista Sismondi. Seus argumentos são utilizados pelos socialistas agrários partidários da nacionalização do solo e da mais-valia da renda, Karl Marx, o americano Henry George, John Stuart Mill e John Ruskin. (26) É durante esse longo período que aparecem na França, na Inglaterra, na Alemanha e nos Estados Unidos uma multidão de ligas, de associações de sociedades, de movimentos, de revistas... empunhando as palavras Internacionalismo, Estados Unidos da Europa, Paz, Democracia, Bem Público, Liberdade e Justiça! OS VERDADEIROS PROMOTORES A - O homem premonitório. John Ruskin (1819-1900), de família rica, titular de uma cátedra de ensino de Belas-Artes em Oxford, mas entusiasta de Sociologia. Arrasta seus alunos, logo tornados discípulos, para experiências comunitárias sob a cobertura de uma "Confraria de São Jorge", para a instauração de um clima socialista na agricultura e na indústria... Seus adeptos permanecerão por toda a vida fiéis a suas concepções. (27) Discípulo do Rosa-Cruz Bulwer Lytton, John Ruskin exerce imensa influência, formadora de Prosélitos zelosos, sobre os jovens diplomados de Oxford, de Cambridge... pertencentes à alta sociedade inglesa e destinados a ocupar, por hereditariedade ou cooptação, postos importantes na administração, nas sociedades industriais, nos bancos na Grã-Bretanha e em seu Império. É necessário lembrar brevemente as bases de sua doutrina-programa: "Suas concepções inspiravam-se em grande parte de "A República" de Platão. "Sabe-se que, para o filósofo grego, a "sociedade ideal" compõe-se de homens e mulheres iguais em direitos e obrigações, até o ofício das armas. Nem casamento, nem família, acasalamentos aleatórios ao capricho de um dos parceiros, ao qual o outro deve submeter-se. Desde o desmame, as crianças nascidas desses enlaces são tomadas a cargo pela sociedade e criadas anonimamente com seleção eugênica implicando a eliminação dos sujeitos malformados ou de espírito deficiente. "A sociedade é autoritariamente dividida em três classes, uma classe dirigente, sustentada por uma importante classe armada e exercendo seu absolutismo sobre todas as atividades de uma classe laboriosa, verdadeiros servos. A repartição dos indivíduos nas duas classes inferiores é submetida sem apelo ao arbítrio da classe dirigente. "O sistema comporta a abolição do direito de propriedade e a estatização dos meios de produção e distribuição, o que não é para desvantajar os dirigentes, pois estes se beneficiam de todas as vantagens do sistema. "Sistemático e exclusivo, como bom ideólogo, Platão recomenda fazer desaparecer, se necessário pela força, todas as estruturas políticas e sociais existentes no mundo para que, num terreno inteiramente desobstruído, a classe dirigente possa edificar sua sociedade nova..." (27) A estrutura dos futuros Estados socialistas, nacionalistas, marxistas ou ditos "populares" corresponderá perfeitamente, em sua brutalidade, a essa tese. Os socialistas e os social-democratas modernos inspiram-se nos mesmos princípios, adaptados à evolução social — ensino superior mais aberto, multinacionais desempenhando o mesmo papel despótico que o Estado proprietário... etc — e astuciosamente envolvidos em unção humanitária. A astúcia de John Ruskin, pregando aos filhos da "gentry" "que o Estado devia apoderar-se de todos os meios de produção e de distribuição com vistas a assegurar autoritariamente o bem da comunidade — e pouco lhe importavam as ideias de democracia e de liberdade — (foi) deixar-lhes entender que constituiriam a classe privilegiada... e (lhes) fazer admitir... como única justificação de suas vantagens, a partilha de suas tradições aristocráticas com as classes inferiores, não somente da Grã-Bretanha, mas do mundo inteiro..." (27) A nova classe social dos Tecnocratas, assalariados dos Estados ou do "Establishment", está no horizonte... Os mais ardentes dos discípulos de John Ruskin vão consagrar sua vida à realização desse programa pensando primeiro na extensão do poder britânico... Será o assunto de um próximo capítulo. B - Os Detentores do dinheiro. "O bezerro de ouro continua de pé"! Breve retrospecto histórico. (28) A origem dos "manejadores" de dinheiro perde-se na noite dos tempos. Sua maneira de agir, aperfeiçoada ao longo dos séculos, adaptada às circunstâncias, não variou em seu princípio. Os Israelitas penetram na Gália na esteira dos Romanos. Praticam o câmbio de moedas e o empréstimo ao consumo. Apesar de numerosos reveses, tomam pouco a pouco um lugar preponderante na sociedade e esgueiram-se bem perto do poder. A Igreja Romana proíbe o empréstimo a juros. A maioria dos Soberanos trata duramente esses adeptos de métodos que suscitam as queixas de seus súditos. A memória coletiva da Alta Finança não esquecerá esses constrangimentos! Os Templários também fazem ofício de banqueiros. São bem considerados pela Igreja e por sua clientela, até sua perversão e sua condenação generalizada. Os Lombardos concorrem, desde 1212, com os Israelitas praticando o empréstimo a particulares a taxas entre 23 e 100 % por vezes. Roma lhes faz recolher os fundos do Dinheiro de São Pedro. Filipe, o Belo, põe fim à atividade financeira dos Israelitas expulsando-os, e aos templários e lombardos mandando prendê-los. Todos os seus bens são confiscados: "seu nome é, em nossos dias, ainda votado às gemônias em certas cerimônias maçônicas". No século XV, os grandes financistas chamam-se, na França, Jacques Coeur, na Itália, Médicis, no Império, Fugger. Estes mantêm-se até 1557, ano em que, por decreto, o Rei Filipe II da Espanha assina sua ruína. Se os reis e imperadores, até o fim do século XVI, utilizaram com frequência os "manejadores de dinheiro", sempre se afirmaram os mais fortes e a "Banca" nunca pôde impor suas diretrizes à autoridade pública pela simples razão de que a posição de um Príncipe reinante não depende nem de manobras políticas nem de competições eleitorais. Com o século XVII aparecem, estranha coincidência, no coração dos Estados Reformados, dois centros financeiros muito importantes: 1609, Amsterdã e o Banco Neerlandês; 1694, Londres, a "City" e o Banco da Inglaterra. Nessa época não existe sistema fiscal organizado, o que assegura aos Soberanos um crédito muito baixo. Só podem encontrar dinheiro por intermédio de um banqueiro conhecido e reputado. Na França católica, Luís XIV utiliza os serviços do israelita Samuel Bernard. À sua morte, a família Orléans, muito ligada à alta finança e, a priori, já penetrada pelas ideias maçônicas, prepara o terreno para John Law. Seu banco privado torna-se banco real em 1718. A circulação financeira (as notas) atinge um número fabuloso. Em outubro de 1720, Luís XV intervém. O "papel" é proibido nas transações e perde todo valor. Isso põe, por muito tempo, um ponto final às manipulações. O Dinheiro trabalha então, muito sorrateiramente, para a derrubada do "trono de São Luís (para estabelecer) sobre as ruínas da Velha França, uma dominação tanto mais ignominiosa quanto era exercida, em nome do povo francês, por homens na maioria das vezes estranhos às suas tradições, a seus costumes e à sua fé..." Luís XVI, que quer restaurar as finanças do Reino, não se curva diante das manobras e do ultimato do Grande Tesoureiro Necker, suíço e protestante, apoiado por muitíssimos membros do Terceiro Estado a seu soldo e por todos os "agiotas". A jornada de 14 de julho, organizada, financiada e perpetrada pela F.M. e pela Banca, fez desta última a privilegiada do novo sistema político. Ela enriquece enormemente durante as guerras do Diretório. A ajuda prestada ao sucesso do golpe de Estado lhe assegura o reconhecimento de Bonaparte. O Primeiro Cônsul ratifica em 1800 a criação do Banco da França, banco privado nas mãos de estrangeiros, o neuchâtelois Perrégaux, ex-súdito prussiano, e o genebrino Mallet, entre outros... Dá-lhe em 1803 o monopólio da emissão de notas... A chegada dos membros da família israelita Amschel Rothe Schild não tardará. O reinado cada vez mais opressor da Alta Finança internacional sobre a política e a economia começa. Os Banqueiros Cosmopolitas. (29) "Desde o fim do século XVIII existe um sindicato internacional agrupando os mais importantes bancos de negócios de Londres, Amsterdã, Hamburgo, Frankfurt... e os do império Rothschild. Esses banqueiros "distinguem-se dos outros por serem cosmopolitas e internacionais, tinham ligações com os governos e interessavam-se particularmente pelos empréstimos de Estado, ocupavam-se quase exclusivamente de manipulação de dinheiro, observavam uma estrita política do segredo, atinham-se à influência oculta da finança sobre a vida política internacional." O Dr. Carroll Quigley, membro da pequena elite dos "iniciados", afirma que o objetivo de longo prazo do sindicato seria "nada menos que a criação de um Sistema mundial de hegemonia financeira nas mãos de algumas personalidades capazes de dominar a política de cada país e a economia mundial inteira." Movido pelo "interesse e unicamente o interesse da organização, com desprezo de todo sentimento afetivo, de toda moral, de toda tradição", o Sistema desenvolve seu domínio econômico-político sobre os governos e as Nações, graças a seu pessoal próprio frequentemente chamado à chefia de ministérios, a seus amigos bem situados nas Forças Armadas ou na Indústria, a seus empregados tornados conselheiros ouvidos do poder vigente, aos políticos de todas as tendências que ajudou no sucesso de suas carreiras, a seus próprios trustes e holdings. A Dominação direta, para estabelecer-se, retomou por sua conta, modificando-a um pouco, uma passagem do manifesto do Partido Comunista, escrito em 1848 por Marx e Engels, que pedia "a centralização do crédito nas mãos do Estado, por meio de um banco nacional, cujo capital pertencerá ao Estado e que gozará de um monopólio exclusivo." (30) Para a Alta Finança, um Banco Central ou Nacional é um instrumento de caráter oficial, com privilégios exclusivos, MAS, de capitais e direção privados; o que permite obter o controle absoluto das finanças, da economia de um país e da política conduzida pelo governo. (30) Principais Bancos (31): O Banco da Inglaterra. Estabelecimento privado até sua nacionalização em 1946. Isso nada mudou, pois os 18 membros do Conselho são em grande parte representantes do Sistema. Esse Banco fixa sozinho e a cada dia o preço do ouro! O Banco da França. A revolução, tendo dado o poder aos agiotas, acuou o Diretório à bancarrota. Em 18 de janeiro, o Primeiro Cônsul aprova a criação do Banco, cujos duzentos acionistas são banqueiros ou industriais. Onze deles, eleitos por seus pares, formam o Conselho de Regência. A nacionalização nada mudou. Federal Reserve U.S.A. Os dirigentes dos E.U. resistiram à pressão da Banca (Rothschild em particular), que não seria alheia ao assassinato de Abraham Lincoln, até a eleição de Thomas Woodrow Wilson à presidência em 1913. Eleito graças à Távola Redonda e ao Sistema, controlado pelo célebre Coronel E.M. House, o Presidente deixa fazer. Em 22 de dezembro, o Federal Reserve Act, redigido pelo banqueiro Paul Warburg, é adotado... e a reeleição de Wilson em 1916 é assegurada. Cria-se assim uma "organização de doze bancos nacionais, encimados pelo de Nova York e totalmente independente do poder executivo. O Conselho dos Governadores era presidido por P. Warburg, o Banco de Nova York por B. Strong, homens de J. Pierpont Morgan e de Kuhn, Loeb and Co." Para terminar com o simbolismo da nota de 1 $ (1935) já estudado anteriormente, cumpre sublinhar o texto do lema inscrito: "Novus Ordo Seclorum". A evidente falta de ortografia deve-se a um sentido simbólico preciso: 17 letras, o número 17 significando "a privação da perfeição celeste", a saber, o reino terrestre da Sinarquia", da qual fazem parte os Banqueiros cosmopolitas da "Nova Ordem Mundial". Sob o impulso do futuro ministro das finanças do III Reich, H.H.G. Schacht (1877-1970), é criado em Basileia o Banco de Compensações Internacionais para manter os laços entre os bancos centrais e coordenar suas atividades. Esse mesmo Dr. Schacht, que escapou do Tribunal de Nuremberg, salvador do marco alemão-ocidental, participa em julho da criação do Banco internacional para a reconstrução e o desenvolvimento (B.I.R.D.), ligado à O.N.U. Criação do Fundo Monetário Internacional (F.M.I.), com conselho constituído de um Governador por Estado membro. Principais Estabelecimentos (32) Trata-se sobretudo de grupos que, na maioria das vezes, deram seus primeiros passos na Europa. Bancos Protestantes Neuflize, Schlumberger e Cia, o mais antigo, pois data de 1667. Os Neuflize são aparentados aos Mallet. Mallet Irmãos. O poderoso, mas também o mais regular. O fundador da família nasceu em Rouen em 1580 e foi estabelecer-se em Genebra. Seus descendentes, banqueiros, instalam-se em Paris, no início do século XVIII, com a proteção do Chanceler de Maupeou e de Necker. União Parisiense. Banco dirigido por um Vernes e um Hottinger, muito ligado à Royal Dutch e a Lazard Brs. Vernes e Cia., fundado por um huguenote do Vivarais refugiado em Genebra após a revogação do Édito de Nantes. Hottinger e Cia. Família vinda de Zurique no século XVIII. O chefe da casa é um dos fundadores do Banco da França. Membros de todas essas famílias banqueiras tiveram assento, em diferentes épocas, no conselho de regência do B.d.F. Bancos israelitas Fould e Oppenheim. Achille Fould foi o conselheiro financeiro e o comanditário das empresas do Príncipe Luís Napoleão, Pres. da República depois Imperador. Criou, em particular, com a aprovação de Napoleão III, o banco "Le Crédit Mobilier", do qual detinha mais de um quarto das ações... Uma conjuração na qual os Rothschild tiveram parte levou à liquidação desse novo banco. Worms e Cia. Fundado no início do século XIX por um israelita. Na época de Vichy, seu neto é batizado e depois se casa com uma inglesa cristã. Seu associado Goudchaux e a comanditária, Sra. Labbé, nascida Goudchaux, também o eram. Seus descendentes são ainda hoje os colaboradores do banco, que tem ligações com Lazard Brs. e a City. Selingman e Cia. Muito próximo de Lazard Brs., pois um Selingman (Roger) era casado com uma filha de David David-Weill do banco Lazard, e do banco Kuhn, Loeb and Co, pelo casamento de Isaac Selingman com uma filha Loeb. Louis Dreyfus e Cia. Fundado em 1851 por Léopold, que começou no comércio de grãos. Louis financiou a sociedade editora de "L'Humanité". Em recompensa, Jaurès o faz eleger deputado radical da Lozère em 1905. Era afiliado ao GODF desde 1896. O banco era especializado no comércio e no transporte de cereais. Possuía sua própria frota. Foi requisitado em 1939 após o armistício, metade trabalhando para os Aliados e a outra para Vichy. Além disso, o banco controla o grupo de imprensa L'Intransigeant - Match - Pour Vous. Kuhn, Loeb and Co, concorrente de Morgan. Lehman and Co, Herbert foi conselheiro de um Pres. dos E.U. Warburg and Co, um Warburg casa com uma filha Loeb. Os três bancos fundiram-se. O primeiro contou entre seus dirigentes Jacob Schiff. Desde 1890, esse homem se pusera de acordo com os teóricos da revolução marxista. Foi o financiador de Lênin e de Trótski, seus correligionários, para levar a bom termo a insurreição de 1917, com o apoio dos B'nai B'rith. Os Warburg eram associados e parentes de Schiff. Seu banco financiou o primeiro plano quinquenal soviético com a ajuda de Selingman. Em 1941, Lehman servia de correia de transmissão entre Stálin e Roosevelt para preparar as conferências de Teerã e de Yalta. Lazard Brothers and Co. Fundado nos E.U. em 1843 por um emigrante, Alexandre Lazard, descendente de uma família judia vinda da Boêmia para a Alsácia-Lorena. Sucursais em Paris (1858) e em Londres. Tinha o monopólio do transporte de ouro entre Paris e Nova York, por conta do Banco da França. Foi praticamente senhor do mercado de câmbio, na França, até a última guerra. Com seu aliado, o Banco da Indochina, trabalhou, a partir dos anos 50, pela eliminação das influências católicas no Banco de Paris e dos Países-Baixos para pô-lo sob o domínio anglo-saxão. Rothschild Irmãos. Os ancestrais viviam no gueto de Frankfurt. Meyer Amschel, nascido em 1744, está na origem da fortuna. Em 1810, é fundada a casa Meyer Amschel Rothschild e Filhos. Em 1812, à morte do patriarca, os cinco herdeiros varões repartiram os postos e as funções: Salomon em Paris, Nathan em Londres, Amschel e Charles em Frankfurt e James em Gravelines como agente de ligação. São o tipo perfeito do banqueiro cosmopolita que só busca o enriquecimento pessoal e a estima amigável de seus correligionários por todos os meios possíveis. É em grande parte graças à sua participação ativa nas desgraças da França que os Rothschild estabeleceram seu poder. Assim: Facilitam a vitória da City sobre Napoleão I, utilizando em seu proveito o bloqueio continental; Depois de 1830, gerem sem escrúpulos a Companhia das Estradas de Ferro do Norte, põem a mão na produção europeia de mercúrio e fazem o papel de intermediários no casamento de Napoleão III; Depois de 1848, a República, por seus amigos Crémieux e Goudchaux, lhes confia a lucrativa colocação dos empréstimos russos; Em 1875, Alphonse, filho de James, iniciado por ser Regente do Banco da França, previne seu correligionário Disraeli e empresta à Grã-Bretanha o dinheiro necessário para a compra das ações, cerca de 50 %, detidas na Companhia de Suez pelo Quediva, que as havia proposto ao Governo francês; Durante a guerra de 1914-18, a sociedade em nome coletivo Rothschild Frères, criada em 1908, vende o níquel da Nova Caledônia à Alemanha, por intermédio de uma sociedade americana que representa uma firma de Frankfurt. Até 1930, o banco permanece o primeiro do mundo. Desde a chegada do marechal Pétain, Édouard e Robert vão para os E.U. Em 1944, Guy e James-Henry voltam à França. Precedem o barão Édouard. Em 1949, em seguida a falecimentos e remanejamentos internos, a sociedade só compreendia mais Guy, Alain e Élie. Com, na época, um capital de 500 milhões de francos, um balanço de alguns bilhões, controlava várias centenas de empresas na França e no exterior, inclusive em Israel. Sócios, representantes têm assento em diversos Conselhos de administração. Em breve, entrarão na política! Aschberg, Goldschmidt, Oppenheim Irmãos, Pferdmenges, E. von Schroeder, Stein... etc (33) ou o grupo de banqueiros israelitas que trabalharam com o III Reich. O primeiro operava no Nya Banken de Estocolmo. Participa do financiamento da revolução bolchevique e encontra-se associado ao truste americano A. Harriman para participar do renascimento econômico alemão entre as duas grandes guerras. Adolf Hitler soube habilmente proteger os israelitas alemães que detinham altas responsabilidades e enormes recursos financeiros. Fez deles 340 "Arianos honorários", entre eles os Oppenheim, associados de Pferdmenges. "O primogênito dos Oppenheim tinha a assinatura para todos os saques eventuais sobre uma conta misteriosa... Foi nessa conta especial que eram depositados, depois de 1937, o dinheiro e as joias confiscados aos judeus", assinala o Sr. Pierre de Villemarest em "As Fontes financeiras do Nazismo". Foi o banqueiro Goldschmidt que, em 1923, introduziu o Dr. H.H. Greeley Schacht, amigo de Richard Coudenhove-Kalergi, de Morgan e de Rockefeller, no Reichsbank, do qual tornou-se presidente. Ministro das Finanças, o apoio da alta-finança permite-lhe sair indene do processo de Nuremberg. Tinha ainda serviços a prestar ao Sistema (33) Os governantes dos Estados Europeus, mais ou menos abertamente discípulos da revolução de 1789 ou simpatizantes da F.M., sempre honraram os dirigentes desses bancos. Colocaram-nos à frente de seus bancos nacionais, condecoraram-nos e até enobreceram-nos... em agradecimento por serviços pessoais, esquecidos dos imensos prejuízos causados a suas nações e a seus povos. Um belo exemplo, ai de nós, é a atitude do governo da França em relação à dinastia dos Rothschild. Os Homens do "Big Business" (32) Só se tratará dos magnatas americanos. Se alguns outros existem no mundo, os grandes patrões do Novo Mundo são parte interessada nos organismos aqui estudados, na qualidade de instigadores e primeiros financiadores. Seu aparecimento remonta à guerra de Secessão (1861-1865). Sob pretexto de impor a abolição da escravidão, os Estados do Norte, adeptos da economia capitalista, comercial e industrial, ocuparam militarmente, depois de três anos de duros combates, os Estados do Sul, defensores da economia agrária e do livre-câmbio. Antes de ser assassinado, o Pres. Lincoln havia pressentido os resultados do conflito: "A dominação das potências do dinheiro e a concentração da riqueza num pequeno número de mãos... a pequena manufatura cedendo lugar à usina gigante... a concentração da poupança nas mãos dos banqueiros, o que lhes permite controlar a indústria, a era dos monopólios sucedendo à era do liberalismo econômico." Os primeiros homens audazes e sem escrúpulos revelaram-se, pois, graças à guerra: Cornelius Vanderbilt, o mais velho (68 anos em 1862). Recrutado como técnico de navegação pelo Norte, forneceu-lhe, a preço exorbitante, uma frota de navios inutilizáveis! John Pierpont Morgan, menos de 25 anos em 1861. Vende ao Norte, por sete vezes o preço de compra, vários milhares de velhas carabinas enferrujadas! Tornado rei do aço com a United States Steel Corp., controla a General Electric. Seu banco "mantém" Estradas de Ferro, Serviços públicos (I.T.T.) e o cobre. Andrew Carnegie é funcionário em Washington, no Ministério da Guerra, serviço de transportes. Bem informado, lança-se na fabricação de trilhos para via férrea... encomenda-os exclusivamente e os compra para si! John D. Rockefeller. Esse antigo sacristão de uma igreja presbiteriana afirma ter "Deus consigo". Desde o início da guerra, especula com o petróleo, rouba seus sócios... Em 1882, tem o monopólio do petróleo. Dono do Chase Manhattan Bank e da Standard Oil, sempre zombou do Estado e das condenações sofridas. Desde a presidência de Taft, o Governo dos E.U. parece ser o representante e o defensor da Standard... A Guerra do Golfo, a intervenção em Angola (Cabinda) são provas disso. Outros norte-americanos juntaram-se a essa aristocracia bem especial. W. Averell Harriman, tornado rei da Ferrovia, com o apoio do banqueiro J. Schiff e a bancarrota provocada de 400 pequenas Companhias. Ford. A sociedade é fundada em 1903 por Henry. Um dos mais íntegros. Pacifista ferrenho, um tanto utópico. Em conflito com a banca e os Israelitas desde 1920, capitula diante do American Jewish Committee em 1927. Comerciou com os Bolcheviques desde 1922. Soube manter sua independência em relação à General Motors, sua concorrente. Du Pont de Nemours. Grupo fundado por um antigo membro do Terceiro Estado francês. Domina desde a Iª guerra mundial os produtos químicos (explosivos), a borracha, a produção de armas leves e o automóvel. A sociedade General Motors, criada em 1908, é uma das raras sobreviventes da crise de 1920. Armand Hammer. Rei do comércio com os Soviéticos, muito próximo de David Rockefeller. Dono da Occidental Petroleum, da OXY. e da Bechtel Cy. Cyrus S. Eaton. Proprietário de firmas americanas e canadenses. Cumpre assinalar que os trustes Morgan, Rockefeller e o banco Kuhn, Loeb and Co são os três supergrandes da economia norte-americana: "The Big Three". Nenhum nome francês é citado. "Se há, evidentemente, grupos muito importantes, é preciso saber que já em 1965, segundo o Prof. Bertin, a parte dos capitais estrangeiros em certos ramos da indústria francesa atingia proporções consideráveis de 40 a 95 %..." (34) Desde então a situação agravou-se consideravelmente. O dinheiro nipônico e os petrodólares tomaram participações por vezes totais. A unidade da Europa, teórica desde 1992, não está realizada. As nações latinas e os pobres Estados libertados pela explosão da URSS vão estar, mais ainda, à mercê da Fortuna anônima e cosmopolita. Com efeito, está na natureza das coisas que os patrões mais ou menos discretos dos Bancos, dos Trustes e Holdings, de vontade de potência bem refletida, se reúnam num mesmo combate para estabelecer definitivamente sua dominação. Querem obter: "O temível e exorbitante privilégio de conduzir (a humanidade) a um novo paraíso terrestre, a amanhãs que cantam, a um ponto ômega, a uma fraternidade planetária, a um (socialismo) universal, a uma democracia mundial, a uma fusão ecumênica de todos os teísmos, ateísmos, monoteísmos e politeísmos, enfim à utopia" (35) sem demasiadas brutalidades, por evolução programada dos comportamentos. Os detentores do dinheiro, quase todos afiliados a uma F.M. ou, no mínimo, simpatizantes, vão criar organismos de formação destinados a fornecer-lhes os "managers", os tecnocratas, aliás diplomados de Grandes Écoles ou de universidades, muitas vezes subordinados ao "Sistema", que destinam a dirigir, a controlar no sentido anglo-saxão do termo, os grupos existentes e invadir assim a totalidade do tecido econômico, político e social das Nações e fazer-se senhores dele! Mas, no início de sua ofensiva, o dinheiro e, mais precisamente, os magnatas da indústria não tinham boa reputação em seu país. Além disso, deviam, por vezes, prestar contas à administração e, sempre, pagar pesados impostos. John D. Rockefeller ia fornecer-lhes a receita para atrair os favores da opinião, diminuir a conta a pagar e, assim, agir tranquilamente. J.D. Rockefeller, tornado certamente o homem mais impopular dos E.U., decidido a melhorar sua reputação, evitar a ingerência do governo em seus negócios, funda oficialmente fundações filantrópicas tais como centros de pesquisa, hospitais, museus, colégios, universidades... concede numerosíssimas bolsas de estudo e facilita as férias das crianças e a assistência aos deserdados...! As fundações (35). O exemplo faz mancha de óleo. Em 1910, contavam-se cerca de vinte fundações. Depois de 1916, como escapavam ao imposto de renda das pessoas físicas e aos direitos de sucessão, seu número se multiplica... Em 1969, é próximo de 10 000, dos quais somente 7000 faziam declaração fiscal anual, o que não as impedia de serem todas isentas de imposto. Nessa época, as mais importantes eram constituídas por: o grupo Carnegie: Carnegie Corporation of N.Y.C., Endowment for International Peace, Foundations for the Advancement of Teaching (a primeira estabelecida em 1905) e o C. Institute of Washington, por um total de cerca de 390 milhões de $. o grupo Rockefeller: R. Foundation (1906) e R. Brothers Found, por um total de mais de 700 milhões de $. o grupo Ford: Ford Foundation e Ford for the Republic, com um montante de quase 3 bilhões e meio de $. Cumpre acrescentar que, em 1969, as 7000 declarações fiscais confessavam um patrimônio global de mais de 18 bilhões de $. Seu poder é enorme. Apoiam, por ocasião das eleições, os candidatos de sua escolha e compram os opositores. Subvencionaram e subvencionam todos os grupos mundialistas, suas conferências, seus simpósios... etc. C - O ILUMINISMO E A GNOSE A união do Socialismo e das Seitas, muito ativas na Inglaterra, vai permitir a criação de uma base de irradiação para difundir as ideias de Ruskin no mundo anglófono e na Europa continental. Além disso, esse socialismo vai pervertir-se ainda mais sob a influência de grandes "iniciados". Exportado para a Alemanha, misturar-se-á às religiões nórdicas para produzir o Nacional-Socialismo. As íntimas conexões entre as Seitas e Sociedades anglo-saxônicas, de um lado, e os grupos alemães, de outro, explicam em parte as complacências e as hesitações dos Estados Unidos manifestadas durante a primeira metade do século XX em relação ao Império e depois ao III Reich alemão. AS SEITAS A Sociedade Rosa-Cruz. Por ocasião da morte de Lord Palmerston, G.M. da G.L. da Inglaterra, o mago Westcott cria em Londres essa sociedade... de iniciados. Um de seus membros particularmente influentes é Lytton Edward George, conde Bulwer Lytton (1803-1873), chefe dos Rosa-Cruzes e 18º grau do Rito Escocês. Este, por sua obra sobre "a raça futura", "o Vril" descrito como "uma força serpentina e o nervo de nossa possível divindade", é considerado o pai "ante litteram" do Nazismo. O conde tinha como símbolo pessoal a cruz de garras (suástica). Entre seus discípulos encontram-se John Ruskin, Rudyard Kipling e Madame Blavatsky. (6) A Sociedade de Teosofia. "A fundadora, a Sra. Helena Petrovna Hahn, esposa Blavatsky, fugida para o Egito pouco depois de seu casamento, leva uma vida itinerante. É impossível resumir seu périplo religioso, tanto quanto seu périplo geográfico. Inumeráveis viagens a levaram a Paris, a Londres, aos Estados Unidos, à Índia, a Jerusalém... Introduz-se em toda espécie de seitas, fazendo-se iniciar em todas as práticas e em todas as doutrinas, do Vodu ao budismo, passando pelo judaísmo, o islã e a franco-maçonaria. Em 1874, encontra na Índia o coronel inglês Olcott e funda, em Adyar, a sociedade de Teosofia. Uma sucursal é aberta nos E.U. no ano seguinte. Duas de suas numerosas obras merecem atenção: "A doutrina secreta", exposição caótica de tudo o que havia colhido um pouco por toda parte em matéria de ocultismo, de espiritismo, de hinduísmo, de maçonaria, de gnose, de judaísmo... e "Ísis sem véu", que teve repercussão mundial. (36) Em 1887, a Sra. H.P.B. funda em Londres a revista "Lúcifer", em que afirma: "Satanás é o Deus, o único Deus de nosso planeta... Não é senão uma só coisa com o Logos..., (por conseguinte) a Igreja, ao amaldiçoar Satanás, amaldiçoa Deus... ou a Sabedoria que se revelou como Luz e Sombra, Bem e Mal na Natureza. Nosso objetivo não é a restauração do Hinduísmo, mas varrer o Cristianismo da face da terra." Ativo e bom organizador, o coronel Olcott funda no Oriente, na Europa e na América numerosas filiais. Faz reinar nelas as concepções mundialistas humanitárias e feministas tomadas da F.M. S. Annie Besant torna-se membro da Sociedade em 1889. Entra quase imediatamente no Comitê diretor. Dois anos depois, à morte da fundadora, torna-se a diretora dessa empresa gnóstica. A seção berlinense da Sociedade leva seu secretário Rudolf Steiner a encontrar Annie Besant. O ensino ministrado por Steiner exprimia-se sob a dupla invocação de Lúcifer e da Gnose... Suas visões filosóficas (tática de subversão da doutrina católica) iam divergir. A ruptura consuma-se em 1913, quando A. Besant apresenta oficialmente o jovem hindu Krishnamurti como o novo Buda. Steiner torna-se o mestre da Antroposofia. (36) A Sociedade Fabiana (37). Sua denominação faz referência à tática prudente, circunspecta e eficaz do ditador romano Fábio Cunctator ou o Contemporizador, diante dos exércitos de Aníbal. Criada na Inglaterra por William Morris, discípulo de J. Ruskin, é um templo do Socialismo. Entre os membros fundadores destacam-se: Sydney Webb, partidário de "grandes nações administrativas, governadas por repartições onde a ordem é mantida por gendarmes." G. Bernard Shaw, redator do Manifesto da Sociedade: "Somos socialistas, o Partido russo é o nosso", afirma ele abertamente. Annie Besant escreveu, entre outras obras, "O Manual do Livre-Pensador" e ensaios, entre os quais "O Evangelho do Ateísmo" e "Por que sou socialista". Um recruta célebre do ano de 1903 é H.G. Wells. Torna-se um dirigente ouvido. Autor de "A New World Order", é por isso considerado o inventor dessa expressão, que substitui pouco a pouco o termo "internacionalismo", empregado até então. "Iluminado" ativo, Wells funda em 1916 "The League of Free Nations Association", da qual um membro, G. Murray, tornar-se-á o primeiro presidente da S.D.N. Miss Jane Addams, já membro do "American Fabian Socialist Movement", é um recruta de valor, pois muito ligada ao coronel E.M. House, homem de confiança dos banqueiros Lazard, Warburg, Rothschild..., "iluminados" notórios. Fundadora da seção americana da Sociedade Fabiana, essa senhorita, socialista, feminista, pacifista e zelosa gnóstica, cria numerosas associações: A liga para a limitação dos armamentos O Comitê Internacional das Mulheres pela paz permanente e a liberdade (W.I.C.P.P.) A American Neutral Conference. Depois da Grande Guerra, ocupa assento no Comitê diretor da American Civil Liberties Union (A.C.L.U.), uma das mais importantes organizações pacifista-sovietófilas do momento. Muito naturalmente, essa atividade transbordante é recompensada, em 1931, com o Prêmio Nobel da paz. A London School of Economics é aberta pela Sociedade Fabiana, após uma sábia infiltração das Universidades de Oxford e de Cambridge. A escola é destinada a "formar" os jovens diplomados do Ensino superior. O financiador é um israelita, Sir Ernest Cassel, amigo íntimo de Eduardo VII. Sua neta, Edwina, casará com Lord Louis Mountbatten. Em 1929, um dos dirigentes da escola afirmava: "Nosso objetivo é fazer dessa instituição uma plataforma giratória para treinar e formar os quadros do futuro Estado socialista." A Escola está atualmente ligada à universidade de Londres. Seu diretor, muito marxizante, é um bilderberger... Grande parte dos quadros dirigentes ingleses passa por ela. Ela é o modelo das Universidades socialistas americanas da Round Table: Harvard, M.I.T., Columbia, J. Hopkins... etc. Sociedade Teosófica e Sociedade Fabiana continuam ativas. O leitor desejoso de conhecer nomes de aderentes importantes deve reportar-se às obras citadas. É preciso guardar sempre na memória estas palavras de Annie Besant: "Se virdes um de nós trabalhar por um movimento particular no mundo, sabereis que é uma parte do plano mundial, e esse grande plano é: um novo céu e uma nova terra construída sobre as ruínas da antiga civilização." (38) Essa afirmação vale para todos os afiliados dos diversos organismos que são objeto deste estudo, mesmo que apareça entre eles uma rivalidade ou uma oposição, ardil tanto mais eficaz quanto mais marcadas forem. The Hermetic Brotherhood of the Golden Dawn in the Outer. (33) Sociedade inglesa cuja denominação pode ser aproximadamente traduzida: A Fraternidade discípula de Hermes Trismegisto para o advento de uma nova idade de ouro. É uma emanação direta da virulentíssima Sociedade Rosa-Cruz, que criou, com alguns anos de intervalo, dois grupos análogos, na França a Ordem Cabalística da Rosa-Cruz e, na Alemanha, a Ordo Templi Orientis. Parece que essas três filiais eram reservadas aos dignitários rosa-cruzes de alto escalão. Somente a Golden Dawn e a O.T.O. retêm aqui a atenção, pois estão na base da evolução do socialismo gnóstico para o nacional-socialismo. A Golden Dawn é também muito próxima da Sociedade de Teosofia e da Sociedade Fabiana. Seu primeiro presidente, membro fundador, é S.L. Mathers, cunhado de Henri Bergson e futuro afiliado à O.T.O. O mago satânico Aleister Crowley, membro do Rito ecumênico de Memphis-Misraïm, definindo-se a si mesmo como "a Grande Besta" e assinando "666", número da Besta do Apocalipse, será seu sucessor e o historiador da seita. (6) Seu lema retomava o de Pantagruel: "Faze o que queres!" "satisfaz todos os teus instintos (5) e anuncia a revolução sexual, a utilização das drogas mais ou menos despenalizada, a desordem e a insegurança." Alguns afiliados importantes: Herbert G. Wells, Fabiano, membro da Fundação Rockefeller, amigo e associado de W. Stead no Ministério inglês da Propaganda durante a Iª guerra mundial, agente de ligação com a Alta Finança. Aldous Huxley, Fabiano e irmão de Julian. Arthur Machen, escritor que parece estar na origem da escatologia gnóstica que divide a humanidade em duas classes: os iniciados, os Puros (Santos ou feiticeiros) e os "desprezíveis"... Dois poetas Prêmio Nobel, W.B. Yeats em 1923 e T.S. Eliot em 1948, bem como Bram Stoker, o criador de Drácula. Karl Haushofer (1869-1945), recruta influente. General de Artilharia, professor de Geopolítica na Universidade de Munique, iniciado sem dúvida no Martinismo, homem de ligação da F.M. mundial, membro da Sociedade do Vril ou "Loja Luminosa" ligada à Sociedade de Teosofia, esteve muito próximo de Rudolf Hess e dos oficiais da Thule Gesellschaft, entre os quais se encontram todos os chefes históricos do Nazismo. É considerado o verdadeiro autor de "Mein Kampf". Sua esposa judia e seus dois filhos foram feitos "arianos honorários" pelo Führer. (33) A Ordo Templi Orientis (33) "O veio mais específico das seitas alemãs desenvolve-se ao longo de todo o Século das Luzes, com a proteção dos Hohenzollern. Entre as mais importantes, cumpre citar a Ordem templária da Estrita Observância, intermediária entre os Rosa-Cruzes e os Iluminados da Baviera, a Ordem Joanita Prussiana e a Sociedade dos Perfectíveis. "Duas tendências se manifestam até por volta de 1922. De um lado, as lojas humanitárias iluministas e, de outro, as Lojas pangermanistas e racistas (Lojas Velho-Prussianas)". "A martelagem no "Volk" (Povo) das ideias dessas últimas, durante todo o século XIX, inculca o culto da pureza alquímica da raça e desencadeia o processo de degenerescência moral que levou um povo de antiga civilização à abominação do genocídio científico". "A ideologia transformou o "Volk Deutsch", pelo "martelo de Thor" das lendas nórdicas, em instrumento para "consagrar os novos céus e as novas terras" aos desígnios da Sinarquia mundialista." (39) A O.T.O., sociedade análoga à Golden Dawn, representa essa corrente. Entre seus militantes célebres encontram-se: Theodor Reuss, membro fundador, agente secreto da Reichswehr, F.M. do Rito de Memphis-Misraïm, centro mundial maçônico que trabalha ainda hoje pela unidade doutrinal das diferentes concepções "místicas" das diversas seitas. Aleister Crowley, o mago da G.D., diretor da OTO a partir de 1921. Sean MacBride, Round Table e fundador da Anistia Internacional (1961) e, entre outros cargos, membro do Comitê executivo da União Pan-Europeia ao lado de Haushofer. Trebitsch Lincoln e Rudolf Steiner. Rudolf Hess (1894-1988), assistente do Gal Haushofer, representante da Thule Gesellschaft. Sua chegada à Inglaterra (1941) para negociar, com o consentimento de Hitler, as condições de uma paz eventual, marca o fim das reuniões das sociedades secretas alemãs e britânicas criadas por Bulwer Lytton. Foi internado até sua morte, sob controle inglês, em total isolamento para evitar quaisquer revelações intempestivas. Germanen Order (33). Criada em Leipzig como sociedade secreta racista, de hereditariedade nórdica, pangermanista e antissemita, em oposição ao desenvolvimento das Lojas B'nai B'rith. Conhece uma rápida expansão, pois, por exemplo, em 1918, somente na Baviera contavam-se 100 lojas com 1000 aderentes. A concorrência ou a oposição das duas obediências eram fictícias, pois o "Sistema" e os financistas anglo-saxões iam colaborar na edificação do regime e do poder nazista, como o farão para o Bolchevismo. Durante a Iª guerra mundial, cujo objetivo principal era o desaparecimento do Império católico dos Habsburgos e sua substituição por Estados, na maioria das vezes dominados pela F.M., a ordem não se manifesta. Em 1917, é recolocada em atividade por um alemão de volta ao país com "muito dinheiro de origem desconhecida". Trata-se do barão Rudolf von Sebottendorf, rosa-cruz, iniciado da F.M. turca, impregnado de islã e astrólogo. 1917 é o ano da rejeição pelo "Sistema" e pela F.M. da proposta de paz de S.S. o papa Bento XV e da dos Habsburgos... Em Paris realiza-se o Congresso das Obediências Maçônicas. O barão von Sebottendorf apresenta ali um documento da Grande Loja mãe de Berlim, fixando um programa com as diretrizes de ação para a criação de um partido "Sozialist-Völkisch" (nacional-socialista)... Thule Gesellschaft (33) A sociedade de Thule é constituída como G.L. da Germanen Order. Liga-se a um ramo dos mais fechados da tradição rosa-cruz, o de Bulwer Lytton. À sua frente R. von Sebottendorf. No processo de Nuremberg, antes de ser condenado à morte por enforcamento, Alfred Rosenberg reconheceu o papel primordial desempenhado pela T.G. na ascensão dos Nazistas ao poder: "tudo partiu dali!" Oficialmente, a loja pretende ser o despertar da consciência popular contra os excessos revolucionários dos comunistas. É dividida em Irmãos Visitantes e Membros efetivos. Sua correia de transmissão junto às massas populares é o Deutsche Arbeiter Partei, confiado a Anton Drexler. O D.A.P. torna-se em 1920 o N.S.D.A.P., dirigido por Adolf Hitler desde 29 de julho do ano seguinte. Em 1924, sob a égide do G.O., aparece um opúsculo desenvolvendo a ideia da constituição de uma "Ordem religiosa e militar racista", reunida em torno de um Guia divinizado sobre o modelo do Velho da Montanha dos Ismaelitas, para dominar, em nome da pureza racial, os inferiores, os não-puros, os sub-homens. Na lista dos afiliados publicada em 1933 pelo barão von Sebottendorf encontram-se os nomes de todos os chefes históricos do Nazismo: Rudolf Hess, G.D. e G.O., pôs Hitler em contato com seu mestre da universidade de Munique, Haushofer, teórico do "espaço vital" e membro da T.G. Timothy Ignatz Trebitsch, vulgo Trebitsch Lincoln, judeu húngaro, aparentado, ao que parece, aos Rothschild de Frankfurt, ex-parlamentar inglês, discípulo do mago Gurdjieff no Tibete, íntimo de Ludendorff, depois eminência parda de Hitler até o putsch de Munique, pois depois desaparece. Alfred Rosenberg, doutrinário e turiferário da superioridade da raça nórdica. Dietrich Eckart, G.O., conheceu Rosenberg na casa de Richard Wagner em Bayreuth. Figura de primeiro plano na progressão da ação antissemita do NSDAP, foi também o intermediário de Henry Ford nos financiamentos concedidos ao regime. Anton Drexler, Irmão Visitante, Hans Frank, futuro governador da Polônia, o ás da aviação Hermann Göring e Adolf Hitler, Irmão Visitante, cooptado pelo Estado-Maior da Reichswehr como agitador anticomunista e provocador por conta das Altas Lojas. Deve sua formação doutrinal a Eckart e Haushofer. O Nazismo É possível, graças aos trabalhos dos Srs. Paolo Taufer e Carlo Alberto Agnoli, precisar, na ótica deste estudo, a grande linha de sua origem e do papel que lhe foi atribuído. "Sociedade secreta forjada pela Alta Maçonaria graças à reorganização das 433 Lojas alemãs com vistas à futura ordem europeia, emergindo sobre suas concorrentes, possuindo uma gnose racista própria, carregando-se esotericamente de conteúdos antissemitas, ocultistas, de vontade de potência desembocando todos no culto gnóstico da morte, das diferentes "Orden" e "Bunde" e, em seguida, das S.A. de von Salomon e das S.S. da Ordem Negra de Himmler..." "Sociedade secreta expressão de um plano orgânico centrado nos dois polos: a Maçonaria e a Alta Finança, que cumpre a tarefa que lhe foi confiada através das etapas da formação do N.S.D.A.P., do incêndio do Reichstag, da reconstituição do exército, da tomada do poder e da guerra..." "um momento, uma etapa avançada do projeto rosa-cruz de destino planetário, traçado desde o século XVII por Amos Komensky (Comenius) em seu livro "Lux in tenebris", e precisamente uma fase do "solve" com vistas ao "coagula"..." (33) A SIMBÓLICA De Bulwer Lytton a Adolf Hitler, a simbólica das diversas Ordens ou Sociedades marca a continuidade gnóstica e estratégica dos "iniciados" fundadores: A cruz de garras (Suástica) (33) é o seu elemento primordial como sinal "religioso", isto é, ligando entre si os homens e os diversos grupos. Símbolo pessoal de um Bulwer Lytton (Soc. Rosa-Cruz), de um Aleister Crowley (Golden Dawn), adotada por Rudyard Kipling, essa antiga figura sânscrita do Hinduísmo e do Budismo vai afirmar-se no centro do "sol radiante" ou invicto, emblema do Nacional-socialismo hitleriano. A Sociedade de Teosofia utiliza a Suástica, mas num símbolo mais complexo e conforme a suas origens: "um grande círculo, encimado por uma coroa, constituído pela "serpente que morde a cauda", representação gráfica da doutrina da dupla verdade Deus-Satanás, Bem-Mal, Verdadeiro-Falso... A serpente é, para a Sra. Blavatsky, "a serpente da Eternidade da Teosofia; esse símbolo de Sabedoria, de imortalidade e de conhecimento secreto é Satanás." Um historiador da F.M., S. Hutin, membro da AMORC, precisa: "Uma tradição afirma que, quando a cabeça da Serpente se reunir à cauda, isto é, quando os Judeus expulsos da Palestina no tempo da Diáspora se restabelecerem na Palestina, o mundo entrará no último período do ciclo terrestre atual, o que corresponde aos eventos anunciados no Apocalipse de S. João." Essa tradição ou Cabala tem sua forma definitiva expressa no livro do Zohar: "A Serpente, inspiradora de toda essa mitologia mentirosa, não se esqueceu de si mesma. Explicou aos Cabalistas que não é de modo algum a inimiga do gênero humano, mas, ao contrário, seu protetor e seu patrono..." (5) (33) No centro do círculo, a estrela de seis pontas de Davi, talismã de origem cabalística e, segundo a fundadora: (33) "a copenetração dos dois triângulos significando, um, com a ponta para baixo, a descida do Espírito na matéria, o outro, com a ponta para cima, o renascimento e a subida rumo à deificação do homem segundo a promessa da Serpente do Gênesis." Acima da ponta superior da estrela, num círculo (sol?), a suástica, na qual o autor de "A Doutrina Secreta" reconhece: "o martelo de Thor, Deus nórdico do Trovão, instrumento da destruição do velho mundo para suscitar uma ordem nova." A Suástica (cruz gamada) significa o advento de um período involutivo de morte e de destruição, condição necessária da regeneração, na ótica dos ciclos, para uma nova idade de ouro. Está inscrita no sol radiante. Sobre ela, bem centrada, a espada resplandecente, ponta para baixo, punho e guarda sobre o diâmetro do círculo solar. (33) Os Nazistas conservaram apenas a Suástica no círculo solar. A cruz representa, a priori, para esses homens muito impregnados de religiões nórdicas: "As garras de Wotan (Odin), senhor da possessão demoníaca,... deus dos mortos, da feitiçaria e dos sacrifícios humanos." (33) O círculo solar, sol radiante, inspira-se também da obra de Wagner. É "o anel, o Ring",... o círculo de ouro que estrangula a humanidade: é preciso quebrá-lo..." (5). (Continua) L.D. A segunda parte deste estudo, que sairá no número 27, comportará o conjunto das notas bibliográficas relativas às duas partes.