Conclusão Geral

Não há nenhuma dúvida de que existe hoje, na França e provavelmente também no exterior, uma escola de pensamento, de formação relativamente recente, inteiramente ocupada em fazer penetrar o esoterismo na Religião cristã. Não queremos por prova senão o título dado, por Fr. Chénique e J. Borella, à compilação póstuma do Padre Stéphane: "Introduction à l'Ésotérisme Chrétien". Ao compor esse título, quiseram, evidentemente, designar uma doutrina à qual eles mesmos subscrevem, que procuram dar a conhecer e da qual sabem igualmente que já é partilhada por certo número de partidários.

Não inventamos o nome dessa doutrina e dessa escola de pensamento, pois já é proclamado por um dos mais cultos e mais ativos de seus membros, o Prof. Borella.

Essa escola não se satisfaz com o estado atual do cristianismo e, nisso ao menos, seria comparável ao Movimento tradicionalista que surgiu, no curso dos anos 60 e 70, contestando a validade e as produções do Concílio e recusando-se a aceitar a nova liturgia da Missa, que é seu fruto mais amargo.

Esses são apenas os temas mais frequentes. Pode-se juntar-lhes certo número de VETORES, como o mito do Graal, que servem para veicular todo esse conteúdo nocional sob formas poéticas.

O ocultismo de "nível básico" tende ao sincretismo das religiões, que é uma uniformização por via de redução a um consenso mínimo. É o caso, por exemplo, da New Age.

Muitos esoteristas cristãos estão persuadidos de que prestam serviço à Igreja pondo-a a salvo de um sincretismo de baixo nível que a destruiria, ao passo que seu pluralismo lhe conservará a individualidade.

Que o Senhor corte todas as línguas lisonjeiras. A língua que discursa com jactância. Aqueles que dizem: Por nossa língua somos fortes. Temos conosco nossos lábios. Quem seria nosso senhor. (Sl XI — Vulg. 4): Disperdat Dominus universa labia dolosa. Et LINGUAM MAGNILOQUAM...

JEAN VAQUIÉ, maio de 1992



Revision #1
Created 23 October 2026 00:11:06 by Admin
Updated 23 October 2026 00:11:06 by Admin