# 5.3 - A CULTURA ‘POP & ROCK’ AINDA VIVA DO PADRE CELIER

> ![](http://www.virgo-maria.org/articles_HTML/2007/006_2007/VM-2007-06-15/BenoitXVI-Celier.jpg) ![](http://www.virgo-maria.org/articles_HTML/2007/006_2007/VM-2007-06-15/fspx_marcel_lefebvre.jpg)*« Eu lhe indico que existe uma revista de hip hop, de música rap, se preferir, que se chama Respect Magazine e que pode ser encontrada nas bancas. » Padre Celier, ‘Bento XVI e os tradicionalistas’’, 2007*

> ‘*Bento XVI e os tradicionalistas*’ : *uma « obra-prima pura? »* alguns trechos escolhidos e chocantes.

**Uma declaração infeliz do padre Pfluger que qualifica o livro do padre Celier de ‘*obra-prima pura*’**

O padre Pfluger, embora apresente o livro do padre Celier como uma « ***obra muito pessoal*** », comete a imprudência de qualificar o livro do padre Celier de « ***obra-prima pura*** ».

**Um *« obra-prima pura »*?**

**Por causa, sem dúvida, do fino conhecimento dos grupos de Rock e Pop do padre Celier?**

É com espanto que se descobre o padre Celier exibindo em seu livro um conhecimento profundo e muito atualizado dos grupos *Pop &amp; Rock* que embalaram sua adolescência:

> *« GC: É verdade que alunos de Balzac, que têm mais ou menos minha idade, se destacaram na música, na esteira da onda punk, especialmente do grupo inglês **Sex Pistols**. **Podemos citar Daniel Darc, cantor do grupo Taxi Girl (um grupo formado em Balzac), que recentemente fez seu retorno musical após anos de errância**; o franco-iraniano Mirwais Ahmadzai, **outro membro do Taxi Girl**, que produziu dois discos da cantora Madonna; por fim, ainda na minha faixa etária, **Catherine Ringer, a cantora dos Rita Mitsouko**, que também foi brevemente aluna de Balzac nessa época. Não participei pessoalmente desse tipo de aventuras: o colégio era grande (2.500 alunos) e eu tinha outras preocupações. Mas isso manifesta em que surpreendente caldo cultural pude evoluir entre 10 e 17 anos.*
> 
> *OP: Você teve contato com drogas?*
> 
> *GC: Evidentemente. Elas estavam muito presentes. Um dos alunos da minha classe, por exemplo, já estava seriamente viciado em heroína. Podemos dizer que vivi uma época de transição, entre um **uso que poderíamos chamar de "lúdico" e elitista, aquele dos beatniks, dos hippies, do Summer of Love**, e o consumo de massa atual. Já que falamos de música, é preciso lembrar da hecatombe que ocorreu ao redor das drogas durante meus primeiros anos de colégio. Em 1969, morre **Brian Jones, um dos Rolling Stones**. Em 1970, morrem sucessivamente **Jimi Hendrix e Janis Joplin**. Finalmente, em 1971, morre em Paris **Jim Morrison**, o cantor dos **Doors**, que será enterrado no Père-Lachaise, onde desde então é cercado por um verdadeiro culto. Esses grupos musicais e essas mortes eram, obviamente, para meus colegas assuntos de conversa frequentes. »* Padre Celier, *Bento XVI e os tradicionalistas*, páginas 25-26, Edições *EntreLacs*, 2007

Mais de 30 anos após sua adolescência e mais de 20 anos após sua ordenação, o padre Celier parece muito informado sobre a continuidade da carreira das estrelas do Rock – **as quais frequentemente não se escondem de praticar abertamente e ativamente cultos satânicos** - que entusiasmavam seus amigos no colégio: ‘*Daniel Darc, cantor do grupo Taxi Girl (um grupo formado em Balzac), que recentemente fez seu retorno musical após anos de errância*’.

Durante seus trajetos entre Étampes e Compiègne, o padre Celier continuaria ouvindo música Rock em 2007?

Talvez ele mesmo considerasse sua missa « *Pie-Paul* » como a que ele propõe em seu livro, tal como é mostrada neste vídeo onde aparece o padre Ratzinger:

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O padre Celier fez questão de informar a seu interlocutor, algumas páginas antes, sobre seu excelente conhecimento atual das últimas publicações nas bancas das revistas de rap:

> *« GC: A propósito, **eu lhe indico que existe uma revista de hip hop, de música rap, se preferir, que se chama Respect Magazine e que pode ser encontrada nas bancas** » Padre Celier, *Bento XVI e os tradicionalistas*, páginas 25-26, Edições *EntreLacs*, 2007*

O padre Pfluger também aprecia estar tão bem informado sobre a evolução das estrelas do Rock desde a década de 1970 e sobre a atualidade da música rap nas bancas?

É com tais considerações que ele formou seu julgamento de *« obra-prima pura »*?

**Como Dom Fellay e o padre de Cacqueray aceitam se deixar desacreditar por um padre que se pretende seu porta-voz auto-proclamado?**

É este o espírito sobrenatural que se espera de um sacerdote?

Como conciliar uma vida sacerdotal piedosa e o cultivo de uma tal cultura musical, **tão frequentemente ligada a cultos satânicos, que resultaram em múltiplos suicídios de adolescentes**?

É neste espírito que Dom Lefebvre fundou sua obra de preservação da transmissão do Sacerdócio católico sempre válido?

**É este o padre que Dom Fellay teria escolhido para ser seu porta-voz?**

Tudo isso é insensato; o padre Celier se desacredita e desacredita a FSSPX ao promover uma tal cultura musical e a leveza com que aborda essa atmosfera de seus anos de juventude.

**Como o Superior do Distrito da França, o padre de Cacqueray, e como o Superior da FSSPX, Dom Fellay, podem continuar a aceitar que um personagem que desacredita tanto a obra de Dom Lefebvre possa se auto-proclamar seu porta-voz e, mais ainda, o interlocutor da mídia sobre o assunto muito sério das relações da FSSPX com Roma?**