# 4.2 - A PRIMEIRA EVOCATÓRIA PÚBLICA DA “REFORMA DA REFORMA” PELO  PADRE  RATZINGER EM 1995

Citamos aqui o estudo “*L’AngliCampos*” da CSI-Diffusion\[25\], publicado em 5 de julho de 2005 e que divulgamos em nosso site. Os anexos citados no estudo da CSI-Diffusion encontram-se no documento “*L’Anglicampos*”.

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**Início da citação da CSI-Diffusion**

#### 4.2.1 - Um personagem ativo: Robert Moynihan, diretor da revista em inglês *Inside the Vatican*

Antigo aluno da universidade de Yale (universidade conhecida por ser o berço da sociedade Skull &amp; Bones, da qual a família **Bush** e **John Kerry** são membros), **Robert Moynihan** realizou uma tese de doutorado sobre “A influência de **Joaquim de Flore** sobre os primeiros franciscanos”. Além disso, ele deu conferências sobre esse tema na universidade de Yale em 1984 e na American Academy de Roma em 1986. **Joaquim de Flore** é conhecido por ser apreciado nos círculos gnósticos.

Correspondente de mídias americanas (CNN, Time Magazine,…), ele dirige a revista *Inside* *the Vatican*, que tem sua sede em Roma e se propõe a estar muito bem informada sobre as questões que são discutidas dentro da Cúria romana.

**R. Moynihan** é também autor de um trabalho: “Uma nova *Inquisitio*? Uma história da Congregação para a Doutrina da Fé sob o cardeal **Joseph Ratzinger**”. A esse título, ele foi levado a encontrar-se muito frequentemente com **Ratzinger** e contatos privilegiados foram estabelecidos.

Desde 1995, o padre **Ratzinger** explica a **Robert Moynihan** que acabou de receber uma nota que parece ter suas bênçãos e que recomenda uma reforma litúrgica para corrigir a situação catastrófica decorrente da implementação do *Novus Ordo Missae* de **Montini**.

> *« Ratzinger, de forma repetida, declarou sua grave preocupação a respeito da prática litúrgica católica romana (…) e seu desejo de que os problemas fossem tratados um dia por uma "reforma da reforma".*
> 
> *« A posição de Ratzinger não é que o Concílio Vaticano II foi um erro ou que ele mesmo foi a causa dos abusos e escândalos litúrgicos que se seguiram, mas que o Concílio Vaticano II foi, por vias substanciais, traído. »*
> 
> *« Ratzinger declarou ao jornalista católico italiano, Vittorio Messori, em 1984, que "em suas decisões oficiais, em seus documentos autênticos, o Vaticano II não poderia ser responsabilizado por essa evolução que, ao contrário, contradizia radicalmente tanto o espírito quanto a letra dos Pais conciliares". »*
> 
> *« Ratzinger disse que estava muito impressionado por um artigo que lhe havia sido recentemente enviado para revisão. O artigo clamava por um "novo movimento litúrgico" e por uma "reforma da reforma" do Concílio Vaticano II. »*
> 
> *« Mas o autor afirmava que um simples retorno à antiga Missa, como proposto pela *Fraternidade São Pedro* e outros, não constituía a solução para o problema. » Ratzinger continuou. « Ele disse que devemos, afinal, prosseguir com a reforma litúrgica como isso foi desejado precisamente pelo Concílio. Pois, ele argumentava, a reforma litúrgica efetuada pelo Concilium pós-conciliar (a comissão especial sobre a liturgia criada por Paulo VI para realizar a reforma litúrgica) não corresponde à Constituição sobre a liturgia do Concílio. »*
> 
> *« Então ele explica o que uma reforma litúrgica seria se fosse desenvolvida de acordo com as diretrizes do texto conciliar. Suas ideias são muito interessantes e muito precisas. »*
> 
> *« E ele argumenta que isso poderia, potencialmente, trazer paz entre as correntes liberais e conservadoras na Igreja (…) É um projeto que merece um estudo mais aprofundado, eu diria… » **Ratzinger**, sobre 4 de julho de 1995, reportado por **Robert Moynihan** (ver Anexo I).*

Assim, desde 1995, **Robert Moynihan** é informado por **Joseph Ratzinger** sobre o que se tornará o período pós **João Paulo II**. Dois a três anos depois, a equipe de Cambridge, especialmente **Catherine Pickstock**, começa a publicar sobre esse tema e rapidamente ganha visibilidade através do congresso de *Christi fidelis*, além de diversas revistas, incluindo a revista *Catholica* do padre **Barthe**.

**Robert Moynihan** também se destacou ao intitular, na *Inside the Vatican*, “O amante dos amantes” logo no dia seguinte à eleição do padre **Ratzinger**. Ele imediatamente publicou artigos que mostravam as rápidas mudanças de atitude da ortodoxia em relação a Roma em favor do ecumenismo. Ele se aliava, assim, aos trabalhos do dominicano de Cambridge, o Padre **Adrian Nichols**, cujo número de maio de 2005 publica o último artigo sobre uma reunião da Igreja conciliar com os ortodoxos. Neste artigo, **Nichols** chega a detalhar a forma que a Cúria romana poderia assumir, caso a papalidade fosse rebaixada ao nível de um patriarcado latino, em uma federação com os ortodoxos e anglicanos.

**Robert Moynihan** é, portanto, um membro ativo e proeminente da rede de **Ratzinger** e suas ramificações anglicanas de Cambridge.

**Fim da citação da CSI-Diffusion**

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\[25\] [http://www.virgo-maria.org/Archives-CSI/2005/CSI-2005-07-05-AngliCampos.pdf](http://www.virgo-maria.org/Archives-CSI/2005/CSI-2005-07-05-AngliCampos.pdf)