# 5.2 Dom Beauduin preconiza a União e não as conversões individuais

Depois de ter professado um ensino católico na Universidade de Santo Anselmo em Roma após 1921, **o Beneditino Dom Lambert Beauduin**, ex-membro desde 1916 do *Intelligence Service* britânico, já havia se apaixonado pela nova causa da unidade com os Ortodoxos e depois, após as *Conversações de Maline* de 1924, com os anglicanos.

> *“O fato é absolutamente surpreendente. De fato, no que diz respeito aos cristãos separados, dom Lambert havia expressado diversas vezes uma opinião totalmente conforme às concepções católicas da época. **Ele não havia dito textualmente durante um retiro pregado em 1914: A Igreja é a verdade, ela só \[…\] ; as outras não são sequer caricaturas, não são nada**” (retiro Maredret, 1914, 6ª conferência)**\[18\]***

E então: “***menos de oito meses bastarão para operarem uma mudança de ideias e fazerem nascer um projeto inédito***”. Essa rápida virada de um clérigo apresenta analogias com os recentes ‘ralimados’ de hoje, que em poucos meses passam da oposição ao concílio Vaticano II à adesão a esse mesmo concílio. Um projeto inédito: com qual modelo? Aqui está:

> *“Beauduin também havia sido **informado sobre iniciativas surpreendentes - completamente esquecidas - de uma pessoa empreendedora, cuja função como precursor na liturgia ele havia apreciado.** Em 1887, dom Gérard Van Caloen, então monge de Maredsous*, estivera prestes a fundar, perto de Pérouse, uma ramificação de rito oriental dentro da ordem beneditina; quatro anos depois, ele proferiu no congresso católico de Marines um discurso que colocava de forma totalmente nova o problema das relações com o mundo ortodoxo: é preciso renunciar ao proselitismo e a uma política de conversões individuais, proclamou, evitar as controvérsias dogmáticas, aprender a se conhecer para derrubar os preconceitos” **\[19\]**

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\[18\] *Dom Lambert Beauduin, visionário e precursor (1873-1960) – Um monge de coração livre.* Jacques Mortiau, Raymond Loonbeek. Edições do Cerf História. Edições de Chevetogne. 2005. Página 84

\[19\] *Dom Lambert Beauduin, visionário e precursor (1873-1960) – Um monge de coração livre.* Jacques Mortiau, Raymond Loonbeek. Edições do Cerf História. Edições de Chevetogne. 2005. Página 85